Página inicial > Oriente > Balsekar (PN:4) – Nisargadatta sobre o «eu»

Balsekar (PN:4) – Nisargadatta sobre o «eu»

sexta-feira 9 de setembro de 2022

    

nossa tradução

De acordo com Maharaj, ao nível da mente  , o ‘eu’ pode ser considerado sob três aspectos: 1. impessoal — Avyakta   (não manifesto), o ‘eu absoluto’, além de toda percepção ou experiência sensorial e sem se dar conta de si mesmo  . 2. superpessoal — Vyakta (manifestado), que é o reflexo do Absoluto na conscientidade   [consciousness], como ‘eu sou  ’, e 3. pessoal — Vyakti, que é uma construção dos processos físicos e vitais, o aparato psicossomático em que a conscientidade se manifesta.

Maharaj, no entanto, faz questão de repetir a intervalos frequentes, que essa distinção é puramente nocional e não pode existir na realidade. Essencialmente, não há diferença   entre o manifesto (Vyakta) e o não manifesto (Avyakta), assim como não há diferença essencialmente entre luz e luz do dia. O universo   está cheio de luz, mas essa luz não pode ser vista até que seja refletida contra uma superfície como a luz   do dia; e o que a luz do dia revela é a pessoa   individual (Vyakti). O indivíduo na forma do corpo humano é sempre o objeto; a conscientidade (como testemunha) é o sujeito, e sua relação de dependência   mútua (a conscientidade não pode aparecer sem o aparato de um corpo e o corpo não pode ter senciência sem conscientidade) é a prova de sua identidade básica com o Absoluto  . Ambos são da mesma conscientidade; um em repouso, o outro em movimento   — cada um consciente do outro.

Todo o universo manifestado, explica Maharaj, existe apenas na conscientidade. O processo conceitual seria o seguinte: A conscientidade surge no Ser Puro, por nenhuma causa ou razão específica além de que é sua natureza fazê-lo — como ondas na superfície do mar. Na conscientidade, o mundo aparece e desaparece; e cada um de nós tem o direito de dizer: Tudo o que existe é eu, tudo o que existe é meu; antes de todos os começos, depois de todos os finais, estou lá para testemunhar o que acontece. ‘Eu’, ‘você’ e ‘ele’ são apenas aparências na conscientidade — todas são basicamente ‘eu’.

Original

According to Maharaj, at the level of the mind  , the ‘I’ may be considered under three aspects: 1. The impersonal — Avyakta (un-manifest), the Absolute ‘I, beyond all sensory perception or experience and unaware of itself. 2. The super-personal — Vyakta (manifested), which is the reflection of the Absolute in consciousness, as ‘I am’, and 3. the personal — Vyakti, which is a construct of the physical and vital processes, the psychosomatic apparatus in which consciousness manifests itself.

Maharaj, however, makes it a point to repeat at frequent intervals, that such distinction is purely a notional one, and cannot exist in reality. Essentially there is no difference between the manifest (Vyakta) and the un-manifest (Avyakta), just as there is no difference essentially between light and daylight. The universe is full of light but that light cannot be seen until it is reflected against a surface as daylight; and what the daylight reveals is the individual person (Vyakti). The individual in the form of the human body is always the object; consciousness (as the witnessing) is the subject, and their relation of mutual dependence (consciousness cannot appear without the apparatus of a body and the body cannot have sentience without consciousness) is the proof of their basic identity with the Absolute. They both are the same consciousness; one at rest, the other in movement — each conscious of the other.

The entire manifested universe, explains Maharaj, exists only in consciousness. The conceptualized process would be as follows: Consciousness arises in Pure Being, for no particular cause or reason other than that it is its nature to do so — like waves on the surface of the sea. In consciousness the world appears and disappears; and each one of us is entitled to say: All there is, is I, all there is, is mine; before all beginnings, after all endings, I am there to witness whatever happens. ‘Me,’ ‘you’ and ‘he’ are only appearances in consciousness — all are basically ‘I’.


Ver online : Nisargadatta Maharaj