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Wei Wu Wei (FPM:27) – Dimensões da Mente

quarta-feira 31 de agosto de 2022

    

tradução

Confusão   surge da tendência, devido ao nosso condicionamento ao longo da vida, de considerar as dimensões como pertencentes ao mundo externo, ao passo que só pode haver dimensões da mente  . É em nós, não no que percebemos, que a dimensionalidade funciona.

Os homens da disciplina matemática e científica que primeiro pensaram em estudar a possibilidade de hiperdimensões inevitavelmente as consideravam pertencentes a fenômenos (que para eles eram realidade). É por isso, sem dúvida, que suas investigações permaneceram teóricas.

Para nós, tal erro   não deveria ser possível, embora fosse menos um erro   do que uma abordagem defeituosa do problema, pois nos disseram que a própria Mente   é a Realidade e que nada pode existir fora dela.

Se nos preocuparmos em considerar a consciência   como tendo quatro estados ou graus, estendendo-se da forma de vida mais baixa até a mais alta, e se optarmos por igualar cada uma a uma dimensão — lembrando que uma dimensão não é nada mágica ou mesmo complicada, mas apenas significa uma direção   de medição — chegamos a uma tabela de equivalentes que tem um bom ar de verossimilhança:

  • estado   de consciência – instintivo, ou D.1
  • 2º estado de consciência – perceptivo, ou D.2
  • 3º estado de consciência — conceitual, ou D.3
  • 4º estado de consciência – intuitivo, ou D.4

Vamos levar esta análise ainda mais longe na esperança   de ver mais claramente.

Podemos atribuir à Mente Ela Mesma (Mente universal  , cósmica) um estado de extradimensionalidade, abrangendo todas as dimensões possíveis, como a Plenitude   do Vazio  . Isso é não-manifestação  . Mas a Mente-em-manifestação pode receber   categorias   para nossa conveniência, com base no grau de evolução da consciência, desde o que atribuímos à planta  , passando pelo que atribuímos aos animais  , até o que atribuímos a nós mesmos. A cada uma dessas categorias, uma medida da evolução da consciência pode ser aplicada provisoriamente, e cada uma dessas medidas, além dos graus de desenvolvimento dentro da categoria, pode implicar o que é chamado de dimensão. E, correspondendo a cada uma dessas dimensões, pode haver um modo de compreensão mais completo, conforme sugerido na tabela acima.

A conscientidade tridimensional não tem apenas perceptos, como o animal tem, mas também conceitos, e o resultado de tais conceitos é o mundo objetivo tal como o vemos.

Mas a conscientidade quadridimensional adquire conhecimento diretamente, pelo que chamamos de intuição, e todos nós temos essa faculdade como uma potencialidade. O ser   humano iluminado percebeu essa potencialidade e vive naquele estado superior de conscientidade que consideramos ter quatro dimensões.

Os Sábios e Profetas que ensinaram a humanidade a partir desse estado de conscientidade, incluindo os fundadores das grandes religiões, deixam claro que essa conscientidade potencial está disponível para todos nós, é de fato nosso estado natural e nossa herança. E só temos que olhar na direção certa, e abrir os olhos, para apreciá-la. Mas a direção certa está em ângulo reto   com todas as outras (pois toda dimensão, por definição, é isso) – e isso é o que chamamos de “dentro”; não podemos abrir nossos olhos enquanto eles estiverem obscurecidos por falsas noções, ou olhar na direção certa enquanto nossa atenção   estiver fixada em um ego fictício aparentemente “externo”.

A religião real pode ser reconhecida como aproximadamente isso, e não a aplicação disciplinar de um sistema artificial de ética, pois as palavras registradas de seus fundadores apontam para isso.

“Dimensão”, então, é apenas um termo técnico   que usamos para indicar estados de conscientidade aumentando em escopo, de um para quatro, de Mente-em-manifestação. Os fenômenos dos quais nos tornamos conscientes por esses meios aumentam em escopo à medida que cada dimensão potencial é realizada, pois eles são a Realidade imperfeitamente apreendida.

