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Balsekar (FT:15) – o surgimento do «eu-sou»

sexta-feira 9 de setembro de 2022

    

tradução abreviada

O númeno   — pura subjetividade — não é consciente de sua existência. Tal conscientidade   de sua existência vem somente com o surgimento da conscientidade — Eu Sou  . Em outras palavras, conscientidade-em-repouso não é consciente de sua existência até que haja «um natural mas súbito   movimento   dentro dela mesma». Ela se torna consciente dela mesma como Eu Sou. Este súbito movimento é conhecido por vários termos tais como Omkar (o som   primordial) na literatura Vedanta  , e talvez como o Big Bang da astronomia  .

O surgimento espontâneo   do Eu Sou (como um movimento na conscientidade) é o sentido da existência, o sentido da presença  . Traz simultaneamente e concorrentemente o aparecimento na conscientidade da manifestação fenomenal. A manifestação fenomenal necessita «certas condições fenomenais pressupostas» sem as quais tal manifestação não seria possível. A totalidade   e equanimidade do númeno subjetivo (conscientidade-em-repouso) aparentemente divide-se na dualidade   de um pseudo-sujeito   e um objeto observado. Cada objeto senciente   fenomenal então assume a subjetividade como um «mim mesmo» em referência a todos os demais objetos como «outros». As objetificações desta dualidade necessita a criação aparente de conceito gêmeos de «espaço» e «tempo». Espaço é necessário para o volume   dos objetos ser estendido. Tempo (duração) é necessário para as imagens fenomenais estendidas no espaço serem percebidas, cognoscidas e medidas em termos da duração de existência de cada objeto e evento.

Original

Noumenon — pure subjectivity — is not aware of its existence. Such awareness of its existence comes about only with the arising of consciousness — I Am. In other words, Consciousness-at-rest is not aware of its existence until there is a natural but sudden movement within itself. It becomes aware of itself as I Am. This sudden movement is known by various terms such as Omkar (the primeval sound) in Vedantic literature, and perhaps as the big bang of astronomy!.

The spontaneous arising of I Am (as a movement in Consciousness) is the sense of existence, the sense of presence. It brings about simultaneously and concurrently the appearance in consciousness of the phenomenal manifestation. The phenomenal manifestation necessitates certain presupposed phenomenal conditions without which such manifestation would not be possible. The wholeness and equanimity of the subjective noumenon (Consciousness-at-rest) gets apparently split into the duality of a pseudo-subject and an observed object. Each phenomenal sentient object then assumes subjectivity as a “me” in reference to all other objects as “others”. The objectifications of this duality necessitates the apparent creation of the twin concepts of “space” and “time”. Space is necessary for the volume of objects to be extended. Time (duration) is necessary for the phenomenal images extended in space to be perceived, cognized and measured in terms of the duration of existence of each object and event.


Ver online : Ramesh Balsekar