Página inicial > Oriente > Wei Wu Wei (PP:Colofão) – Creio...

Wei Wu Wei (PP:Colofão) – Creio...

sábado 27 de agosto de 2022

    

tradução

Não acredito na existência de nenhum objeto, no ser factual de qualquer coisa objetiva.

Não acredito na existência de nada que possa ser ouvido, visto, sentido, cheirado, provado ou conhecido, percebido sensorialmente e interpretado conceitualmente como um objeto, nem de qualquer sonho  , visão  , alucinação ou outra tipo de experiência de vida, seja empiricamente sofrida em uma condição aparentemente adormecida, acordada ou drogada.

Não acredito na existência, material ou psíquica, de qualquer entidade objetiva que possa estar escrevendo estas linhas, nem na existência factual das palavras com as quais elas possam parecer escritas.

Porque isto é assim? Em primeiro lugar, e também finalmente:

Não acredito que tudo o que possa parecer sujeito   à extensão   no espaço e à sucessão na duração possa ser outra coisa senão uma aparência na mente  .

Então, quem é responsável por esta afirmação?

Quem? Eu sou   responsável, como sou responsável por todas as aparências. E todos os outros fenômenos sencientes podem dizer isso também, ou conhecê-lo sem poder dizê-lo, todo homem   e macaco, pássaro e besouro, réptil e rosa  .

Pois, na vacuidade da natureza básica, assim é – e eu, quem quer que o diga, sou a imanência   fenomenalmente cuja transcendência numenalmente é o que sou.

Original

I do not believe in the existence of any object, in the factual being of anything objective whatsoever.

I do not believe in the existence of anything that can be heard, seen, felt, smelled, tasted or cognised, which is senso  -rially perceived and conceptually interpreted as an object, nor in that of any dream, vision, hallucination, or other kind of living experience, whether empirically suffered in an apparently sleeping, waking, or drugged condition.

I do not believe in the existence, material or psychic, of any objective entity which might be supposed to be writing these lines, nor in the factual existence of the words with which they may appear to be written.

Why is this so? Firstly, and also finally:

I do not believe that whatever may appear to be subjected to extension in space and to succession in duration could be other than an appearance in mind  .

Then who is responsible for this statement?

Who? I am responsible, as I am responsible for every appearance soever. And every other sentient phenomenon can say that also, or know it without being able to say it, every man and monkey, bird and beetle, reptile and rose.

For, in the voidness of basic nature, so it is—and I, whoever says it, am the immanence phenomenally whose transcendence noumenally is what I am.


Ver online : Wei Wu Wei – Posthumous Pieces