Mas nós também somos fenômenos, e também somos a Realidade imperfeitamente apreendida; e a Realidade e a Própria Mente são um e tudo o que É.

A realização dessa potencialidade, chamada iluminação  , satori  , etc., é considerada a realização disso. Enquanto permanece uma potencialidade, podemos conhecê-la conceitualmente (isto é, saber sobre ela) apenas; conhecê-lo (por cognição intuitiva) é a realização do estado quadridimensional de conscientidade.

Eu disse que o ego   fictício é aparentemente “fora”. Mas para nós, no plano dos fenômenos, parece estar “dentro”. Estamos enganados, no entanto, e o erro é crucial. A realidade tão somente está “dentro”.

Original

Confusion arises from the tendency, due to our life-long conditioning, to regard dimensions as appertaining to the external world, whereas there can only be dimensions of mind. It is in us, not in what we perceive, that dimensionality functions.

The men of mathematical and scientific discipline who first thought of studying the possibility of hyperdimensions inevitably regarded them as appertaining to phenomena (which to them were reality). That, no doubt, is why their investigations remained theoretical.

For us no such error should be possible, though it was less an error than a faulty approach to the problem, for we have been told that Mind itself is Reality, and that nothing can exist outside it.

If we care to consider consciousness as having four states or degrees, stretching from the lowest form of life to the highest, and if we choose to equate each with a dimension— remembering that a dimension is nothing magical or even complicated but merely means a direction of measurement— we arrive at a table of equivalents that has a nice air of verisimilitude:

  • 1st state of consciousness — instinctive, or D.1
  • 2nd state of consciousness — perceptive, or D.2
  • 3rd state of consciousness — conceptual, or D.3
  • 4th state of consciousness — intuitive, or D.4

Let us take this analysis   still further in the hope of seeing more clearly.

We may attribute to Mind Itself (universal, cosmic Mind) a state of extra-dimensionality, comprising all possible dimensions, the the Plenitude of the Void. That is Non-Manifestation. But Mind-in-manifestation can be given categories for our convenience, based on the degree of evolution of consciousness, from that which we attribute to the plant, via that which we attribute to animals, to that which we attribute to ourselves. To each of these categories a measurement of the evolution of consciousness may tentatively be applied, and each such measurement, apart from degrees of development within the category, may imply what is called a dimension. And, corresponding to each such dimension there may be a fuller mode of comprehension as suggested in the above table.

The tridimensional consciousness not only has percepts, as the animal has, but also concepts, and the result of such concepts is the objective world as we see it.

But the quadridimensional consciousness acquires knowledge directly, by what we term intuition  , and we all have that faculty as a potentiality. The enlightened human being has realised that potentiality and lives in that higher state of consciousness which we regard as having four dimensions.

The Sages and Prophets who have taught mankind from that state of consciousness, including the founders of the great religions, make it clear that this potential consciousness is available to all of us, is indeed our natural state and our heritage. And we have only to look in the right direction, and open our eyes, in order to enjoy it. But the right direction is at right-angles to all others (for every dimension by definition is that)—and that is what we call “within”; we cannot open our eyes as long as they are clouded by false notions, or look in the right direction as long as our attention is fixed on a fictitious ego apparently “without.”

Real religion may be recognised as approximately this, and not the disciplinary application of an artificial system of ethics, for the recorded words of their founders point to it.

“Dimension,” then, is just a technical term we use to indicate states of consciousness increasing in scope, from one to four, of Mind-in-manifestation. The phenomena of which we become conscious by these means increase in scope as each potential dimension is realised, for they are Reality imperfectly apprehended.

But we too are phenomena, and we too are Reality imperfectly apprehended; and Reality and Mind Itself are one and all that IS.

The fulfilment of this potentiality, called enlightenment, satori, etc., is said to be the realisation of this. As long as it remains a potentiality we can know it conceptually (that is know about it) only; to know it (by intuitive cognition  ) is realisation of the quadridimensional state of consciousness.

I have said that the fictitious ego is apparently “without.” But to us, on the plane of phenomena, it seems to be “within.” We are mistaken, however, and the mistake is crucial. Reality alone is “within.”


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