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Wei Wu Wei (OS:66) – A Demanda

quarta-feira 31 de agosto de 2022

    

tradução

ALGO COMO 99,9% dos interessados ​​parecem supor que é o negócio de uma identidade   convencer-se de que na verdade não é uma entidade.

Os 0,1% restantes parecem supor que é tarefa da não-entidade persuadi-los de que isso é tudo o que eles, como identidades, são de fato.

Mas todos estão assim tacitamente assumindo que há não-entidade, que é então a entidade que eles acreditam ser.

Fenomenicamente, não pode haver não-entidade sem entidade, nem entidade sem não-entidade, e noumenicamente não pode haver nenhuma das duas – uma vez que ambas são meros objetos conceituais.

O que esses 100% estão buscando, no entanto, é a ausência   de não-entidade (de aspectos positivos e negativos da entidade), mas enquanto eles estiverem procurando haverá uma entidade (ou uma não-entidade) buscando, e eles nunca encontrarão a ausência do que está presente  .

Esse é o todo  , o único “problema” – e é apenas aparente. É aparente precisamente porque aqueles que estão procurando ainda são identidades, e as identidades não podem encontrar sua própria ausência.

Um fenômeno auto-ancorado não pode encontrar o númeno   que é, assim como uma sombra não pode encontrar sua substância. É por isso que toda prática deve necessariamente ser fútil, e por que o exercício da volição deve necessariamente derrotar seus próprios fins.

É inútil que um objeto busque o sujeito   que ele é – pois somente o sujeito poderia buscar, e ele não pode se encontrar procurando – pois o buscado está necessariamente em outro lugar que não aquele que o busca, está em um momento diferente do tempo e em uma área de espaço diferente daquela que está procurando.

O buscador   aparente, porém, é o que é o tempo e o que é o espaço, ou seja, conceitos inferenciais, e o buscado é apenas mais um. Buscar e encontrar são outros novamente.

Na total ausência de todos esses conceitos, não há nada a procurar, nada a encontrar, e nenhuma entidade a fazer.

No abandono da busca, de todas as buscas, o buscador desaparece – e onde não há nada para ser encontrado, e ninguém para buscar, existe “ser”.

É por isso que a única prática possível é a total ausência de prática, a ausência de não-prática, pois na total ausência de prática não há praticante – e a identidade não existe mais.

Original

SOMETHING LIKE 99.9% of those interested seem to assume that it is the business of an identity to persuade himself that in fact he is no-entity.

The remaining 0.1% seem to assume that it is the business of non-entity to persuade them that such is all that they as identities factually are.

But all are thereby tacitly assuming that there is nonentity, which is then the entity which they believe themselves to be.

Phenomenally there cannot be non-entity without entity, nor entity without non-entity, and noumenally there cannot be either—since both are merely conceptual objects.

What these 100% are seeking, however, is the absence of non-entity (of both positive and negative aspects of entity), but as long as they are seeking there will be an entity (or a non-entity) seeking, and they will never find the absence of what is present.

That is the whole, the only, “problem”—and it is apparent only. It is apparent precisely because they who are seeking are still identities, and identities cannot find their own absence.

A self-anchored phenomenon cannot find the noumenon which it is, any more than a shadow can find its substance. That is why all practice must necessarily be futile, and why the exercise of volition must necessarily defeat its own ends.

It is vain for an object to seek the subject which it is—for only the subject could seek, and it cannot find itself by seeking—for the sought is necessarily elsewhere than that which seeks it, is in a different moment of time and in a different area of space from those of that which is seeking.

The apparent seeker, however, is what time is and what space is, that is, inferential concepts, and the sought is just another. Seeking and finding are others again.

In the total absence of all such concepts there is nothing to seek, nothing to find, and no entity to do either.

In the abandonment of the quest, of all questing, the questor disappears—and where there is no thing to be found, and no one to seek, “isness” is.

That is why the only possible practice is total absence of practice, the absence of non-practice, since in total absence of practice there is no practiser—and identity is no more.


Ver online : Wei Wu Wei – Open Secret