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Wei Wu Wei (TM:1) – Metanoesis

domingo 28 de agosto de 2022

    

tradução

I
Toda questão concerne v. olhando ou não-olhando, fazendo ou não-fazendo, conhecendo ou não-conhecendo;
Nunca a coisa (objeto) olhado, feito, conhecido; nunca seu ser ou não-ser.
Enquanto há v. fazendo, não faz diferença se há fazer ou não-fazer — pois ambos são feitos por você.

Paravritti, metanoesis, a ‘reviravolta de 180 graus’, não é uma reviravolta por um ‘fazer ou não-fazer’ você, uma virada do positivo para o negativo; não é feito por ‘um você’. Não é feito por qualquer outra entidade também. Não é feito de todo. É o intemporal, incessante funcionamento   prajnaico   de nosso não-ser dhyanico que se torna fenomenalmente presente   quando não há nem fazer nem não-fazer, i.e. quando há um ‘jejum   da mente  ’.

Não é o objeto que é ou não-é, mas o conhecedor da coisa que ou é ou não-é — que nem é nem não-é como um conhecedor.

Todo olhar, fazer, ter cognição é o mesmo processo que procurar por ‘eu’ (o olheiro, o fazedor, o conhecedor) como um objeto. Porque? Porque um v. (eu) está olhando, etc., e também porque todo objeto ultimamente é eu. A procura por ‘eu’ como um objeto é o olhar que está todo procurando por todos os objetos; assim é o não-procurar por ‘eu’ como um objeto, o não-procurar por qualquer objeto que seja.

Mas é o olheiro, ao invés do objeto, que nem é nem não-é. Sempre, sempre, em todos os casos e contextos (o objeto também, é claro, que fenomenalmente ou é ou não-é, numenicamente nem é nem não-é, mas somente porque é integral em seu sujeito  ). Portanto é somente quando v. (eu) para de olhar que a total ausência   do olhar você (eu) pode estar presente   — e isto é a ‘reviravolta de 180 graus’.

Quem está olhando? Enquanto um quem ‘olha’, objetos podem ser vistos apenas como objetos, e um olhar ‘quem’ não pode ser substituído pelo QUEM? O qual nem é nem não-é, enquanto ele está olhando.

Somente na ausencia tanto do olhar quanto do não-olhar pode um olhar, o qual nem é nem não-é, estar presente. E tal presença é você (‘eu’).

Não é esta a mensagem das Sutras   do Diamante e do Coração  ?


II

Não está claro o suficiente? Vejamos assim:

Nenhum objeto como tal é bom ou não é bom, que são atributos em cujo conhecimento pela mente   dividida surge a suposição de um conhecedor e de algo conhecido.

Mas nunca houve um conhecedor, e nunca houve qualquer coisa conhecida, objeto ou atributo de objeto, que são aspectos divididos do funcionamento prajnaico que estamos chamando de cognição.

Uma vez que alguém foi puxado, empurrado ou persuadido da noção   de que os objetos como tais, e seus atributos, são como nós os percebemos sensorialmente e os interpretamos intelectualmente, e percebemos que sua existência objetiva, assim como a nossa, é inteiramente visionária, certamente pode-se entender que tudo o que eles são é sua fonte?

O que é um pouco mais difícil de apreender é que sua fonte como tal, subjetivamente, é tudo o que mesmo objetivamente eles são.

Então, tudo o que resta é perceber que o que estamos procurando é isso que está procurando.

Original

I
Every question concerns you looking or not-looking, doing or not-doing, knowing or not-knowing;
Never the thing (object) looked-at, done, known; never it’s being or not-being.
As long as there is you doing, it makes no difference whether there is doing or not-doing—for both are doing by you.

Paravritti, metanoesis, the ‘180 degree turn-over’, is not a turning over by a ‘doing or not-doing’ you, a turning from positive to negative; it is not done by ‘a you’. It is not done by any other ‘entity’ either. It is not done at all. It is the timeless, unceasing prajnāic functioning of our dhyānic non-being that becomes phenomenally present when there is neither doing nor non-doing, i.e. when there is ‘fasting of the mind’.

It is not the object that is or is-not, but the cogniser of the thing that either is or is-not—that neither is nor is-not as a cogniser.

All looking, doing, cognising is the same process as looking for ‘I’ (the looker, doer, cogniser) as an object. Why? because a you (I) is looking, etc., and also because every object ultimately is I. The looking for ‘I’’ as an object is the looking that is all looking for all objects; so is the not-looking for ‘I’’ as an object the not-looking for any object whatever.

But it is the looker, rather than the object, that neither is nor is-not. Always, always, in every case and context. [The object also, of course, which phenomenally either is or is-not, noumenally neither is nor is-not, but only because it is integral in its subject.] Therefore it is only when you (I) cease looking that the total absence of the looking you (I) can he present—and that is the ‘180 degree turn’.

Who is looking? As long as a ‘who’ looks, objects can be seen only as objects, and a looking ‘who’ cannot be replaced by who ? which neither is nor is-not, as long as he is looking.

Only in the absence of both looking and not-looking can a looking, which neither is nor is-not looking, be present. And such presence is you (‘I’).

Is not that the message of the Diamond and Heart Sutras?


II

Not clear enough? Let’s look at it like this:

No object as such is either good or not good, which are attributes in the cognising of which by split mind there arises the supposition of a cogniser and of some thing cognised.

But there has never been a cogniser, and there has never been any thing cognised, object or attribute of object, which are split aspects of the prajnaic functioning which we are calling cognising.

Once one has been pulled, pushed or wheedled out of the notion that objects as such, and their attributes, are as we sensorially perceive and intellectually interpret them, and has apperceived that their objective existence, as well   as ours, is entirely visionary, surely one can understand that all they are is their source?

What is a little more difficult to apprehend is that their source as such, subjectively, is all that even objectively they are.

Then, all that remains is to apperceive that what we are looking for is this which is looking.


Ver online : Wei Wu Wei – Tenth Man