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Wei Wu Wei (PP:13) – o absurdo da «vida» e da «morte»

segunda-feira 29 de agosto de 2022

    

tradução

Que diferença   poderia haver entre ‘viver  ’ e ‘morrer  ’? ‘Viver’ é apenas a elaboração em duração sequencial do que de outra forma é conhecido como ‘morte’.

Quando o-que-somos funciona, estendendo-se em três dimensões espaciais aparentes e outra interpretando-as como duração, juntas conhecidas como ‘espaço-tempo’, existe o que conhecemos como ‘viver’. Quando este processo cessa, não somos mais estendidos em duração sequencial, não somos mais elaborados em ‘espaço’, ‘espaço-tempo’ não existe mais e o universo   aparente desaparece.

Então dizemos que estamos «mortos».

Mas como o-que-somos, nunca «vivemos» e não podemos «morrer».

Onde ‘nós’ poderíamos viver? Quando ‘nós’ poderíamos morrer? Como poderia haver tais coisas como ‘nós’? ‘Viver’ é uma ilusão   espacial, ‘morrer’ é uma ilusão temporal, ‘nós’ somos uma ilusão espaço-temporal baseada na interpretação   serial de ‘instantâneos’ ou ‘quanta’ cognoscidos como movimento  .

Somente os conceitos de infinito   e intemporalidade podem sugerir intelectualmente uma noção   do que somos como fonte   e origem da aparência ou manifestação  .

Original

What difference could there be between ‘living’ and ‘dying’? ‘Living’ is only the elaboration in sequential duration of what otherwise is known as ‘death’.

When What-we-are functions, extending in three apparent spatial dimensions and another interpreting them as duration, together known as ‘space-time’, there is what we know as ‘living’. When that process ceases we are no longer extended in sequential duration, we are no longer elaborated in ‘space’, ‘space-time’ is no more and the apparent universe dis-appears.

Then we say we are ‘dead’.

But as what we are we have never ‘lived’, and we cannot ‘die’.

Where could ‘we’ live? When could ‘we’ die? How could there be such things as ‘we’? ‘Living’ is a spatial illusion, ‘dying’ is a temporal illusion, ‘we’ are a spatio-temporal illusion based on the serial interpretation of dimensional ‘stills’ or ‘quanta’ cognised as movement.

Only the concepts of infinity and intemporality can suggest intellectually a notion of what we are as the source and origin of appearance or manifestation.


Ver online : Wei Wu Wei – Posthumous Pieces