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Wei Wu Wei (TM:9) – Quando a mente jejua...

terça-feira 6 de setembro de 2022

    

tradução

Si mesmo  ’ e ‘Outro’ são dois   conceitos vazios, cada um totalmente desprovido de verossimilhança, fazendo sentido apenas em sua interdependência como aparições na mente  .

Não há si, não há outro-que-si. Nenhuma coisa desse tipo existe, exceto como fenômeno.

Tudo o que são é o que são quando não são nada. Objetivamente invenções, eles representam a mente   conhecendo-os dentro de si, e o conhecimento deles é nele mesmo seu ser fenomenal.

Diferenciá-los é absurdo; identificar-se com um e considerar o outro independente é ridículo; reivindicar um e rejeitar o outro é o absurdo absoluto da identificação — pois tudo que cada um é, é o que quer que sou  , e o que quer que sou é tudo que algo é.

‘Aquilo’ não é outro senão ‘isto’, e ‘isto’ não é outro senão ambos, pois cada um é o conhecimento de ambos, e tal é o que sou.

Si e outro são imagens estendidas no espaço conceitual e no tempo conceitual (duração), tornadas assim aperceptíveis como fenômenos, e seu único ser reside em sua apreensão   interdependente.

Para um sábio  , a diferenciação entre si e outro-que-si é apenas o “vamos fazer de conta”, como crianças brincando de ser Judy e Punch [teatrinho de marionetes].

Original

‘Self’ and ‘Other’ are two empty concepts, each totally lacking in verisimilitude, making sense   only in their interdependence as appearances in mind.

There is no self, there is no other-than-self. No thing of the kind exists at all except as phenomenon.

All they are is what they are when they are not anything. Objectively figments, they represent mind cognising them within itself, and the cognising of them is itself their phenomenal being.

To differentiate between them is absurd; to be identified with one and to regard the other as independent is ridiculous; to claim one and to reject the other is the purblind nonsense of identification—for all each is, is whatever I am, and whatever I am is all that anything is.

‘That’ is no other than ‘this’, and ‘this’ is no other than either, for each is the cognising of both, and such is what I am.

Self and other are images extended in conceptual space and in conceptual time (duration), rendered appercep-tible as phenomena thereby, and their only being lies in their interdependent apprehending.

To a sage, differentiation into self and other-than-self is just the ‘let’s pretend’ of children playing at being Judy and Punch.


Ver online : Wei Wu Wei – Tenth Man