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Wei Wu Wei (TM:78) – O que perdura?

domingo 11 de setembro de 2022

    

tradução

O termo ‘duração’, em inglês e em francês la durée, implica habitual e convencionalmente ‘duradouro’, aquilo que perdura no tempo, e é inútil e confuso usar palavras em outro sentido que não aquele em que são geralmente entendidas. Portanto, assim esta palavra é usada nestas Notas.

Na verdade, porém, “durar” é um efeito da percepção sensorial e não tem factualidade. A duração, nesse sentido, é uma ilusão   ocasionada pela sucessão, de modo que se pode dizer que a sucessão é o mecanismo da suposta duração.

Mas somos constitucionalmente incapazes de conceber eventos fora de um contexto de duração, pois a atemporalidade, a eternidade  , é inconcebível de outra forma ou em si mesma. Portanto, o termo “duração” deve implicar eternidade atemporal em oposição à passagem do tempo. Ou seja, deve representar a medida que só pode ser concebida como perpendicular à serialidade, a “vertical” que corta a sequência temporal “horizontal” a cada instante   e que “perdura” eternamente nesta dimensão. Tal resistência não pode ser concebida por nós senão como “duradouro” em nossa ilusão de tempo, embora tal conceito contradiga categoricamente o que essencialmente deveria denotar. Nesse sentido, portanto, “duração” descreve a eternidade intemporal, um negativo para o qual não temos outro positivo senão a locução latina Aeternitas.

Expresso de outra forma, o que implicamos com a palavra prajna   é eterno, tem duração intemporal e se manifesta como função na temporalidade da mente   dividida.

Por que somos incapazes de conceber o intemporal? Devo dar a resposta   a esta pergunta vital – o ‘ser tudo e o fim de tudo’ de todo o assunto? Não é óbvio? A resposta é óbvia demais para ser vista? Como uma proposição conceitual, ela pode ser vista e expressada – e resumidamente em nossa linguagem.

Original

The term ‘duration’, in English and in French la durēe, habitually and conventionally implies ‘lasting’, that which endures in time, and it is idle and confusing to use words in another sense   than that in which they are generally understood. Therefore this word is so-used in these Notes.

In fact, however, ‘lasting’ is an effect of sense perception, and has no factuality. Duration, in this sense, is an illusion occasioned by succession, so that succession can be said to be the mechanism of supposed duration.

But we are constitutionally unable to conceive events otherwise than in a context of duration, for timelessness, eternality, is inconceivable otherwise or in itself. Therefore the term ‘duration’ should imply timeless eternity as opposed to passing-time. That is to say, it should represent the measurement which can only be conceived as being at right-angles to seriality, the ‘vertical’ which cuts ‘horizontal’ time-sequence at every instant, and which ‘endures’ eternally in that dimension. Such endurance cannot be conceived by us otherwise than as ‘lasting’ in our time-illusion although such a concept flatly contradicts what essentially it should denote. In that sense, therefore, ‘duration’ describes intemporal eternality, a negative for which we have no positive other than the latin locution Aeternitas.

Expressed differently, what we imply by the word prajnā is eternal, is in intemporal duration, and manifests as functioning in the temporality of split-mind  .

Why are we unable to conceive the intemporal? Must I give the answer to this vital query—the ‘be-all and the end-all’ of the whole subject? Is it not obvious? Is the answer too obvious to be seen ? As a conceptual proposition it can be both seen and expressed—and in the shortest word in our language.


Ver online : Wei Wu Wei – Tenth Man