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pneumatikos

sábado 23 de julho de 2022

    
NOVO TESTAMENTO  : Rom 1:11; Rom 7:14; Rom 15:27; 1Co 2:12-16; 1Co 3:1; 1Co 9:11; 1Co 10:3-4; 1Co 12:1; 1Co 14:1; 1Co 14:37; 1Co 15:44-46

Walter Bauer

Segundo o léxico do NT de Walter Bauer, desde os pré-socráticos   é usado com o sentido de “pertencendo ao vento ou sopro”. Em Estrabão, em Cleomedes e em Philon   é assim usado. Predominantemente em Paulo Apostolo no sentido de “pertencendo ao espírito  , espiritual”.

Refere-se à “vida interior   de um ser humano  ” em Plutarco  , em contraste com somatikos  . Em Hierocles to pneumatikos   tes psyches okema = o veículo espiritual da alma   (v. psychanodia  ); também em Philon.

Na grande maioria dos casos refere-se ao divino   pneuma; “causado por” ou “preenchido com o (divino) Espírito, pertencendo ou correspondente ao (divino) Espírito”, em Philon.

Como adjetivo de Jesus  ; em sua pré-existência 2 Clemente sarkikos te kai pneumatikos, de carne   e (ao mesmo tempo  ) de espírito; em Paulo Apostolo do deuteros anthropos em 1 Cor 15:47: “O primeiro homem, da terra  , é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu”.

Como regra   é usado com relação   a coisas impessoais...

ó pneumatikos anthropos em 1 Cor 2:15 se afirma em contraste com psychikos anthropos. o último é uma pessoa   que nada mais tem que uma ordinária alma humana; o primeiro possui o pneuma divino, não ao lado de sua alma natural, mas em lugar dela; isto o capacita a penetrar nos divinos mistérios. Este tratamento de psyche e pneuma em contraste um com o outro é também encontrado no misticismo helenístico (v. Hermetismo).

Como substantivo   neutro refere-se a coisas ou matérias espirituais em contrate com ta sarkika, coisas terrenas, em Paulo Apostolo; é característica   das pessoas ortodoxas enquanto ta sarx é dos heréticos.

Como substantivo masculino   refere-se a “possessão do Espírito, aquele que possui o Espírito (“prophetes  ”), aqueles plenos de espírito”

Também pode se referir ao que pertence aos maus espíritos, ta pneumatika tes ponerias, as forças espirituais do mal (Efésios 6:12).

Hans Jonas

Nesta vida os pneumáticos, como os possuidores da gnosis   são chamados, são postos aparte da grande massa   da humanidade. A iluminação imediata não só faz o indivíduo   soberano na esfera   do conhecimento (assim a ilimitada variedade de doutrinas gnósticas) mas também determina a esfera da ação. De um modo geral, a moralidade pneumática é determinada pela hostilidade para com o mundo e o desprezo por todos os apegos mundanos. Deste princípio, entretanto, duas conclusões contrárias poderiam ser sacadas, e ambas encontram seus representativos extremados: o asceta e o libertino. O primeiro deduz da posse da gnosis a obrigação de evitar maior contaminação pelo mundo e portanto reduzir o contato com ele ao mínimo; o último deriva da mesma posse o privilégio de liberdade absoluta.