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conhecer

domingo 17 de outubro de 2021

O que comumente se denomina o "profundo?", a "essência" de uma coisa? não é, portanto, uma propriedade?, um atributo? real? das coisas?, mas — isso veremos detalhadamente adiante — sua dimensão metafísica, isto é, de transcendência e de "ultrapassamento" da "coisa" na sua objetividade? tosca, no seu lado ou aspecto? "coisista" ou objetivista, para se realizar num modo? de ser possível, que se chama também ótica, perspectiva?, interesse?. É aí, nessa instância ou dimensão, que se realiza isto que chamamos conhecer?. Adiante, ao nos determos nessa questão, mostrar-se-á como metafísica é um modo de ser do homem? respectivamente do real, de todo real possível e que é o mesmo? que conhecer. Por enquanto, temos que conhecer, que começamos dizendo ser a busca do ser ou da verdade? das coisas, mostra-se agora? para nós como o trans-portar-se ou o trans-por-se para o interesse, a perspectiva ou a "pré-ocupação" que põe e instaura o que se mostra ou aparece (o real!) tal como se mostra ou aparece. Conhecer, portanto, é, de algum modo, repetir e cofazer essa hora, esse? instante?, esse in statu nascendi da coisa. Conhecer é realmente um "co-gnoscere" um "con-naître", um "co-nascer" com as coisas, com o real.

A questão para nós, agora, é esta: o que é propriamente interesse, perspectiva? Como é ou qual é a natureza?, o modo de ser desse interesse, dessa perspectiva, dessa "pré-ocupação"? Há que esclarecer e detalhar isso para se excluir a conclusão apressada, à qual certamente alguém já chegou, segundo a qual, então, tudo é "subjetivo?" ou antropológico, quer dizer, antropocêntrico (seja psicológica, seja transcendentalmente). Não, não é essa a constituição ou o modo de ser de interesse, de perspectiva. Esperemos. [Gilvan Fogel  , «CONHECER É CRIAR»]


gr. γνῶθι σεαυτόν, gnôthi seautón: "Conhece-te a ti mesmo." Fórmula atribuída pela primeira? vez? por Antístenes a Tales (DL., I, 40). Segundo Demétrio de Falero, seu autor seria Quílon de Lacedemônia (Müllach, fr. 3). E também encontrada em Pítaco (Sentenças, 16). Sócrates viu-a inscrita no frontispício do templo? de Apolo? em Delfos (Xenofonte, Mem., IV, II, 24). v. Epicteto   [Leituras, I, XVIII, 17). [Gobry  ]
LÉXICO: conhecimento