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inefável

domingo 17 de outubro de 2021

“L’emploi et le gout des images chez Plotin   ont sans doute leur raison dans le caractère même de sa doctrine; les réalités suprêmes, vers lesquelles il conduit l’âme, l’Un et l’Intelligence, nc peuvent être connues que par une intuition immédiate et un contact ineffable; ce sont proprement des réalités inexprimables. Le langage ne peut donc s’en rapprocher qu’en employant des images” (PLOTIN  , Enneades  , v. I. Texte établi et traduit par Émile BRÉHIER, Introduction. Cinquicme tirage, (Paris, 1989), p. XXXV).


Um exame das passagens, nas quais Plotino   afirma a insuficiência da língua para compreender o Uno, demonstra uma constante conexão dessa noção com o recurso àquelas fórmulas platônicas que, conforme sua convicção, referem-se à primeira hipóstase.

São os seguintes: (1) ἕν; (2) οὐδ’ ὂνομα αὐτοῦ: ambos de Parmênides   (2 = Parmenides  , 142 a3); (3) οὐ ῥητόν na Carta VII  , 341 c5; (4) ἀγαθόν e (5) ἀγαθόν, ambos da analogia solar (5 = 509 b9); (6) tò μόνον καὶ ἔρημον, em Filebo  , 63 b7; (7) ἑστήξεται segundo o Sofista  , 249a2; (8) δέον καὶ καιρόν, no Político, 284e6-7. Plotino   relaciona à segunda hipóstase, entre outros, (9) êv πολλά em Parmênides  , 144e5 e (10) ö εστιν ζίρον, em Timen, 39e. No panorama a seguir, os respectivos textos não podiam ser anotados, por falta de espaço; depois da citação que se refere à linguagem indireta, segue o número da fórmula platônica aduzida conforme a lista oferecida acima; a seguir, após os dois pontos, segue-se a linha no mesmo capítulo (respectivamente capítulo e linha no mesmo tratado) onde essa fórmula aparece: II 9, 1, 7, antes (1) e (4): 1-3; V 3, 13, 1-6 e 14, 8-14 com (5), (2), também (6): 13, 32, além disso (5) e (9): 15, 9-11; V 4, 1, 8-10 com (2) e (5); V 5, 6, 9-13 com (5) e (2), antes alusão ao Crátilo  , 401c: 5, 24; em VI 2, 21, trata-se da dificuldade de denominar o Noûs, finalmente (10): 57; VI 7, 30, 25-29, a pobreza da linguagem é justificada em Filebo  , 61 d 1 -2; VI 7, 35-28, antes o Noûs “embriagado”, cf. Banquete  , 203b5, antes e depois νοετὸς τόπος e μακαρία θέα, da República   e do Fedro  ; VI 7, 39, 29-34 com (7); VI 7, 40, 4, depois (5) e (6): 26-28; VI 8, 8, 4, depois Parmênides  , 141 e12 e (2): 14; VI 8, 13, 47-50, onde ἐνδείξεως ἕνεκα alude provavelmente à Carta VII  , 341 e2; VI 8, 18, 53, antes (8): 44; VI 9, 4, 1-2 e 11 com (2) e (3), antes Banquete  , 211 b31 e Parmênides   142 a2: 3.43 e 51 s.; VI 9, 5, 31 corresponde a (2). A metáfora onipresente da ascensão e a linguagem “erótica” (Fedro  , Banquete  ), sem as quais Plotino   não podería explicar a relação do homem com o Princípio, não necessitam ser documentadas especificamente. Por duas vezes, Plotino   aponta, no contexto da inefabilidade do Uno, para formulações não platônicas: ao termo aristotélico ενέργεια em VI 7, 13, 1-5 e, após várias alusões a Platão   (cf. acima), ao “pitagórico” Ἀ-πόλλον, em V 5, 6, 24s. [SzlezakPlotino  :50]


LÉXICO: inefável