Excertos da tradução de História da Filosofia, de Émile Bréhier, por Eduardo Sucupira FIlho
Retrocedamos, agora, ao desenvolvimento da filosofia propriamente dita. Viu-se como o método por hipótese utiliza o raciocínio discursivo, que se limita a explicar como as consequências se encadeiam às hipóteses. Contudo, o método ficaria incompleto, se, após haver empregado as hipóteses, não se as examinasse em si mesmas, para ver se se justificam ou não. Assim, no Fédon, Platão utiliza as ideias e a participação (...)
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Teeteto / Theaetetus / Théétète / Θεαίτητος
PLATÃO - TEETETO
- Teeteto 142a-143c — Diálogo introdutório
- Teeteto 144d-148d — Sócrates coloca a questão da natureza do saber
- Teeteto 147c-148d — A Teoria dos Irracionais
- Teeteto 148d-160e — A investigação sobre o saber é retomada
- Teeteto 148e-151d — A «maiêutica»
- Teeteto 151d-151e — Primeira definição: saber é a sensação
- Teeteto 152c-155e — A doutrina da mobilidade universal
- Teeteto 155e-160e — O refinamento da doutrina
- Teeteto 160e-168c — Primeiras críticas.
- Teeteto 162a-165e — Objeção à defesa de saber pela sensação
- Teeteto 168c-171e — Método do exame crítico
- Teeteto 172a-177c — Discussão estendida à concepção da vida
- Teeteto 172c-175b — Duas espécies de homens
- Teeteto 175b-177c — A evasão para o ideal. Se tornar semelhante a Deus
- Teeteto 177c-180c — Objeções contra a tese do «homem-medida»
- Teeteto 180c-183c — Crítica da tese da mobilidade universal
- Teeteto 183c-184b — Crítica dos defensores da imobilidade
- Teeteto 184b-200d — Dominar estas oposições por uma análise da sensação
- Teeteto 187a-200d — Se o saber não é sensação, talvez seja opinião verdadeira
- Teeteto 188a-190e — A natureza do falso julgamento é inconcebível
- Teeteto 190e-195e — A psicologia do falso julgamento
- Teeteto 191e-192d — Casos onde o falso julgamento é impossível ou possível
- Teeteto 192d-194b — Notas preliminares e exemplos
- Teeteto 194b-195e — Explicação pela imagem da cera
- Teeteto 195e-200d — Um novo problema, o erro
- Teeteto 200d-210a — Retomada da investigação da definição do saber
- Teeteto 201c-210a — Definição do saber pelo julgamento verdadeiro, acompanhado de sua justificação
- Teeteto 202c-203d — Primeira dificuldade
- Teeteto 203d-205e — Segunda e terceira dificuldades
- Teeteto 205e-210a — Quarta dificuldade: em que consiste a justificação que se une à opinião verdadeira
- Teeteto 210a-210d — Epílogo
Matérias
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Bréhier: DESENVOLVIMENTO DA HIPÓTESE DAS IDÉIAS
24 de março -
Bréhier: COMUNICAÇÃO DAS IDEIAS
24 de marçoExcertos da tradução de História da Filosofia, de Émile Bréhier, por Eduardo Sucupira FIlho
O que, por seu turno, vai o Sofista demonstrar é a absoluta necessidade da hipótese. O diálogo tem por objeto as dificuldades suscitadas pela definição do sofista. Se dizemos, com efeito, que é aquele que não possui senão aparência de conhecimento (233 c), ele tergiversará, respondendo que o erro é impossível, dado que consistiria em pensar o não-ser. Ora, não é certo que o não-ser não é (236 e-237 a; 241 d)?
Para (...) -
Bréhier: O PROBLEMA COSMOLÓGICO
24 de marçoA noção do misto que possui beleza, proporção e verdade foi o verdadeiro estimulante dos últimos estudos de Platão e lhe permitiu voltar ao problema da explicação das coisas sensíveis pelas ideias, problema que ele havia, sem dúvida, abandonado ante os óbices expostos no Parmênides acerca da participação. Esse é, o objetivo do Timeu. Mas, para melhor captar esse retorno ao interesse pela física, é preciso ver que as coisas sensíveis não se lhe apresentam, como no Teeteto, como um fluir-em incessante (...)
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Carta II 312d-315a — A Doutrina Secreta (trad. em espanhol)
24 de marçoLa pequeña esfera no es exacta: Arquedemo te lo demostrará a su regreso. He de explicarle también a fondo esta otra cuestión, en verdad más importante y más divina que la anterior, y por la que lo has enviado tú buscando la solución de ella. Tú afirmas, "por lo que él cuenta, que no se te ha revelado suficientemente la naturaleza del «Primero». He de hablarte, pues, de él, pero por medio de enigmas. a fin de que si a esta carta le ocurre cualquier imprevisto en tierra o en el mar, al leerla, no la (...)
