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Karl Renz : medo da existência

vendredi 13 mars 2020

[1:00:27]

Karl : Por conta do medo controlas. Controlas por medo. Há um? medo existencial? imediatamente no momento? que experiencias a ti mesmo como existência?.

Q : O que fazer ?

K : Não? sei. Nada? ! Esta é a natureza? do fantasma?. É a dúvida? do fantasma : sou ou não sou, e o que tenho que fazer para sobreviver. Então desde aí ele quer saber? o que ele é, quem ele é... Toda esta tentativa de se conhecer a si mesmo vem do medo. Queres conhecer a ti mesmo porque tens medo. Quando não conheces a ti mesmo, algo pode acontecer que não gostes. Sempre queres te prevenir de algo que não gostas, ou algo desconhecido. O medo do desconhecido é o mesmo, queres fazer do desconhecido o conhecido. Não conheces Deus? então queres conhecer Deus, isto vem do medo. Só te comportas porque temes a Deus. Temes ser? punido pelo que talvez fizestes de errado, contra Suas regras.

Teu desejo? de controle vem do medo da existência. O medo é primeiro, então vem o desejo de controle. Queres até controlar o medo. Pensas que quando conhece-te a ti mesmo podes controlar o medo. A ideia? de Deus vem do medo. Do medo vem a ideia de Deus como o Salvador. Então crias um Deus que talvez possa te salvar, pois temes a existência, queres te sentir seguro. Queres controlar tua vida? e precisas de uma ajuda de um cara maior.

Q : A ausência? e a presença? são Um só ?

Karl : Se dizes que são Um, há Um demais. Ausência e presença não são diferentes em natureza. A luz? de Shiva não é a natureza de Shiva, mas a luz não é diferente de Shiva. Mas a luz de Shiva não é a natureza de Shiva. Mas ainda assim a luz de Shiva não é diferente de Shiva.

Q : Então posso dizer que a luz emana de Shiva ?

K : Não. Não podes dizer isto. Podes dizer, mas é estúpido. Nada vem de Shiva, caso contrário fazes de novo dois. Algo vem de algo, e isto que vem é diferente de onde veio. Queres fazer diferença?, é um condicionamento? que não podes evitar. Necessitas de diferenças porque sem diferenças não podes sobreviver como um russo, como um eu. Um "eu"? precisa de diferenças. Não importa como defines a ti mesmo, pois para definir? precisas de diferenças. Defines para controlar.

Q : Então a ausência depende da presença ?

K : Não há ausência sem presença, nem presença sem ausência. Elas vêm juntas em dupla. Onde há ausência, há presença ; onde há presença há ausência. Como os budistas dizem : forma? é vazio? ; vazio é forma. Ambas não são diferentes em natureza e uma não pode ser sem a outra.

Q : Então o buscador quer estar? na ausência, quer presença sem ter? presença ?

K : Ele quer ter o conforto da ausência, e não só temporariamente, mas permanentemente. Pois ausência é céu? e presença é inferno. Ele sabe que na ausência não tem dor?, sofrimento?, miséria. Então quando tem a presença de um "eu", o buscador está desejoso da ausência deste "eu". Ou seja, o "eu" está buscando a ausência do "eu". Ele quer permanecer na ausência porque a ausência é mais confortável do que a presença. A ausência do "eu" é mais confortável que a presença do "eu". A experiência? do impessoal? é melhor do que a experiência do pessoal, então ele decide quero ser impessoal ; quero ser um realizado que é consciência? impessoal e não pessoal. Melhor ser não identificado que identificado. Uma consciência não identificada é melhor que uma identificada. Eis o inferno : fazer esta diferença. Fazes-te dependente da ausência, que o seu chamado? conforto e relaxamento é dependente da ausência de algum fantasma que é confortável ou não.

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