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Balsekar (FT:77) – «eu» substancial e “eu” fantasma

sexta-feira 9 de setembro de 2022

    

tradução

O «Eu»   (conscientidade  ) nunca pode ser consciente de nada. Porque? Porque conscientidade é tudo que Eu Sou  . Uma entidade separada, individual, eu, ego, ou conceito de «mim mesmo» é um objeto. «Eu» se torna um objeto assim que penso em mim mesmo. Quando ajo como mim mesmo, é um objeto que age. Entretanto, nestas raras ocasiões quando ajo diretamente, espontaneamente, então nenhum Eu age. Porque? Porque «Eu» sou a fonte   de todo pensamento   e de todo fazer, não o pensador do pensamento, nem o desempenhador de qualquer ato.

O que isto significa? Isto significa que não há cognoscedor independente do objeto cognoscido, nem qualquer objeto cognoscido independentemente do cognoscedor dele. O «cognoscedor» e o «cognoscido» não são dois   mas são meramente as contrapartidas do ato de cognição. Juntos constituem a função de cognição, o aspecto funcional da numenalidade ou pura potencialidade a qual como tal não pode ter qualquer existência fenomenal outra que sua manifestação   como objeto inter-relacionados, cognoscedor e cognoscido. O observador não pode observar   o observador. O olho não pode ver o olho que vê.

Original

”I” (Consciousness) can never be conscious of anything. Why? Because Consciousness is all that I Am. A separate entity individual, self, ego or “me” concept is an object. “I” become an object as soon as I think of myself. Whenever I act as myself, it is an object that acts. However, on these rare occasions when I act directly, spontaneously, then no I acts. Why? Because “I” am the source of all thought and of all doing, not the thinker of the thought, nor the performer of any act.

What does this mean? This means that there is no cognizer independent of the object cognized, nor any object cognized independently of the cognizer of it. The “cognizer” and the “cognized” are not two but are merely the counterparts of the act of cognition  . Together they constitute the function of cognizing, the functional aspect of noumenality or pure potentiality which as such cannot have any phenomenal existence other than its manifestation as the interrelated objects, cognizer and cognized. The observer cannot observe the observer. The eye cannot see the eye that sees.


Ver online : Ramesh Balsekar