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Renz (F) – «split second»

sexta-feira 9 de setembro de 2022

    

«Split-second» não é no tempo. O intervalo   [gap] é no tempo. O intervalo é tempo e o que não é intervalo é tempo. Ambos são tempo. «Split-second» é ser-o-que-não-se-pode-não-ser, e nisso separa [split] a ideia de segundo, de dualidade  . «Split-second» não é sobre ter um não-tempo ou algo parecido. Não é sobre o tempo. Não pode ser no tempo. Todos se equivocam. Todos querem ter um «split-second». A única maneira de destruir a dualidade é ser-o-que-não-se-pode-não-ser, mas não em nenhum segundo. Onda há um segundo, há dois. O que quer que aconteça no segundo há separação. Mas em «splitting the second» todas as ideias do que és ou não és se resumem a ser-isso-que-se-é  . E nada além disso pode «split the idea   of a second». Split-second é destruir todas as ideias do que és e do que não és. Isto é splitting the second. É preciso primeiro que venha o pensador. O pensador pensa, para que o segundo possa vir, mas o pensador já o segundo. E ser-o-que-se-é é além, ou antes, ou apesar, deste primeiro pensador. E isto é splitting tudo. Destruir todas as ideias. Tudo que pode ser destruído é destruído de pronto, simplesmente por ser-o-que-se-é. Não há segundo, somente por ser-o-que-se-é-sem-segundo. Portanto, não pode ser feito, em absoluto.

Q: É como manter-se em quietude  ?

K: Não, manter-se em quietude é um demais que se mantém em quietude. Não é manter-se em quietude, mas ser quietude. Ser-isso-que-é-quietude. Mas não se fazer quietude.

Q: É um acontecimento  ?

K: Não, não é um acontecimento!

Q: É quando os pensamentos surgem não tocá-los?

K: Isto é demais. Tocá-los ou não tocá-los ainda é um demais que não os está tocando. É tarde demais.

Q: Então nada   pode ser feito.

K: Nada. Não é parte do afazer do fantasma. Ninguém pode fazer nada. Ninguém jamais fez. Mas toda noite vais para o teu estado   natural que é sem segundo. E agora mesmo és Isso. Mas tua atenção   vai para que? Sombras evanescentes. Mas o que fazer? Apaixonas-te de novo, e de novo, e de novo.


Ver online : KARL RENZ