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Nisargadatta (PN:52) – progresso espiritual

sexta-feira 9 de setembro de 2022

    

nossa tradução

Questionador: Como vou saber se há algum progresso em minha busca espiritual? Como vou saber se estou progredindo?

Maharaj: Realmente não ouves. Se ouvisses, esta pergunta não deveria surgir  . E, se fosse o caso, poderias ter lidado com ela facilmente, caso tivesses me ouvido atentamente e entendido o que estava dizendo. Por sua vez, acho que esta pergunta incomoda muitos. O problema aparentemente é sobre ‘progresso’. Agora, quem deve fazer o progresso e avançar em direção   a quê? Eu disse isto repetidamente e incansavelmente que és a Presença   Consciente, a conscientidade   [consciousness] animadora que dá senciência a objetos fenomenais; que não és um objeto fenomenal, que é apenas uma aparição na conscientidade daqueles que o percebem. Como pode uma ‘aparição’ fazer algum ‘progresso’ em direção a algum objetivo? Agora, em vez de deixar essa percepção básica impregnar seu próprio ser, o que fazes é aceitá-la apenas como uma tese ideológica e fazer a pergunta. Como uma aparição conceitual pode saber se está fazendo algum progresso conceitual em direção à sua liberação   conceitual? A percepção não é uma questão de prática gradual. Isso só pode acontecer instantaneamente, não há estágios em que se faça progresso deliberado. Não há ninguém para fazer progresso. Talvez, perguntes-te, será que o sinal mais certo de ‘progresso’, se não se pode desistir do conceito, é uma total falta de preocupação com ‘progresso’ e uma total ausência de ansiedade com algo como ‘liberação’, uma espécie de «oco» no se sendo, uma espécie de frouxidão, uma rendição não-volitiva ao que quer que aconteça?

Original

Questioner: How am I to know if there is any progress in my spiritual search? How am I to know if I am progressing?

Maharaj: You don’t really listen. If you did, such a question should not arise. And, if at all it did, you could have easily dealt with it yourself, in case you had listened to me attentively and understood what I had been saying. Instead, I find that this question does disturb many of you. The problem apparently is about ‘progress’. Now, who is to make the progress, and progress towards what? I have said this repeatedly and untiringly that you are the Conscious Presence, the animating consciousness which gives sentience to phenomenal objects; that you are not a phenomenal object, which is merely an appearance in the consciousness of those who perceive it. How can an ‘appearance’ make any ‘progress’ towards any objective? Now, instead of letting this basic perception impregnate your very being, what you do is to accept it merely as an ideological thesis   and ask the question. How can a conceptual appearance know whether it is making any conceptual progress towards its conceptual liberation? Perception is not a matter of gradual practice. It can only happen   by itself instantaneously, there are no stages in which deliberate progress is made. There is no ‘one’ to make any progress. Perhaps, one wonders, could it be that the surest sign of ‘progress’, if one cannot give up the concept, is a total lack of concern about ‘progress’ and an utter absence of anxiety about anything like ‘liberation’, a sort of’ ‘hollowness’ in one’s being, a kind of looseness, an unvolitional surrender to whatever might happen?


Ver online : Nisargadatta Maharaj