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psyche / ψυχή / psyché / psykhé / ψύχω / psycho / ψῦχος / anima / animus / ἄψυχον / apsychon / psyche kosmou / ψυχὴ κόσμου / psychè kósmou / anima mundi / alma do mundo / hole psyche / ὅλη ψυχή / hē hólē psukhḗ / hóle psyche / pasa psyche / alma do universo / psychikos

gr. ψυχή, psyché ou psykhé (he): respiração de vida, fantasma, princípio vital, alma. Latim: anima. Princípio, de natureza vital ou espiritual; mais habitualmente, das duas ao mesmo tempo; princípio que anima o corpo. gr. ἄψυχον, apsychon: inanimado.


Ψυχή is an οὐσία whose basic aspects, for Aristotle  , are κρίνειν and κινεῖν—the “setting apart and determining” and the “moving-itself” in the world, the moving-about-within-the-world. They provide the ground for the further concrete distinguishing of being-in-the-world, in the further development of the possibility of ἑρμηνεύειν. [Heidegger  , GA18  :44]
gr. ψυχὴ κόσμου, psychè kósmou

Do poder criador da Inteligência ou Noûs procede a terceira hipóstase - a Alma do Mundo (hen kai polla). Contemplando o Uno, o Noûs gera a Alma do Mundo. Esta, contemplando o Noûs, multiplica-se em todos os entes particulares do mundo sensível, sem dividir-se. A par da Alma do Mundo, existem as almas individuais. Na Alma estão as matrizes (logoi spermatikoi) de todos os entes, semelhando uma coincidentia oppositorum. Por isso, ela é hen kai polla. Dela procedem as almas e todas as formas dos seres sensíveis, ab aeterno, desde a planta até ao homem, tudo constituindo uma admirável harmonia e beleza. Logo, a Alma tem a função de organizar e governar o mundo sensível. A maneira dos estoicos, Plotino   professa que tudo forma uma sympatheia ton holon, uma harmonia universal. A ordem do todo não sofre desfiguramento pelo mal: "É absurdo queixar-se das partes, com relação ao todo; as partes devem ser examinadas com relação ao todo, para ver se elas lhe convém e lhe estão ajustadas; é mister ver o conjunto, sem dar importância aos mínimos detalhes".

Olhar apenas as partes "seria como alguém considerar de um animal inteiro somente um pelo (cabelo) ou um dedo dos pés, ou descurar a totalidade do homem que é um espetáculo divino".

A fim de preencher sua função organizadora, deve a Alma ter contemplado a organização inteligível no Intelecto (Noûs) transcendente. Se o Noûs é noesis noeseos, a Alma universal, ao contrário, desenvolve o seu pensamento em forma discursiva.

A Alma está em relação com o Intelecto assim como este está em relação com o Uno. Na base de tudo está sempre a contemplação. Por conseguinte, logramos dizer que a Alma é o logos do Intelecto ou seu resplendor - phos ek photos.

Desejoso de explicar as hipóstases, Plotino  , uma vez mais, vale-se de comparações: se o Uno é visto como a fonte primigênia da luz, o Intelecto, que vem após ele e que é inteiramente luminoso, pode ser comparado com o sol, e a Alma, que recebe a luz do Intelecto, é comparável à lua. A partir dessa imagem, o licopolitano assevera que a Alma, em permanente inquietude, aspira a algo que lhe falta, a algo transcendente, ou seja, ao Intelecto o qual está plenamente satisfeito consigo, contemplando em si mesmo os inteligíveis. Dessarte, ela se apressa em organizar o universo, voltando-se, pela theoria, à segunda hipóstase.

A Alma representa a terceira e última das hipóstases, o terceiro círculo luminoso além do qual só existe a obscuridade da matéria do mundo sensível.

O significado especulativo da terceira hipóstase cifra-se em ser intermediária ou mediadora entre o mundo inteligível e o mundo sensível, entre o mundo superior e o mundo inferior. Estabelece-se, assim, um vínculo claro entre o Uno e o mundo material. Aqui terminam as hipóstases do mundo inteligível e incorpóreo. [Ullmann  ]


gr. pasa psyche: a alma do universo não se situou nem veio de nenhuma parte... senão que o corpo se inseriu nela. (Enéada III, 9  )
gr. ὅλη ψυχή, hole psyche = alma divina, alma total, alma única, alma superior; aquela que habita sempre no mundo inteligível, segundo Plotino  , e as almas particulares que são implantadas em um corpo.
Dans le traité 4   (IV, 2  ), en proposant une lecture du fameux passage du Timée   (35a-b) consacré au mélange dont résulte l’âme, Plotin   a établi la position intermédiaire de l’âme, située entre l’indivisible à titre premier qui caractérise l’Intelligible et le divisible dans les corps. Et Plotin   a encore montré que ce n’est que par accident que l’âme vient dans les corps. Dans le traité 21   (IV, 1  ), il a en outre souligné que l’âme, qui est indivisible, se divise dans les corps sans toutefois se partager en parties. Comme l’explique le traité 21  , l’âme s’éloigne de l’Intelligible sans le quitter, et « quelque chose d’elle-même, dont la nature n’est pas divisible, ne s’en est pas allé ». Animant des corps qui subsistent séparés les uns des autres, et pour autant seulement qu’elle les anime, l’âme se multiplie en quelque sorte.

Plotin   distingue entre l’âme divine, totale (hē hólē psukhḗ) et unique, absolument supérieure, qui demeure toujours dans le monde intelligible, et les âmes particulières qui sont implantées dans un corps. [BPT27-29  :26-27]