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idiotes / ἰδιώτης / pessoa comum / ptochos / πτωχός / pobre / mendigo

    

Frithjof Schuon

A pobreza perante Deus   torna-se riqueza   junto aos homens: isto é, a receptividade em relação a Deus torna-se resplandecência e generosidade em relação ao próximo. Essa resplandecência é sempre determinada pela verdade — não por uma subjetividade gratuita — e comporta consequentemente um aspecto de rigor diamantino; rigor que, em certos casos, é a única caridade possível.

A gratidão  : o homem   reconhecido é o que se mantém na santa pobreza  , ou numa espécie de santa monotonia, se quisermos, no meio de distrações inevitáveis e de ocupações complexas. Mantém-se igualmente em estado   de santa infância, conservando-se venturosamente afastado de toda curiosidade doentia, de toda tentação   que simultaneamente aprisiona e persegue.

Com efeito, a devoção exige, por um lado, o respeito separativo e, por outro lado, a intimidade participativa; por um lado, é preciso se extinguir e permanecer pobre e, por outro, é preciso resplandecer ou doar; daí a complementaridade do desapego   e da generosidade. [O ESOTERISMO   COMO PRINCÍPIO E COMO VIA]

Elemire Zolla

La scelta sarebbe ampia ma anche insensata. Valga il primo esempio che sovviene: una frase dei   Vangelí (Matteo, 5, 3): Makarioi, oi ptokoi to pneumati, oti   auton estin he basileia   ton ouranon.

Si tradurra «Beati i poveri, per lo Spirito! Infatti di loro é il regno dei cieli»? oppure «Beati i poveri secondo lo Spirito perché di loro é il regno dei cieli», ovvero «coloro che hanno anima   di poveri» oppure «coloro che sono poveri di spirito proprio»? In breve: saranno beati gli uomini impersonali od i poveri?

Per Agostino si traduce «Beati coloro che non sono gonfi di iattanza», per Crisostomo «Beati coloro che sono umili non per forzata rassegnazione ma con spirito di elezione». Si aggiunge, perfino: «Beati coloro che sono scarsi di intelligenza» o «Beati coloro che ora sono poveri (di spirito ?) e che saranno come adesso sono i ricchi (di spirito ?) in tena, quando giungeranno dopo morti in cielo  », le due interpretazioni piú improbabili, salvo che la prima sia intesa come « Beato colui che é privo della facoltà di discernimento   mondano», l’idiota di villaggio, sacro ancora nell’Islam perché simile ad un amante che nulla curi (la sacralità di questa separazione dalle follie del mondo é il contenuto del quadro di Velazquez El niño de Vallecas) Il regno di Dio é la risurrezione, cioé il riconoscimento della signoria di Dio o la gioia della lode di Dio, che s’ottiene facendosi poveri di sensualità e superbia.

Abade Stephane

Se queremos estudar o termo «pobre» nestas duas formulações das Bem-aventuranças (Mt   e Lc  ) é preciso distinguir então «pobre em espírito  » de «pobre» simplesmente, além de se questionar sobre o sentido do Reino dos Céus e do Reino de Deus.

Segundo o dito de Lucas podemos pensar   que se trata dos pobres no sentido material da palavra, dos indigentes, dos miseráveis, dos esfomeados, dos oprimidos, únicos que um certo cristianismo social se interessa em nossos dias, aqueles que se opõem aos ricos, dos quais está escrito que dificilmente entrarão no Reino dos Céus. Mas mesmo esta interpretação   não contempla os pobres em espírito, da formulação de Mateus, que são mais difíceis de compreender que a pobreza ordinária.

Penso que estas considerações permitem entrever o que possa ser a pobreza em espírito: essencialmente um «desprendimento interior ou espiritual vis a vis de tudo», não somente das riquezas materiais, mas de não importa o que, e mais especialmente vis a vis de «si mesmo  ». A este respeito, os textos evangélicos são particularmente explícitos.