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Wei Wu Wei (AEB:2) – verdade

sábado 27 de agosto de 2022

    

tradução

A visão   da Verdade não pode ser dualística (uma «coisa» vista).

Não pode ser vista por um visualizador, ou via um visualizador.

Só pode haver uma visão que ela mesma é Verdade.

O não-liberto (aqueles ainda presos pela objetificação) quer que um objeto seja a realidade relativa (relativamente existindo), i.e. que deveria ser projetado independentemente do visualizador dele. Isto é basicamente dualístico.

Mas um objeto é projetado via o visualizador dele, e a visão dele é ao mesmo tempo sua projeção  .

O não-liberto quer dois   processos independentes:

1. O Funcionamento   do Principal localizado como um objeto.

2. O objeto percebido pelo ser senciente  , ele mesmo um objeto projetado pelo Principal.

Mas,

1. O ser   senciente é ele mesmo Sujeito   e Objeto, i.e. Principal na medida que É um objeto projetado geralmente interpretado como «João da Silva» na medida que ele é um objeto de percepção.

2. A interpretação   generalizada da projeção do Principal como «João da Silva» é um objeto, somente uma aparência: isso que ele É é Principal Cujo aparente Funcionamento sujeita ele a tal interpretação generalizada de parte de «outros» aspectos generalizados daquele Funcionamento que são tais como objetos aparentemente independentes no espaço-tempo.

O não-liberto quer um objeto projetado, «João da Silva» para perceber outro objeto projetado que é independentemente existente, mas «João da Silva», como objeto projetado, não pode ver nada, sendo ele mesmo só um percepto. Na medida que ele pode ser dito perceber, é como o Funcionamento do Principal (aquilo que ele É) que ele percebe, e a Função de perceber pelo Principal é ela mesma projeção («criação»).

Nota: «Projetado» aqui tenciona cobrir o processo total de interpretação pelo qual um percepto se torna um objeto fenomenal sensorialmente percebido e conceitualizado como tal.

Original

THE SEEING of Truth cannot be dualistic (a “thing” seen).

It cannot be seen by a see-er, or via a see-er.

There can only be a seeing which itself is Truth.

The unfree (those still bound by objectivisation) want an object to be relative reality (relatively existing), i.e. that it should be projected independently of the see-er of it. This is basically dualistic.

But an object is projected via the see-er of it, and the seeing of it is at the same time its projection.

The unfree want two independent processes:

i. The Functioning of Principal localised as an object,

it. The object perceived by a sentient being, himself an object projected by Principal.

But

i. The sentient being is himself Subject and Object, i.e. Principal in so far as he IS, as projected object generally interpreted as “John Smith” in so far as he is an object of perception.

ii. The generalised interpretation of the projection of Principal as “John Smith” is an object, an appearance only: that which he IS is Principal Whose apparent Functioning subjects him to such generalised interpretation on the part of “other” generalised aspects of that Functioning that are such as apparently independent objects in space-time.

The unfree wish a projected object, “John Smith” to perceive another projected object that is independently existing, but “John Smith,” as a projected object, cannot see anything, being himself only a percept. In so far as he can be said to perceive, it is as the Functioning of Principal (that which he IS) that he perceives, and the Function of perceiving by Principal is itself projection (“creation”).

Note: “Projected” here is intended to cover the total process of interpretation whereby a percept becomes a phenomenal object sensorially perceived and conceptualised as such.


Ver online : Wei Wu Wei – All else is bondage