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Wei Wu Wei (OS:Colofão) – Tudo que é...

quarta-feira 31 de agosto de 2022

    

tradução

O QUE SOU   é para sempre livre. Não há nada no que sou a ser sujeitado.

Sujeição, e o sofrimento   consecutivo – que é todo sofrimento – depende inteiramente da ideia de um eu objetivo, que é “um mim   mesmo”. Mas tal contradição em termos jamais existiu, existe ou poderia existir.

Além disso, nenhum objeto poderia existir como tal, então como eu poderia existir como um objeto?

Um objeto, tudo o que é objetivado, é aparição. É isso que constitui um objeto – tudo o que um objeto é ou pode ser, tudo o que o termo foi inventado para descrever.

Ser objeto é apenas ser perceptível, que é aparecer  .

Aparecer para quem? Ser perceptível a quê?

Só eu posso perceber. O que mais poderia haver para perceber, que pudesse perceber? E tudo o que eu percebo deve ser meu objeto.

Meu objeto é uma objetivação do que sou. O que mais poderia haver para ser?

Portanto, todo objeto é mim mesmo. Não pode haver coisa que não seja mim mesmo. Não sou nada além de meus objetos, e meus objetos não são nada   além de mim.

Qual é a utilidade   de escrever  , falar, palestrar sobre algo tão simples e tão óbvio?

Simplesmente não há mais nada a dizer ou a ser dito! Nunca houve e nunca haverá.

Preciso adicionar o óbvio? Todo ser senciente   pode dizê-lo.

N.B. Até abanando seu rabo.

Original

WHAT I AM is forever free. There is nothing in what I am to be bound.

Bondage, and the consecutive suffering—which is all suffering—is entirely dependent on the idea   of an objective I, that is “a me.” But no such contradiction-in-terms has ever existed, exists, or ever could be.

Moreover no object could exist as such either, so how could I exist as an object?

An object, all that is objectified, is appearance. That is what constitutes an object—all that an object is or can be, all that the term was invented to describe.

To be an object is just to be perceptible, which is to appear.

To appear to whom? To be perceptible to what?

Only I can perceive. What else could there be to perceive, which could perceive? And whatever I perceive must be my object.

My object is an objectivisation of what I am. What else could there be for it to be?

Therefore every object is myself. There can be no thing which is not myself. I am no thing but my objects, and my objects are nothing but I.

What is the use of writing, speaking, lecturing about anything so simple and so obvious?

There is just nothing else whatever to say or to be said! There never was, and there never will be.

Need I add the obvious? Every sentient being can say it.

N.B. Even by wagging his tail.


Ver online : Wei Wu Wei – Open Secret