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logoi / λόγοι / ennoia / ἔννοια / consideração / reflexão /noção / prólêpsis / prolepsis / πρόληψις / preconcepção / antecipação / proeilephos / preconcebido / hypolepsis / ὑπόληψις / tomar por verdadeiro / katalepsis / κατάληψις / ἀντίληψις / apreensão

gr. logoi, λόγοι: conceitos; ennoia, ἔννοια: consideração, reflexão; prólêpsis, prolepseis, πρόληψις: preconcepção, antecipação


gr. πρόληψις, prólêpsis: compreensão prévia, antecipação, preconcepção. Na epistemologia epicurista havia um critério supremo de verdade, a sensação (aisthesis; ver também aletheia); mas havia também os critérios subsidiários das emoções (pathe; ver hedone) e uma apreensão mental descrita por Epicuro   como prolepsis (D. L. X, 31), e por Lucrécio   como notitia (De rerum nat. IV, 476). A prolepsis opera muito à maneira da katalepsis estoica, só que a prolepsis é o resultado de uma repetida apreensão do mesmo tipo de objeto, v. g. os homens, e daí ser um conceito universal, uma espécie de «Homem» composto residual baseado em muitas sensações de «homens». Ela fornece uma espécie, de padrão pelo qual se pode julgar a verdade das apreensões subsequentes. Os estoicos usaram a prolepsis mais ou menos do mesmo modo (por isso tanto para Epicuro   como para a Stoa temos uma prolepsis dos deuses; confrontar Cícero, De nat. deor. I, 43-44 e SVF II, 1009 e noesis 15), mas sob o título de «conceitos comuns» (ver ennoia) deram-lhe um desenvolvimento consideravelmente maior.
Le mot grec est énnoia qui est un terme technique dans le stoïcisme. Il s’agit chez les Stoïciens de la « conception », c’est-à-dire très précisément d’un certain état de l’âme lorsqu’elle se représente une réalité déterminée. Il faut distinguer chez les Stoïciens l’énnoia de l’ennoèma, souvent traduit par « concept » et qui désigne quant à lui le contenu mental engendré par la conception (sur cette distinction, voir Long et Sedley, Les Philosophes hellénistiques, tome II, Les Stoïciens, trad. J. Brunschwig et P. Pellegrin, p. 57-59). Plotin   ne semble pas cependant employer ici ce terme dans le sens technique des Stoïciens. L’énnoia est une représentation générale de l’âme dont il s’agit de préciser le contenu et d’éprouver la validité. Ainsi Plotin   parle-t-il à plusieurs reprises dans le traité de la « notion de ce qui dépend de nous » (1, 31 ; 7, 18 ; 7, 23). Il faut clairement distinguer chez Plotin   l’énnoia, la « notion » qui n’est qu’une représentation située dans l’âme et extérieure à la réalité, du noētòn l’« intelligible » qui existe dans l’Intellect et qui est, de façon indissociable, un contenu intelligible et l’être lui-même. Plotino - Tratado 39,1 (VI, 8, 1) — Exposição do objeto da pesquisa