Página inicial > Oriente > Wei Wu Wei (WLL:100) – A Ira de Deus

Wei Wu Wei (WLL:100) – A Ira de Deus

domingo 28 de agosto de 2022

    

tradução

As pessoas que não estão acostumadas ao pensamento   abstrato tendem a não serem afetadas pela aparente contradição envolvida na crença em um Deus   de Clemência que, de fato, pode ser observado como inclemente.

As pessoas que pensam ocasionalmente em assuntos abstratos tendem a ficar profundamente chocadas com a crueldade de Deus para com Suas devotas criaturas. Em alguns isso assume a forma de indignação, em outros de descrença na existência de tal deidade  .

Para as pessoas que pensam habitualmente no abstrato, é óbvio que, clemência e inclemência constituindo um dualismo  , Deus deve necessariamente ser clemente e inclemente aos nossos olhos – isso é apenas Deus.

Além disso, eles se perguntarão a quem Deus é clemente ou inclemente? E eles perceberão que tal pessoa   ou pessoas – e Deus parece clemente e inclemente para um grande número   tão prontamente quanto para um indivíduo – só pode ser a entidade imaginária concebida como resultado da identificação do eu-realidade   com uma psyche  -soma, ou seja, o pseudo-eu ou ego-noção  . Ou seja, os efeitos da clemência e da inclemência são aplicados a uma entidade ou entidades que não existem na realidade. Deus é louvado por ser clemente, culpado por ser inclemente, a um mero conceito, uma figura onírica.

Ainda mais eles observarão que Deus está sendo suprido com atributos – pois clemência e inclemência são tais – e como Deus poderia ter atributos? A noção é certamente primária?

Mas quem é esse Deus, afinal? Ele não é a realidade da psyche-soma em questão? Ele não é a realidade daquele que louva a Deus por sua clemência e O culpa   por sua inclemência? Quando alguém olha para dentro, em vez de para fora, não se encontrará cara a cara consigo mesmo?

Nota: Estou confundindo o Criador-e-suas-criaturas com a própria Divindade, sendo o primeiro o aspecto dual do último? Sim, de fato. Mas posso citar autoridade   – papas e pastores, profetas e pessoas. Sem desculpa? Desculpe. Isso realmente importa? Ambos não são sujeitos?

Original

People who are unused to abstract thought are apt to be unaffected by the apparent contradiction involved in belief in a God of Mercy who in effect can be observed to be merciless.

People who think occasionally of abstract matters are apt to be profoundly shocked by the cruelty of God towards His devoted creatures. In some this takes the form of indignation, in others of disbelief in the existence of such a deity.

To people who think habitually in the abstract it is obvious that, mercy and mercilessness constituting a dualism, God must necessarily be both merciful and merciless in our eyes—that is just God.

Furthermore they will ask themselves to whom God is either merciful or merciless? And they will perceive that such person or persons—and God appears merciful and merciless to large numbers as readily as to an individual—-can only be the imaginary entity conceived as a result of identification of Treality with a psyche-soma, i.e. the pseudo-I or ego-notion. That is to say, the effects of mercy and mercilessness are applied to an entity or entities that have no existence in reality. God is praised for being merciful, blamed for being merciless, to a mere concept, a dream-figure.

Still further they will observe that God is being supplied with attributes—for mercy and mercilessness are such—and how could God have attributes? The notion is surely primary?

But who is this God anyhow? Is He not the reality of the psyche-soma concerned? Is He not the reality of that which praises God for his mercy and blames Him for His mercilessness? When one looks within, instead of without, will he not find himself face-to-face with—himself?

Note: I am confusing the Creator-and-his-creatures with Godhead Itself, the former being the dual aspect of the latter? Yes, indeed. But I can quote authority—popes and pastors, prophets and people. No excuse? Sorry. Does it really matter? Are not both Subject?


Ver online : Wei Wu Wei – Why Lazarus laughed