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Silburn : les énergies divines

jeudi 26 avril 2018

Original

En Paramaśiva — le Tout indifférencié, indicible — Śiva Shiva
Śiva
le Seigneur
est indissolublement uni à l’énergie mais celle-ci, au cours de la manifestation, paraît se séparer de lui pour assumer des aspects de plus en plus distincts et déterminés. La libre énergie fait surgir les autres énergies qu’elle renferme encore indivises en elle-même, les révélant chacune à tour de rôle : d’abord l’énergie de conscience? émerge ; puis s’esquisse la béatitude au sein de l’union de Śiva et de son énergie ; se déploient ensuite les énergies de volonté, de connaissance? ; enfin, quand apparaît l’énergie d’activité, les premières ne se trouvent plus que latentes en elle. La libre énergie s’obscurcit pour manifester l’univers, sa manifestation étant son occultation même.

Ces énergies divines, initialement douées d’une parfaite pureté, la perdent peu à peu. L’énergie icchâ, désir ou volonté, qui à l’origine n’est qu’acquiescement à la plénitude devient un désir défini ; la connaissance (jnāna) qui n’est que Lumière consciente de Soi apparaît comme une connaissance distincte en sujet et objet? ; l’activité (kriyâ) de simple ébranlement ou essor en soi-même dans la plénitude du Je absolu2, se déploie en mouvements dispersés et aboutit à l’action? asservissante. La vie est alors cristallisée autour du moi, et ce moi, désormais séparé du Tout, perçoit l’univers comme fragmenté en d’innombrables sujets et objets tandis que la diversité de ses états de conscience lui cache l’être unique qu’il est par essence.

Ainsi, jouant au fantassin, le souverain se prend à son jeu. Oublieux de toute souveraineté, sa liberté perdue, il s’attache à son état de simple soldat et s’y emprisonne, en proie à l’impuissance.

(Extrait de Hermès I, p. 141-142)

Antonio Carneiro

Em Paramaśiva — o Todo indiferenciado, indizível — Xiva é indissoluvelmente unido à energia mas esta, no curso da manifestação, parece se separar dele para assumir aspectos cada vez mais distintos e determinados. A livre energia faz surgir as outras energias que ela encerra ainda indivisas nela mesma, as revelando cada uma por seu turno : de início a energia de consciência emerge ; em seguida se esboça a beatitude no seio da união de Xiva e de sua energia ; se desdobram em seguida as energias de vontade, de conhecimento ; enfim, quando aparece energia de atividade?, as primeiras não se encontram mais que latentes nela. A livre energia se obscurece para manifestar o universo, sua manifestação sendo sua própria ocultação.

Essas energias divinas, inicialmente dotadas de uma perfeita pureza, a perdem pouco à pouco. A energia icchâ, desejo ou vontade, que na origem não é senão aquiescência à plenitude se torna um desejo definido ; o conhecimento (jnāna) que não é senão Luz? consciente de Si aparece como um conhecimento distinto em sujeito e objeto ; a atividade (kriyâ) de simples abalo ou expansão em si mesma na plenitude do Eu absoluto?, se desenrola em movimentos dispersos e termina na ação escravizante. A vida é então cristalizada em torno do eu, e esse eu, doravante separado do Todo, percebe o universo como fragmentado em inumeráveis sujeitos e objetos enquanto a diversidade de seus estados de consciência lhe esconde o ser único que é por essência.

Assim, desempenhando como soldado de infantaria, o soberano se liga à seu jogo. Esquecido de toda soberanidade, sua liberdade perdida, se apega a seu estado de simples soldado e aí se aprisiona, em presa à impotência.


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