PhiloSophia

PHILO = Apreço + SOPHIA = Compreensão

Version imprimable de cet article Version imprimable

Accueil > Oriente > Karl Renz : não há realização pessoal

Karl Renz : não há realização pessoal

mercredi 26 février 2020

[37:01] Q : Sobre ser?-o-que-és, sobre o tipo? de esforço? para tal conceito?.

K : Ramana chama de "estado? natural?".

Q : É confuso o que dissestes anteriormente sobre "nada? realmente acontece", todavia quando Ramana teve sua experiência? ainda jovem, houve alguma realização e então ele realizou sua natureza? original ?

K : Não? ele não realizou. Tudo foi retirado dele por uma experiência ficando apenas "Isso-que-resta". Que não pode ser modificado, diminuído, por nada, seja o corpo?, o espírito?, com-ciência? (awareness?). Tudo estava se retirando, mas ele ainda era Isso-que-ele-é. isto, não é realizar sua verdadeira natureza, mas apenas ser-Isso-que-se-é.

Q : O que é isto para ele ? O que é realizar sua verdadeira natureza para ele ?

K : Não chame "realizar". Não é uma realização. Podes chamar Isso-que-é-sua-natureza-original, que é independente? da presença? de corpo, espírito, ou com-ciência (awareness). Só restando Isso-que-é-assim-como-é. Conforme Jesus quando foi crucificado, tudo lhe foi retirado, à força?. Em Ramana se passou de outro? modo?. É sempre o mesmo, Isso-que-és é "Isso-que-resta".

Q : Dirias então que tem algo diferente, antes deste incidente ? Ou depois deste incidente ? A natureza realizou seu próprio? si-mesmo ? O que era diferente antes e depois deste instante? ?

K : Pode-se dizer que antes do incidente havia um? sistema? de crença? que fazia diferença? entre o que sucedia. E depois do incidente não fazia mais diferença. Mas mesmo fazendo diferença antes, de fato? não fazia a menor diferença. E agora? que faz uma diferença, ainda assim não faz a menor diferença para Isso-que-és. Não é uma nova realização, está sempre aí. Foi, é e será o-que-é. Então não é uma nova realização. Não criou um "realizado". É o que diz próprio Ramana. Ramana não é um "realizado", é a natureza de Ramana, realidade? sempre se realizando, e nunca precisa da realização de Ramana. Isto o que se aponta, não há nada de novo. Sua natureza já é agora e será como é. Não é como se te tornasses realizado. Não é tornar-se realizado e a realização desde então se tornou algo diferente. Não sempre foi como é.

Q : Ramana se deu conta do que aconteceu...

K : Não, queres fazer algo pessoal. Mas nunca é pessoal ou impessoal?. É sempre a própria natureza de todos, como Isso que á vida? ela mesma. Em uma pessoa? normal?, um buscador, há a experiência de um sistema de crença como uma ideia? que Isso-que-és pode ser modificado por circunstâncias : pelo nascimento, nasces ; pela morte?, morres. Portanto, a experiência de Ramana foi que morrer acontece. Mas Isso-que-ele-foi, foi antes, foi, e será, esta experiência da morte. Portanto, a morte não pode lhe tocar. Isto não o faz não-nascido, ou algo semelhante?. Apenas que sua natureza não é dependente da existência?, de maneira alguma. Mas não o fez um "realizado". Porque tu não és um "não-realizado", como te vejo. Para mim não és diferente de Ramana, em natureza. Então, mesmo que não saibas agora, ainda és Isso-que-és.

Q : Mas, o antes e o depois ?

K : A diferença é que não há antes e depois para Isso-que-és. Esta é a diferença. E o que tem um antes e um depois é um fantasma?. E ser Isso-que-és é ser apesar de, anterior a, além? de, este fantasma. Ser-Isso que não tem nem antes e nem depois. O fantasma tem um antes e um depois, sempre, uma estória. Mas Isso-que-és não tem nenhuma. Portanto, tua natureza nunca teve qualquer estória. Mas o que experiencias, o modo como te experiencias, tem uma estória. Mas apesar desta estória, és. Assim, apesar da experiência de nascer, do fantasma, existes absolutamente independente da presença ou ausência? deste fantasma. Isto não como uma realização pessoal, isto sempre foi assim.

42:56


Voir en ligne : Karl Renz -Thailand 18-01-2013 2