Página inicial > Antiguidade > analogia

analogia

quinta-feira 24 de março de 2022

analogia: proporção, analogia

ver agnostos, dike, thesis, onoma. [Termos Filosóficos Gregos, F  . E. Peters  ]


(Do grego aná, para cima, e logos, pensamento = pensamento dirigido para outro superior).

A analogia é com efeito concebida por Platão como uma relação de igualdade proporcional entre os termos "análogos" (por exemplo na República   VII, 534a, onde Platão põe a analogia entre as formas de conhecimento do sensível e do inteligível), enquanto Aristóteles  , sobretudo nas Categorias, entende a analogia como identidade entre as funções respectivas de coisas diferentes. [Gobry  ]


A analogia é, a princípio, uma proporção matemática: não um discurso ou relação simples, mas um logos de logos, relação de relação, igualidade mediata. Logos que se desdobra, ela encontra uma igualidade no poder segundo, e pode então se generalizar como simples semelhança, relação entre dois termos ou capacidade de recepção, e se aplicar aos domínios mais diversos. Elaborada na Escola pitagórica, o conceito é atestado em Hipócrates de Chios e Filolau. Teorizado por Arquitas de Tarento: uma proporção é aritmética quando o primeiro termo excede o segundo, na medida que o segundo excede o terceiro (a - b = b - c), geométrica quando o primeiro se relaciona ao segundo como o segundo ao terceiro (a / b = c / d), harmônica quando o primeiro excede o segundo por uma parte dele mesmo, e o segundo o terceiro pela mesma parte (a - b = a / x, b - c = c / x). Platão aplica estas funções à filosofia. O que a essência é ao devir, a intelecção é à opinião, a ciência à fé, segundo uma proporção contínua (Rep.   VII 534a), que estabelece uma igualidade mediata entre domínios heterogêneos; correspondência descritiva e horizontal, sem visada heurística. Em cosmologia, o deus ajusta por analogia a ordem do mundo; ela "impõe a mais perfeita unidade a si mesmo e àqueles que ela religa" (Timeu  , 31c), harmonizando o mundo em uma proporção de quatro termos, os quatro elementos, segundo uma lei imanente, de uma amplitude teológica paradoxal que remete a sua origem divina. [Notions philosophiques  ]