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Murty (SGA:Pref) – comentário de Abhinavagupta ao Bhagavad Gita

domingo 11 de setembro de 2022

    

tradução

Abhinavagupta   em seu comentário Gitarthasahgraha [SGA] resume o que ele pensa ser o significado do Gita. Segundo ele, o Mahabharata mostra que o valor   principal (pradhana-phala) é a liberação  , que é bem nutrida (pariposita) por outros como a virtude (ou retidão  ). A liberação é a dissolução (laya) de si mesmo   no Supremo Bem-aventurado   Senhor, que por sua própria natureza é auspicioso, onisciente   e onipotente, e não diferente de nada. A liberação nada   mais é do que o reconhecimento de sua não-diferença   (abheda) com o Senhor através da contemplação   de Sua unidade  . Enquanto em outros contextos também o Mahabharata explica o que é a liberação, o Gita, ele declara, é o texto onde sua natureza é muito bem explicada. (Veja introdução, versículos 1 a 4, Gitarthasahgraha). Ele termina seu comentário assim: Alcança-se Vişnu (o Onipresente) além de todas as alternativas (vikalpatiga) através da consciência   clara (vibodha) de si mesmo; depois disso, enquanto os órgãos dos sentidos funcionam devido ao seu próprio impulso, qualquer coisa que se faça espontaneamente (helatah) [1] o faz atingir Sankara   (o Beneficente, a causa   da prosperidade).

Em sua introdução, Abhinavagupta indica o significado do Gita assim: Enquanto o conhecimento é o que é importante, as ações não devem ser abandonadas. O desempenho das ações, embora baseado no conhecimento, não vincula. Embora o conhecimento seja a coisa principal e o conhecimento e a ação não sejam igualmente importantes, o último está inevitavelmente conectado ao primeiro, pois ambos juntos constituem a conscientidade [consciousness]. (do Prefácio)

Original

Abhinavagupta in his commentary Gītārthasahgraha sums up what he thinks is the meaning of the Gītā. According to him, the Mahābhārata shows that the principal Value (pradhāna-phala) is liberation, which is well-nurtured (pariposita) by others like virtue (or righteousness). Liberation is the dissolution flaya) of oneself in the Supreme Blissful Lord, Who by his very nature is auspicious, omniscient and omnipotent, and not different from anything. Liberation is nothing but the recognition of one’s non-difference (abheda) with the Lord through the contemplation of His oneness. While in other contexts also the Mahābhārata explains what liberation is, the Gīta, he declares, is the text where its nature is very well explained. (See intro, verses 1 to 4, Gītārthasahgraha). He ends his commentary thus: One attains Vișnu (the Omnipresent) beyond all alternatives (vikalpātiga) through clear awareness (vibodha) of one’s own self; thereafter, while the sense   organs function due to their own momentum, whatever one does spontaneously (helātah) [2] makes him attain Sankara (the Beneficent, the cause of prosperity). (’See Sangraha-śloka at the end of chapter xviii).

In his introduction Abhinavagupta indicates the purport of the Gītā thus : While knowledge is what is important, actions should not be abandoned. Performance of actions, while based on knowledge, does not bind. While knowledge is the main thing and knowledge and action are not equally important, the latter is inevitably connected with the former as both together constitute consciousness. (from the Preface)


Ver online : ABHINAVAGUPTA


[1Hela — comportamento desenfreado, facilidade. Helaya — com facilidade, sem problemas (Macdonell’s A Practical Sanskrit Dictionary).

[2Helā — unrestrained behaviour, ease. Helayā — with ease, without trouble (Macdonell’s A Practical Sanskrit Dictionary).