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advaita

terça-feira 24 de dezembro de 2019

Propriamente falando, este termo? sânscrito se traduz por «não-dualidade?», especifica igualmente um dos aspectos de Brama enquanto Supremo, não caracterizado, logo incondicionado?.

O Princípio? Supremo designado? como Brama pode somente ser? dito? «sem-dualidade», pois estando além? de toda determinação?, mesmo do Ser que é a primeira de todas, não pode ser caracterizado por nenhuma atribuição positiva: assim exige sua infinidade, que é necessariamente a Totalidade? positiva, compreendendo em si todas as possibilidades.

Logo não pode nada? haver que seja fora de Brama, pois esta suposição? equivaleria a limitá-lo. Eis porque é dito «sem-dualidade».

A este estado? situado além do Ser, não se pode mais falar? de distinção?, mesmo principial, embora não se possa também que haja confusão; se está, diz Guénon, além da multiplicidade?, mas também além da Unidade?.

Na absoluta transcendência? deste estado supremo, nenhum destes termos não pode mais se aplicar, mesmo por transposição? analógica, e eis porque deve-se ter? recurso a um termo de forma? negativa, aquele de «não-dualidade» (adwaita) sendo o mais apropriado? e o menos inexato para poder designá-lo.

Guénon se aterá sempre em bem precisar que esta «não-dualidade» não deve ser confundida com o «monismo?» que, qualquer que seja sua forma é, como o «dualismo?», de ordem? simplesmente filosófica e não metafísica.

Da mesma maneira nada há de comum entre o «não-dualismo» e o «panteísmo?», e tanto mais que este último? termo é frequentemente conotado a um certo «naturalismo?» propriamente antimetafísico.