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Máximo, o Confessor — Ambigua

domingo 20 de março de 2022

      

A partir da seleção e tradução de Robert Wilken das Ambigua (7, 8, 42), estaremos reunindo aqui excertos. A obra Ambigua é uma das grandes obras de Máximo o Confessor. O termo ambiguum é tradução latina do grego aporia  , “termo muito usado na filosofia com o sentido de ‘dificuldade’ ou ‘problema’”. A obra de Máximo assim denominada segue um gênero   conhecido como “Questiones et Responsa”, questões e respostas. Na obra Ambigua, as questões mais antigas (628-630 AD), de números 7-71, parecem ter surgido das conversações entre Máximo e João, bispo de Cyzicus na Ásia Menor. A maioria dos tópicos discutidos nestas Ambigua tem que ver com questões sobre passagens dos escritos de Gregório o Teólogo, bispo de Nazianzo no século IV. Gregório era um mestre reverenciado, o primeiro pensador cristão desde João Evangelista a ser outorgado o título honorário de “o Teólogo” (o único outro sendo Simeão o Novo Teólogo no século XI. No século VI, entretanto, seguidores de Orígenes apelaram aos escritos de Gregório em suporte a seus ensinamentos. Escrevendo as Ambigua, Máximo desejava demonstrar   que passagens usadas pelos origenistas não suportavam seus pontos de vista e não poderiam ser, e de fato deviam ser, compreendidas de uma maneira ortodoxa.

Usamos tanto citações apresentadas em LITURGIA CÓSMICA e na tradução inglesa de Ambiguum 7, 8 e 42, em ON THE COSMIC MYSTERY OF JESUS CHRIST.

Cabe lembrar, a observação do compilador e organizador da versão francesa da Philokalia  , que porções da Ambigua se encontram nas Centúrias VII (os itens 62, 68, 71-81, 84, 92-100).


Ver online : MÁXIMO, O CONFESSOR