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Wei Wu Wei (TM:2) – Identidade de Dualismo e Não-Dualismo

domingo 28 de agosto de 2022

    

tradução

O Sábio   não mais diferencia entre dualismo   e não-dualismo (advaita  ), pois não tem cognição delas como diferentes.

A Deidade   Objetiva e a Deidade Subjetiva são idênticas.

Um eu que ora, humildemente [1], a Deus  , e um eu que, não mais sendo pessoal, é Deus, são basicamente os mesmo, de modo que orando humildemente a Deus, e sendo, impessoalmente, Deus, não são fundamentalmente diferentes.

Sendo si mesmo  , sem si, não é diferente de «si mesmo», sem si, sendo «outro».

Eis porque, para o Sábio, não há diferença   entre si e outro.

Portanto a compreensão última do Sábio é: Sou   não mais um «eu»  , o que este «eu» não-é é tudo que há, e isto é a Deidade.

Nota: Isso, também, explica os três graus da compreensão no Budismo  ; (1) quando as montanhas e os rios são conhecidos como tal: sujeito vendo objeto; (2) quando as montanhas e os rios não mais são conhecidos como montanhas e rios: objeto visto como sujeito somente; e (3) quando as montanhas e os rios mais uma vez são conhecidos como montanhas e rios: sujeito e objeto vistos como não separados. Eis porque «o caminho  » é frequentemente descrito como discriminação   entre objeto e sujeito: de modo que, temporariamente, objetos não mais podem ser reconhecidos como objetos.

Original

The Sage no longer differentiates between dualism and non-dualism (advaita), for he does not cognise them as different.

Objective Godhead and Subjective Godhead are Identical

A self that prays, humbly, [2] to God, and a self that, being no longer personal, is God, are basically the same, so that praying humbly1 to God, and being, impersonally, God, are not fundamentally different.

Being oneself, without self, is not different from ‘oneself’, without self, being ‘other’.

That is why, to the Sage, there is no difference between self and other.

Thereafter the ultimate understanding of the Sage is : I am no longer an ‘I’’, what that ‘I’’ is-not is all there is, and this is Godhead.

Note: That, also, explains the three degrees of understanding in Buddhism: (1) when mountains and rivers are cognised as such: subject seeing object; (2) when mountains and rivers are no longer cognised as mountains and rivers: object seen as subject only; and (3) when mountains and rivers are once more cognised as mountains and rivers: subject and object seen as not separate. That is why ‘the way’ is often described as being discrimination between object and subject: so that, temporarily, objects may no longer be cognised as objects.


Ver online : Wei Wu Wei – Tenth Man


[1«Humildemente» aqui não é usado como a contrapartida de «orgulhosamente», pois tal «humildade» é somente «orgulho» negativo. Humildade, metafisicamente, implica na ausência de qualquer entidade ser ou «orgulhosa» ou «humilde».

[2‘Humbly’ here is not used as the counterpart of ‘proudly’, for such ‘humility’ is just negative ‘pride’. Humility, metaphysically, implies the absence of any entity to be either ‘proud’ or ‘humble’.