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episteme
24 de marçoepisteme: 1) conhecimento (verdadeiro e científico) (oposto a doxa); 2) um corpo organizado de conhecimento, uma ciência; 3) conhecimento teorético (oposto a praktike e poietike)
1. O materialismo dos pré-socráticos não lhes permitiu distinguir entre tipos de conhecimento; mesmo Heráclito, que insistiu em que o seu logos que está oculto, apenas podia ser compreendido pela inteligência, foi, quando chegou à explicação do noûs, um materialista radical: o conhecimento era a sensação do tipo (...) -
holon
24 de marçohólon: todo, organismo, universo
1. Um momento crítico na discussão da mudança surge quando Aristóteles rejeita, de um só golpe, as teorias anteriores de que a genesis absoluta se podia dar por associação (synkrisis) ou dissociação (diakrisis) das partículas e afirma que ela se verifica quando um todo (holon) se transforma num outro (De gen. et corr. I, 317a).
2. A questão da totalidade fora levantada anteriormente. No Parmênides a totalidade é negada ao Uno porque implica a presença de partes e, (...) -
kakon
24 de marçokakón: mal
1. Antes de Sócrates fazer da ética um assunto do discurso filosófico as considerações sobre o bem e o mal tinham sido apanágio dos poetas e dos legisladores. Mas a consciência crescente do relativismo moral e a asserção feita pelos sofistas, do caráter puramente arbitrário da lei (nomos) levaram Sócrates a procurar padrões absolutos de conduta moral.
2. Porém, a ênfase socrática é posta na virtude (arete) e no bem (agathon). De fato, do seu ponto de vista intelectualista parecia não ser (...) -
logos
24 de marçológos: discurso, relato, razão, definição, faculdade racional, proporção
1. Uma das maiores dificuldades na interpretação do logos é determinar quando é que esta palavra grega comum e amorfa está a ser usada num sentido técnico e especializado. Por isso, Heráclito, no qual desempenha pela primeira vez papel de relevo, a emprega frequentemente no seu uso comum, mas também tem uma doutrina especial que se centra em volta do logos num sentido mais técnico: para ele o logos é um princípio subjacente e (...) -
Platão: eidos
24 de março6. A origem da teoria deve ser procurada mais na fonte. Sócrates estivera interessado em definir qualidades éticas (ver Metafísica 987b), provavelmente como reação contra o relativismo sofistico (ver nomos), e há razão para acreditar que os eide platônicos eram versões hipostasiadas precisamente dessas definições (logoi; ver Fédon 99e, Metafísica 987b, e comparar a conexão com a predicação, infra). De fato, nos «Diálogos Socráticos» pode ver-se o próprio Sócrates movendo-se em tal direção (ver Lísias 219d, (...)
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stoicheion
24 de marçostoicheíon: letra do alfabeto, corpo primário, elemento
1. A comparação dos corpos básicos do mundo físico com as letras do alfabeto, e assim, por implicação, a introdução do termo stoicheíon na linguagem da filosofia remonta provavelmente aos atomistas. Neste contexto a comparação é válida dado que as letras, como os atoma, não têm significado próprio, mas, manejando a sua ordem (taxis) e posição (thesis), é possível construí-los em agregados com significados diferentes (Aristóteles, Metafísica 985b; De gen. (...) -
Coomaraswamy Simbolismo Literario
28 de marçoCAPÍTULO VII - EL SIMBOLISMO LITERARIO
«¡Cierto! Allah no desdeña acuñar ni siquiera la similitud de un cínife». Corán II.26
Las palabras nunca son insignificantes por naturaleza, aunque pueden usarse irracionalmente para propósitos meramente estéticos y no artísticos: de primera intención, todas las palabras son signos o símbolos de referentes específicos. Sin embargo, en un análisis del significado, debemos distinguir entre la significación literal y categórica o histórica de las palabras y el (...) -
Brun: Homem medida de todas as coisas...
24 de marçoA maioria dos contraditares de Sócrates são sofistas; professores de eloquência, ensinam aos jovens ricos a arte de falar de modo verosímil acerca de todas as coisas para além de qualquer consideração de convicção pessoal e de respeito pela verdade. Pode dizer-se que o pensamento de Sócrates e o de Platão são sobretudo dirigidos contra os sofistas e que as ideias destes últimos estão ligadas à ideia mestra de Protágoras: «O homem é a medida de todas as coisas.»
O sofista Protágoras era provavelmente (...) -
Brun: A participação das ideias
24 de marçoEm relação a todo este parágrafo, cf. J. Wahl, Etude sur le «Parménide» de Platon (Paris, 1926). Joseph Moreau, «Acerca da significação do Parmênides», in Le sens du Platonisme, p. 303. Victor Brochard, «La théorie platonicienne de la participation d’après le Parménide et Le Sophiste» (in Etudes de philo, ancienne et de philo, moderne, Paris, 1926). A. Diès, La définition de l’Etre et la nature des idées dans «Le Sophiste» de Platon (Paris, 1932). Rodier, «Remarques sur le Philèbe», in Etudes de Philosophie (...)
