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Hulin (PEPIC:286-287) – atividade de pensamento

vendredi 20 avril 2018

Original

Pour qu’il l’ait activité de pensée — et non pas simple apparence d’une telle activité — la première condition à remplir est la présence d’un sujet pensant, témoin fixe des multiples idéations. Le Trika? paraît ainsi d’abord s’accorder avec l’Advaita? dans sa critique de la théorie bouddhiste de la connaissance? (ici du Vijnānavāda) : « On affirme que les objets doivent résider dans la conscience? pure pour pouvoir se distinguer (les uns des autres). Mais cela n’est pas possible s’ils reposent sur une conscience pure constituée d’actes de connaissance distincts. Mais si les objets, bleu, plaisir, etc., sont conduits dans le Je, le grand océan de la conscience qui a forme de sujet connaissant, par le moyen d’actes de conscience distincts, de connaissances déterminées jouant le rôle de rivières et de fleuves, et y reposent face à face, alors (seulement) ils donnent lieu à une connaissance » [1]. En réalité, [287] ce qui est recherché ici, c’est moins l’unité d’un support? permanent des vécus (comme dans les épistémologies brahmaniques) que celle d’une activité de mise en relation. Le propre du Trika est, en effet, de souligner cette propriété qu’a la conscience de conférer l’unité au divers qui vient se refléter en elle. « Les animaux eux-mêmes — remarque Abhinavagupta Abhinavagupta
Abhinava
AG
Abh
Abhinavagupta (950-1020), maître du shivaïsme du Cachemire, aussi maître en yoga, tantra, poétique, dramaturgie.
— savent tous, par leur expérience personnelle, que l’eau et le feu, lorsqu’ils accèdent à l’unité en venant reposer dans la conscience pure, ne sont plus choses opposées ». Il est vrai que n’importe quel Advaitin pourrait reprendre ce jugement à son compte, à condition de l’interpréter dans le sens d’une réduction du divers hétérogène à l’essence unique de la conscience, réduction comparable à celle subie par des combustibles d’origine? diverse qui viennent à être consumés en un feu unique. Dans l’Advaita, en effet, comme déjà dans le Sāmkhya, c’est la cause matérielle (l’upādāna) qui prévaut : les objets sensibles particuliers ne sont rien de plus que la matière dont ils sont faits. Du point de vue de l’Advaita, ils sont faits de conscience et leur forme individuelle est irréelle, pure construction imaginaire. Lors donc que la conscience les « pense », ils se dissolvent en elle aussitôt, comme les fameuses poupées de sel plongées dans la mer. La conscience pure n’a pas besoin d’eux et reste comme indifférente à leur structure particulière. Elle ne fonctionne que comme leur substrat commun et permanent. Dans le Trika, au contraire, la conscience pure supporte le divers en tant que tel ; mieux, elle a besoin de paraître se nier et se disperser en lui pour exister? comme conscience. (p. 286-287)

Antonio Carneiro

Para que se tenha atividade? de pensamento — e não simples aparência de uma tal atividade — a primeira condição a preencher é a presença de um sujeito pensante, testemunho fixo das múltiplas ideações. O Trika parece assim de início a concordar com o Advaita na sua crítica da teoria budista do conhecimento (aqui do Vijnānavāda) : “Afirma-se que os objetos devem residir na consciência pura para poder se distinguir (uns dos outros). Mas isso não é possível se repousam sobre uma consciência pura constituída por atos de conhecimento distintos. Mas se os objetos, azul, prazer, etc., são conduzidos no Eu, o grande oceano da consciência que tem forma de sujeito conhecedor, por meio de atos de consciência distintos, de conhecimentos determinados atuando no papel de riachos e de rios, e aí repousam face à face, então (somente) dão lugar à um conhecimento” [2]. Na realidade, [287] o que é buscado aqui, é menos a unidade de um suporte permanente dos vividos (como nas epistemologias bramânicas) do que aquela de uma atividade de pôr em relacção. É próprio do Trika, com efeito, de sublinhar esta propriedade que tem a consciência de conferir a unidade ao diverso que nela vem se refletir. “Os próprios animais — destaca Abhinavagupta? — sabem todos, por suas experiências pessoais, que a água e o fogo, quando acedem à unidade vindo repousar na consciência pura, não são mais coisas opostas”. É verdade que não importa qual Advaitin poderia retomar esse julgamento por sua conta, à condição de o interpretar no sentido de uma redução do diverso heterogêneo à essência única da consciência, redução comparável àquela sofrida por combustíveis de origem diversa que vêm à ser consumidos em um fogo único. No Advaita, com efeito, como também no Sāmkhya, é a causa material (o upādāna) que prevalece : os objetos sensíveis particulares não são nada mais que a matéria do qual são feitos. Do ponto de vista do Advaita, eles são feitos de consciência e sua forma individual é irreal, pura construção imaginária. Assim que a consciência os “pensa”, eles logo se dissolvem nela, como as famosas bonecas de sal mergulhadas no mar. A consciência pura não tem necessidade? deles e fica como indiferente à sua estrutura particular. Ela não funciona senão como seu substrato comum e permanente. No Trika, ao contrário, a consciência pura suporta o diverso enquanto tal ; melhor, ela tem necessidade de parecer se negar e se dispersar nele para existir como consciência.


Voir en ligne : LE PRINCIPE DE L’EGO DANS LA PENSÉE INDIENNE CLASSIQUE


[1IPV, 17 2, vol. I, p. 281 sq. On a omis ici quelques uns des synonymes dont se sert Abhinavagupta pour gloser les termes de la kārikā d’Ulpaladeva.

[2IPV, 17 2, vol. I, p. 281 sq. Foi omitido aqui alguns dos sinônimos que se serve Abhinavagupta para glosar os termos da kārikā de Utpaladeva.