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Gemisto Pletão (1355-1452)

quinta-feira 24 de março de 2022

Escritos na Internet
Georgius Gemistus Pletho's criticism of Plato and Aristotle


Georgius Gemistus Plethon Excertos de Giovanni Reale  , HISTÓRIA DA FILOSOFIA Pormenor da parte direita do quadro "Escola de Atenas" de Rafael (cf. pp. 14-15), que mostra Zoroastro, ostentando na mão um globo representando o céu (a figura que está diante dele tem na mão o globo terrestre; a posição peculiar indica a influência do céu sobre a terra). Zoroastro viveu sete séculos antes de Cristo. Os renascentistas consideravam-no autor dos Oráculos caldeus, cujas doutrinas mágico-teúrgicas tiveram ampla influência (na realidade, os Oráculos são uma obra da época imperial). Juntamente com Hermes Trismegisto e com Orfeu, Zoroastro contribuiu para criar a peculiar têmpera espiritual que diferencia o Renascimento tanto da Idade Média como da época moderna.

Isso é o que se conseguiu estabelecer até hoje. Mas os renascentistas não pensavam assim, induzidos que foram a grave erro por abalizado douto bizantino, Jorge Gemisto, nascido em Constantinopla por volta de 1355, que se fez denominar Pleton. Considerando ser Zoroastro o autor dos Oráculos caldeus (induzido em erro por um de seus mestres) e indo para a Itália por ocasião do Concílio de Florença, ministrou lições sobre Platão e sobre a doutrina dos Oráculos, acreditando-os como expressão do pensamento de Zoroastro e suscitando notável interesse por eles.

Assim, Zoroastro foi considerado como profeta ("priscus theologus"), sendo por vezes apresentado até como anterior a Hermes ou como primeiro por cronologia e dignidade junto a ele. Na realidade, Zoroastro (= Zaratustra) foi reformador religioso iraniano do século VII/VI a.C, que não tem nada a ver com os Oráculos Caldeus.

Esse novo equívoco, portanto, contribuiu grandemente para a difusão da mentalidade mágica no Renascimento.