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O termo representação presta-se a numerosas confusões

dimanche 27 juillet 2014

O termo? representação?, que desnaturalizou toda a teoria? da comunicação?, diz Mairena em curso de retórica?, presta-se a numerosas confusões que podem ser? funestas para o poeta. As coisas? são presentadas na consciência? ou ausente dela. Não? é fácil demonstrar que foram representadas na consciência. Mas, mesmo se admite-se que existe na consciência uma espécie? de espelho que reflete imagens mais ou menos semelhantes às coisas mesmas, deve-se perguntar sempre : como a consciência percebe as imagens de seu próprio? espelho ? Pois uma imagem? em um? espelho impõe o mesmo problema? de percepção? que o objeto? ele mesmo. Parece acordado atribuir ao espelho da consciência o poder miraculoso de ser consciente?, e dá-se por aceito que uma imagem da consciência é a consciência de uma imagem. Assim esquiva-se da eterna questão?, evidente para o bom? senso? : aquela da absoluta heterogeneidade entre os atos de consciência e seus objetos.

Quem se destina à poesia?, artistas criadores de imagens, é convidado a refletir sobre isso. Pois terão que batalhar com presenças e ausências, em qualquer caso com cópias, traduções ou representações. (Juan de Mairena - Da essencial? heterogeneidade do ser)