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Coomaraswamy (AKCM:15) – dissolução do composto humano

jeudi 6 février 2020

nossa tradução

Retornando ao nosso autômato, vamos considerar o que ocorre na sua morte. O ser composto é desfeito no cosmos ; não há nada que possa sobreviver como consciência de ser fulano de tal. Os elementos da entidade psico-física são partidos e entregues a outros como legado. Este é, de fato, um processo que vem ocorrendo ao longo de nossa vida como fulano de tal, e que pode ser seguido com mais clareza em propagação, descrito repetidamente na tradição indiana como o "renascimento do pai em e como filho" . ”Fulano vive em seus descendentes diretos e indiretos. Essa é a chamada doutrina indiana de "reencarnação" ; é o mesmo que a doutrina grega de metassomatose e metempsicose ; é a doutrina cristã de nossa preexistência em Adão Adam
Adão
Adán
"segundo a substância corporal e a virtude seminal" ; e é a doutrina moderna da "recorrência de caracteres ancestrais". Somente o fato de tal transmissão de caracteres psicofísicos pode tornar inteligível o que se chama na religião nossa herança do pecado original, na metafísica nossa herança da ignorância e, pelo filósofo, nossa capacidade congênita de conhecer em termos de sujeito e objeto?. Somente quando estamos convencidos de que nada acontece por acaso é que a ideia de uma providência se torna inteligível.

Preciso dizer que isso não é uma doutrina de reencarnação ? Preciso dizer que nenhuma doutrina de reencarnação, segundo a qual o próprio ente e pessoa de um homem? que já viveu na Terra e que agora pereceu renascerá de outra mãe terrestre, já foi ensinada na Índia, mesmo no budismo Bouddha
Buddha
Buda
boudhisme
buddhism
budismo
- ou quanto a tal assunto na tradição neoplatônica ou em qualquer outra tradição ortodoxa ? Tão definitivamente nos Brāhmanas quanto no Antigo Testamento, afirma-se que aqueles que já partiram deste mundo partiram para sempre, e não serão vistos novamente entre os vivos. Do ponto de vista indiano e do platônico, toda mudança é uma morte. Nós morremos e renascemos diariamente e a cada hora, e a morte "quando chegar a hora" é apenas um caso especial.

Original

To return to our automaton, let us consider what takes place at its death. The composite being is unmade into the cosmos ; there is nothing whatever that can survive as a consciousness of being So-and-so. The elements of the psycho-physical entity are broken up and handed on to others as a bequest. This is, indeed, a process that has been going on throughout our So-and-so’s life, and one that can be most clearly followed in propagation, repeatedly described in the Indian tradition as the “rebirth of the father in and as the son.” So-and-so lives in his direct and indirect descendants. This is the so-called Indian doctrine of “reincarnation” ; it is the same as the Greek doctrine of metasomatosis and metempsychosis ; it is the Christian doctrine of our preexistence in Adam “according to bodily substance and seminal virtue” ; and it is the modern doctrine of the “recurrence of ancestral characters.” Only the fact of such a transmission of psycho-physical characters can make intelligible what is called in religion our inheritance of original sin, in metaphysics our inheritance of ignorance?, and by the philosopher our congenital capacity for knowing? in terms of subject and object. It is only when we are convinced that nothing happens by chance that the idea of a Providence becomes intelligible.

Need I say that this is not a doctrine of reincarnation ? Need I say that no doctrine of reincarnation, according to which the very being and person of a man who has once lived on earth and is now deceased will be reborn of another terrestrial mother, has ever been taught in India, even in Buddhism—or for that matter in the Neoplatonic or any other orthodox tradition ? As definitely in the Brāhmanas as in the Old Testament, it is stated that those who have once departed from this world have departed forever, and are not to be seen again amongst the living. From the Indian as from the Platonic point of view, all change is a dying. We die and are reborn daily and hourly, and death “when the time comes” is only a special case. (AKCMp. 35-36)


Voir en ligne : THE VEDANTA AND WESTERN TRADITION (p. 35-36)