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Wei Wu Wei (WLL:98) – Eu sou, ou o sujeito definitivo

domingo 28 de agosto de 2022

    

tradução

Toda objetividade, como tal, é irreal – exceto que, sendo integral na conscientidade   [consciousness], deve ser um derivado da realidade aí nela.

Segue-se que toda subjetividade, como tal, é real — exceto quando, sendo concebida e tornando-se um conceito, é, por conseguinte, um objeto, e portanto — irreal, que é o processo de identificação, que produz a suposição de um ego.


Isto, em outros termos, é uma reafirmação da visão   de que o ego  -noção   é a atribuição   de subjetividade a um objeto na conscientidade.

Ao expor esta visão, alguma dificuldade   foi encontrada em descrever a retirada da subjetividade do objeto: a intuição   permaneceu incompleta.

Esta reafirmação revela o processo como automático, pois quando o sujeito é visto como tal, e assim se torna um objeto, o sujeito real, o observador, permanece intocado pelo processo, e nunca pode ser afetado   por nenhum objeto ou processo de objetificação, conceitualização). EU SOU   está eternamente presente  , eternamente real, o sujeito último, a própria subjetividade e tudo o que existe.

Enquanto me conheço como EU SOU, não pode haver nenhum objeto na existência, nenhuma identificação e nenhuma ideia de um ego.

Nota 1: “Nenhum objeto existe?” Um ditado difícil? Talvez, mas assim deve ser.
 
Nota 2: Pode-se objetar que é a transcendência   da dualidade   sujeito-objeto que é real, e não um elemento   dessa dualidade. A resposta   é dada na Tabela intitulada Análise metafísica   do que somos, cap. 81: a transcendência do Divíduo ou eu-sonho  -sujeito/objeto, isto é, sua realidade, é chamada de Não-Pessoa ou eu-sujeito, e a transcendência do eu-sujeito/todos os objetos é chamada de Não-eu ou Eu-Realidade. Sujeito, como tal, sempre sendo real, apenas seu aspecto pseudo ou conceitual pode ser transcendido.
 
A terminologia, então, é falha? Sim, de fato; mas a terminologia pode fazer mais do que sugerir? Se substituirmos “eu-pseudo-sujeito” por “eu-sonho-sujeito” e “eu-observante-sujeito” por “eu-sujeito” isto será mais útil  ? Bom, então vamos fazer isso.
 
Nota 3: Afinal, o que é a realidade? Aquilo que é imutável  .
 
Nota 4: A transcendência de qualquer dualidade é representada pelo eu-observador que sozinho constitui a relação entre os dois objetos independentes na consciência dos quais a dualidade é composta. Este ponto é claramente apresentado por John Levy   em sua The Nature of Man According to The Vedanta  , embora ele deva – ele não deva – ser responsabilizado pelo meu uso disto.

Original

All objectivity, as such, is unreal—except in that, being integral in consciousness, it must be a derivative of reality therein.

It follows that all subjectivity, as such, is real—except when, being envisaged and so becoming a concept, it is thereby an object, and so—unreal, which is the process of identification, which produces the supposition of an ego.

This, in other terms, is a restatement of the view that the ego-notion is the attribution of subjectivity to an object in consciousness. (The Fact of the Matter, Ch. 69)

In setting forth that view some difficulty was encountered in describing the withdrawal of subjectivity from the object: the intuition   remained incomplete.

This restatement reveals the process as automatic, for when the subject is envisaged as such, and so becomes an object, the real subject, the observer, remains, untouched by the process, and can never be affected by any object or process of objectivisation (conceptualisation). I AM is eternally present, eternally real, the ultimate subject, subjectivity itself, and all that is.

As long as I know myself as I AM there can be no object in existence, no identification, and no idea   of an ego.

Note 1: “No object in existence?” A hard saying? Perhaps, but so it must be.
 
Note 2: It may be objected that it is the transcendence of the duality subject-object that is real, and not one element in that duality. The answer is given in the Table entitled Metaphysical Analysis   of What We Are, Ch. 81: the transcendence of the Dividual or I-dream-subject/object, i.e. their reality, is termed therein the Imperson or I-subject, and the transcendence of I-subject/all objects is termed therein the Unself or I-Reality. Subject, as such, always being real, only its pseudo or conceptual aspect can ever be transcended.
 
The terminology then, is faulty? Yes, indeed; but can terminology do more than suggest? If we substitute “I-pseudo-subject” for “I-dream-subject,” and “I-observing-subject” for ‘I’-subject” will that be more helpful? Good, then let us do so.
 
Note 3: What is reality anyhow? That which is immutable.
 
Note 4: The transcendence of any duality is represented by the I-observer who alone constitutes the relation between the two independent objects in consciousness of which the duality is composed. This point is clearly brought out by John Levy in his The Nature of Man According to The Vedanta, though he must he must not be held responsible for my use of it.


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