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Wei Wu Wei (PP:4) – O não senso de «Vida» e «Morte»

sábado 27 de agosto de 2022

    

tradução

Que diferença poderia haver entre «viver  » e «morrer  »? «Viver» é só a elaboração em duração sequencial do que de outro modo é conhecido como «morte».

Quando O-Que-somos funciona, estendendo em três aparentes dimensões espaciais e outra dimensão as interpretando como duração, juntas conhecidas como «espaço-tempo», há o que se conhece como «viver». Quando esse processo cessa não somos mais estendidos em duração sequencial, não mais somos elaborados em «espaço», «espaço-tempo» não mais é e o aparente universo   des-aparece.

Então dizemos, estamos «mortos».

Mas enquanto o que somos nunca tínhamos «vivido», e não podemos «morrer».

Onde «nós» poderíamos viver? Quando «nós» poderíamos morrer? Como poderia haver tais coisas como «nós»? «Viver» é uma ilusão   espacial, «morrer» é uma ilusão temporal, «nós» somos uma ilusão espaço-temporal baseada na interpretação   serial de «instantâneos» dimensionais ou «quanta» cognoscidos como movimento  .

Só os conceitos de infinidade e intemporalidade podem sugerir uma noção   do que nós somos enquanto a fonte   e origem de aparição ou manifestação  .

Original

WHAT DIFFERENCE could there be between “living” and “dying”? “Living” is only the elaboration in sequential duration of what otherwise is known as “death.”

When What-we-are functions, extending in three apparent spatial dimensions and another interpreting them as duration, together known as “space-time,” there is what we know as “living.” When that process ceases we are no longer extended in sequential duration, we are no longer elaborated in “space,” “space-time” is no more and the apparent universe dis-appears.

Then we say we are “dead.”

But as what we are we have never “lived,” and we cannot die.

Where could “we” live? When could “we” die? How could there be such things as “we”? “Living” is a spatial illusion, “dying” is a temporal illusion, “we” are a spatio-temporal illusion based on the serial interpretation of dimensional “stills” or “quanta” cognised as movement.

Only the concepts of infinity and intemporality can suggest intellectually a notion of what we are as the source and origin of appearance or manifestation.

Wei Wu Wei (PP:1) – Pegando o tempo pelo topete


Ver online : Wei Wu Wei – Posthumous Pieces