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Ensalmo em Platão I
29 de marçoI. — La palabra epode y las con ella emparentadas — los verbos epado, katepado y exepado, el adjetivo y el sustantivo epodos — se hallan usadas en los escritos platónicos, si no yerra mi recuento, no menos de 52 veces : 20 en el Cármides, 2 en el Gorgias, 1 en el Menón, 2 en el Eutidemo, 1 en el Banquete, 5 en el Fedón, 4 en la República, 1 en el Pedro, 2 en el Teeteto y 14 en las Leyes. Esta enumeración demuestra con entera claridad que la idea de la epode estuvo presente en la mente de Platón a lo (...)
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Plotino - Tratado 46,16 (I, 4, 16) — A relação do sábio ao Intelecto
10 de junho, por Cardoso de CastroAs Características da Vida do Sábio (capítulos 11-16)
Igal
16 Pero si alguien se niega a situar al hombre de bien en esta cima de la inteligencia y lo apea a la región de los azares, andará con miedo de que se vea envuelto en ellos y no se atendrá al ideal de hombre de bien que nosotros exigimos, sino que, concibiéndolo como un buen hombre con mezcla de bien y de mal, adjudicará a ese tal una vida entreverada de bien y de mal. Un hombre así no es fácil que exista; pero, si existiera, no (...) -
Vieillard-Baron: O lugar de Platão na História da Filosofia segundo Hegel
24 de marçoHegel presenta largamente a la filosofía griega, habiendo leído los fragmentos pre-socráticos con una atención inusual para la época. Su colega, y enemigo, de la universidad de Berlin, Schleiermacher, había reunido todos los fragmentos compilando los historiógrafos antiguos, pero no publicó este largo trabajo que sus sucesores Diels y Kranz utilizaron y publicaron en una edición de referencia.
La filosofía propiamente dicha comienza en Occidente. El espíritu singular, en Occidente, se concibe como (...) -
A "questão do ser" em Platão
24 de marçoSegundo Heidegger (BOUTOT, 1987 p.25), reina no pensamento de Platão uma maneira fundamental de proceder, na qual tudo gira ao redor de uma questão condutora da filosofia: "o que é o ente?". A unidade da filosofia platônica não é aquela de um sistema, mas aquela de uma questão central: "o que é o ente?".
Esta questão: "o que é o ente?" interroga o ente quanto a seu ser. É a questão socrática por excelência. Encontra-se na maior parte dos Diálogos de Platão, não tanto sob a forma geral: o que é o ser do (...) -
Gobry: ousia
24 de marçoousía (he): substância, ser, essência. Latim: substantia.
ousía é um substantivo derivado de ousa, particípio feminino do verbo einai: ser. O neutro é ón: ente, ser. A ousía significa, portanto, aquilo que é, o que existe realmente fora de nosso pensamento.
Esse termo é empregado pelos autores não filósofos no sentido de ter: bens, haveres, riqueza; isso pode parecer paradoxal, mas não o é: para o homem comum, aquilo que tem realidade e consistência é aquilo que se possui de útil e rentável. Os (...) -
Proclus: dæmon
24 de marçoExcerto de Comentário de Proclus ao Primeiro Alcibíades, tr. Thomas Taylor
“Let us now speak in the first place concerning dæmons in general; in the next place, concerning those that are allotted us in common; and, in the third place, concerning the dæmon of Socrates. For it is always requisite that demonstrations should begin from things more universal, and proceed from these as far as to individuals. For this mode of proceeding is natural, and is more adapted to science. Daemons therefore, (...) -
Gerson: o justo e a Justiça
24 de marçoExcerto de GERSON, Lloyd P.. "Self-Knowledge and the Good", in AMBURY, James & GERMAN, Andy, KNOWLEDGE AND
IGNORANCE OF SELF IN PLATONIC PHILOSOPHY. Cambridge: Cambridge University Press, 2019, p. 20-23.
O processo de identificação da natureza filosoficamente disposta começa a ser sugerido no livro VI [República]. Sócrates descreve a natureza dessas pessoas desta maneira:
Pois certamente, Adeimantus, alguém que realmente direcionou seu pensamento para as coisas que realmente são, não tem (...)
Notas
- 1.3 Cronologia absoluta do Timeu
- 1a. O reconhecimento perceptivo requer opinião (doxa) e razão empiricamente baseada (logos)?
- BUT DE LA PHILOSOPHIE
- aisthesis (platonismo)
- Alain: Que serait le monde sans les idées ?
- Alcinous: doxa
- aletheia
- alloiosis
- asymmetron
- auto deixei
- Bouillet – a unidade do princípio senciente
- Boutot: TO TI ESTIN?
- Bréhier: FINALIDADE DA FILOSOFIA
- Brisson: As tetralogias de Diálogos
- Brisson: As trilogias de Diálogos
- Brisson: Cronologia dos diálogos platônicos
- Coomaraswamy (AKCM:149) – sutratma - fio do espírito
- Coomaraswamy Dualismo
- Crátilo (trad. em espanhol)
- Cronologia dos Diálogos de Platão