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Wei Wu Wei (FPM:3) – Realidade e Manifestação II (Realidade e Ego 1)

sábado 27 de agosto de 2022

    

tradução

Só estamos cientes do aspecto do universo   que os sentidos que possuímos são capazes de nos informar  .

Um inseto com antenas pode só ter um sentido: sua cognição do universo deve ser restrita relativamente a nós. Um homem   nascido cego   é cognoscente de menos do universo que um homem com vista. Um animal   com cinco   sentidos somente: tem uma psique   e a usa mas, tendo perceptos sem conceitos, é improvável ser cognoscente disto. Um homem tem seis sentidos — como a psicologia oriental sempre compreendeu — pois é cognoscente daquele aspecto do universo que é sua mente  . Se temos mais sentidos podemos supor que deveríamos nos tornar cognoscentes de mais aspectos do universo. Imaginar que o universo é restrito àquilo que estamos cognoscentes é provavelmente tão mal fundado em nosso caso como naquele do inseto.

Na escala de cor somos capazes de distinguir   sete   graus, e o que é escuridão para nós não é escuridão para o gato, enquanto que o que é escuridão para pássaros não o é para nós.

Na escala do odor muitos animais têm um domínio   mais amplo do que temos.

Nas escalas do tato   e da audição   morcego cego tem uma sensibilidade   maior que a nossa, como é o caso com determinados insetos.

Nossos sentidos têm um domínio mais limitado do que aqueles de muitas outras criaturas, e um domínio mais amplo do que de alguns. Nesse grau a extensão   de nosso conhecimento do universo é menor, ou maior, que deles. Nesse grau temos evidências experimentais que o universo é menos, ou mais, restrito do que aquele que conhecemos.

O «Nascimento» parece como se fosse uma materialização na tridimensionalidade de energia de dimensões além da capacidade perceptiva de nossos sentidos. Assim visto, o «nascimento» se torna um ponto arbitrário em um processo de crescimento.

Quando este processo alcança um certo estágio de desenvolvimento o fator energético parece ser retirado, o que resulta na dissolução da materialização tridimensional em constituintes químicos dos quais foi construída. Este incidente é conhecido como «morte».

Mas só estamos cognoscentes do aspecto tridimensional deste fenômeno, conhecido como uma «vida», apresentado a nós pelos nossos sentidos de modo serial no Tempo. Os segmentos tridimensionais, os quais são tudo que podemos ver de nossa totalidade quadrimensional (a qual é composta de tudo que o ser   «vivo» tem sido desde o «nascimento» mais tudo que será até a «morte»), deveria existir simultaneamente e compor um «entidade». Além do mais na dimensão acima ortogonalmente cada momento dessa «vida», sendo uma intercessão do Tempo e da Eternidade  , eternamente existe. Não pode, portanto, haver nenhum fim à «vida», cada momento da qual deveria existir simultaneamente e para sempre.

Se mais sentidos nos habilitassem a nos tornar cognoscentes de mais aspectos do universo poderíamos esperar perceber indivíduos, de vários gêneros, associados em uma maneira reminiscente das folhas de uma árvore — todas «crescendo» em um ramo, todas ligadas a um tronco, todas alimentando-se pelas mesmas raízes. Isso, talvez, seja porque gatos são gatos, todos e sempre gatos, e porque todos os homens têm percepções aproximadamente idênticas de tudo que são capazes de conhecer no universo.

Toda cognição é subjetiva. Similarmente nas percepções de indivíduos dentro de um gênero   podem ser devidas à identidade   básica.

A realidade objetiva do universo, se tal pode ser suposto existir, deve para sempre ser desconhecida para o homem assim como para o micróbio.

É o sexto sentido do homem, sua cognição de sua própria mente  , e isto somente, que o diferencia dos animais, e o dá a superioridade   técnica   que clama.

Original

Nine-tenths of the ideas which occupy our thoughts, which are the subjects of our conversations, discussions, discourses, public and private, have no existence in Reality.

Political, ethical, and social notions are in this category. They are phantasies, make-believe, comparable with children’s games of “let’s pretend.” (Ouspensky   found that he could obtain no answer to such questions, when he was in contact with the noumenal plane  , and when he sought the reason he found that it was because the questions referred to something that has no existence.)

Dogmas, religious, political, or moral, are ipso facto untrue. Truth itself cannot be expressed in words. Relative truth cannot be conveyed dogmatically. Yet we confound dogma   with truth! (See Chap. 13: Reality and Manifestation IV; Reality and the Ego, 2)

The unity, and ultimate identity, of what we distinguish as Spirit   and Matter, which is a metaphysical concept and a tenet of Zen, would seem to make it inevitable that what we see as “matter” may be regarded as that aspect of “spirit” which our senses are able to perceive. We perceive it as such—a fraction of it at a time—and are simple enough to suppose that what we perceive is the only reality.

We are only aware of that aspect of the universe of which the senses we possess are able to inform us.

An insect with antennae may have only one sense: his awareness   of the universe must be restricted relatively to ours. A man born blind is aware of less of the universe than a man with sight. An animal has five senses only: he has a psyche and uses it but, having percepts without concepts, is unlikely to be aware of it. A man has six senses—as oriental psychology has always understood—for he is aware of that aspect of the universe which is his mind. If we had further senses we may suppose that we should become aware of further aspects of the universe. To imagine that the universe is restricted to that of which we are aware is probably as ill-founded in our case as in that of the insect.

In the scale of colour we are only able to distinguish seven degrees, and that which is darkness to us is not darkness to the cat, while that which is darkness to birds   is not so to us.

In the scale of smell many animals have a wider range than we have.

In the scales of touch and sound the blind bat has a greater sensibility than ours, as is the case with sundry insects.

Our senses have a more limited range than those of many other creatures, and a wider range than that of some. To that degree the extent of our knowledge of the universe is less, or greater, than theirs. To that degree we have experimental evidence that the universe is less, or more, restricted than the one we know.

“Birth” looks as though it were a materialisation into tridimensionality of energy from dimensions beyond the perceptive capacity of our senses. So regarded, “birth” becomes an arbitrary point in a process of growth.

When this process reaches a certain stage of development the energising factor appears to be withdrawn, which results in the dissolution of the tridimensional materialisation into the chemical constituents out of which it was constructed. This incident is known as “death.”

But we are only aware of the tridimensional aspect of this phenomenon, known as “life,” presented to us by our senses serially in Time. The tridimensional segments, which are all we can see of our four-dimensional totality (which is composed of everything the “living” being has been since “birth” plus everything he will be until “death”), should exist simultaneously and compose an “entity.” Moreover in the further dimension at right-angles each moment of that “life,” being an intersection of Time and of Eternity, eternally exists. There can, therefore, be no end to “life,” every moment of which should exist simultaneously and forever.

If further senses enabled us to become aware of further aspects of the universe we might expect to perceive individuals, of every genus, associated in a manner reminiscent of the leaves of a tree—all “growing” on one branch, all attached to one trunk, all nourished by the same roots. That, perhaps, is why cats are cats, all and always cats, and why all men have approximately identical perceptions of everything they are able to know of the universe.

All awareness is subjective. Similarity in the perceptions of individuals within a genus may be due to basic identity.

The objective reality of the universe, if such can be supposed to exist, must forever be unknowable to Man as to Microbe.

It is man’s sixth sense, his awareness of his own mind, and that alone, which differentiates him from the animals, and gives him the technical superiority which he claims.

Ego - Elemento Ilusório


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