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Wei Wu Wei (AEB:6) – Ausência Fenomênica

domingo 28 de agosto de 2022

    

tradução

EM NENHUM LUGAR, onde sou   um objeto, sou; nem onde qualquer parte de “mim  ” é um objeto, ela é parte de mim ou é meu. Unicamente aqui onde nada posso ver (a não ser o universo   objetivo) sou eu — e sou somente uma ausência   objetivamente.

Quando percebo isso, deixo também de ser um “eu” individual, pois o que quer que seja individual é, por conseguinte, um objeto.

Minha ausência objetiva é a presença de pura não-objetividade, que é justo isso.

Minha única existência é não objetiva, como a própria não-objetividade.

Não posso ser retratado de nenhuma forma, desenhado, fotografado ou descrito. Aquilo que sou impessoalmente não tem qualidades nem semelhança com um sujeito-objeto individual, que é puramente conceitual.

Nota: Um “eu”, um “ego”, qualquer tipo de personalidade ou ser separado, é um objeto. É por isso que nada disso é – como o Sutra   do Diamante insiste repetidamente.
 
Meu eu objetivo só tem uma existência conceitual.
 
Não-objetivamente eu sou o universo aparente.
 
Identificar-me com meu objeto conceitual é o que constitui o apego. Perceber que meu objeto conceitual só existe na medida em que ele e seu sujeito são ESTA ausência fenomenal aqui e agora – constitui a liberação  .
 
Eu sou minha ausência fenomenal.

Original

NOWHERE, where I am an object, am I; nor where any part of “me” is an object is it part of me or is mine. Only here where I can see nothing (but the objective universe) am I— and I am only an absence objectively.

When I realise that, I cease also to be an individual “I,”for anything individual is thereby an object.

My objective absence is the presence of pure non-objectivity, which is just that.

My only existence is non objective, as non-objectivity itself.

I cannot be portrayed in any way, drawn, photographed or described. That which impersonally I am has no qualities or resemblance to an individual subject-object, which is purely conceptual.

Note: A “self,” an “ego,” any kind of separated personality or being, is an object. That is why nothing of the kind is—as the Diamond Sutra   so repeatedly insists.

My objective self only has a conceptual existence.

Non-objectively I am the apparent universe.

Identifying myself with my conceptual object is what constitutes bondage. Realising that my conceptual object only exists in so far as it and its subject are THIS phenomenal absence here and now— constitutes liberation.

I am my phenomenal absence.


Ver online : Wei Wu Wei – All else is bondage