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Karl Renz : remover os obstáculos

lundi 9 mars 2020

1:11:15 Q : Remover os obstáculos que me fazem pensar? que já não? sou realizado ?

K : Bela tentativa ! Seria uma abordagem vedanta?. Por que não ? Não me pergunte. Se queres remover os obstáculos, faça-o. Não quero te afastar deste trabalho?.

Q : Mas não é teu caminho ?

K : Não tenho ideia? do que é ou não é um? caminho. A próxima experiência? estará aí, eu? gostando ou não dela. O próximo? passo é o próximo passo. E o próximo gole de café é o próximo gole de café. E a próxima abordagem é a próxima abordagem. Somos como este artista da Coreia do Sul. Ele colocou centenas de monitores de TV em uma parede e pôs um Buda diante deles, em face a uma infinidade de programas de TV. A gente é como este Buda que não pode decidir que programa ver, e que não tem controle remoto. E isto é tudo ! E só pode dizer naquele programa tem um obstáculo? acontecendo, naquele outro? programa as coisa? funcionam, etc, etc.. E tudo isto junto é como um programa infinito? de que ? Experiências que não fazem Isso-que-é mais ou menos o-que-é, e assim todos os obstáculos devem ser? o-que-são. Removendo eles ou não. Por que não ? Tente ao máximo.

Q : Sou muito preguiçoso...

K : Mas já te pedi que sejas a preguiça do preguiçoso. Pois este seria teu estado? natural?. Basta ser o que não podes não ser, esse? Absoluto? Vidente, que não está em nenhum destes programas. E não pode controlar nada?. Ser o Todo?-poderoso mas não ter? nenhum poder. Ser o Onipotente ele mesmo mas totalmente impotente para mudar os programas. Mas aquele que pensa que é potente nestes programas e que pode mudá-los, deixe ele fazer o que ele quiser. Todos os fantasmas, sistemas de crenças, tentando se livrar de algo. Eles não têm nenhuma influência em Isso-que-és, nunca houve qualquer influência.

Q : Mas não estou particularmente ligado à ideia de mudar.

K : Mas mesmo dizer que nada há a mudar, seria um conceito? diferente e um programa diferente. Mas para que hajam estes conceitos? tens que ser este pré-senso? [pre-sense, trocadilho inglês com presence]. Para que estas sensações, sentidos, vibrações, possam ser, sem o pré-senso de Isso-que-és não haveria presença? disto. Esta inocência de Isso-que-és está realizando a si mesma na presença de todos os sentidos e sensações. Mas Isso-que-és não está envolvido em nada. Esta é a maneira que te realizas a ti mesmo, em todos os obstáculos e coisas?. E Ramana chama isto renúncia da renúncia, pois sendo Isso-que-és renuncias as possibilidades de que jamais possas renunciar Isso-que-és, justamente por ser Isso-que-és. Por isso também devotar a devoção?. Isso-que-és não é proprietário de nada, como podes devotar algo ? É a devoção da devoção, ou renúncia da renúncia, apenas por ser Isso-que-és. Só por ser Isso-que-é, como Nisargadatta, "eu sou? isso". Isto é tudo. Mas não dando nomes e fazendo algo, mas apenas "eu sou isso que é o eu sou".


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