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Wei Wu Wei (TM:4) – cognoscente - cognoscer - cognoscido

segunda-feira 29 de agosto de 2022

    

tradução

Esta taça de champanhe, vejo sua cor, ouço seu borbulhar, inalo seu buquê, saboreio seu sabor  , sinto seu frescor e sua ausência   de forma, e conheço sua qualidade  . Na verdade, eu tenho completa cognição dela.

O que eu tive cognição? Champanhe. Mas o que é isso? Um conceito, champanhe-conceito. O que isso poderia ser além de ter cognição dela? Certamente não é nada além da cognição dela? O que mais poderia haver para ela ser? Se fosse outra coisa, como eu poderia saber que era outra coisa, ou o que era? Somente tendo cognição. Tenho alguma outra maneira de conhecer alguma coisa?

Então o que dela teve cognição? Um conceito indefinível chamado “mente  ” dela teve cognição. O que é esse conceito indefinível? Sendo um conceito, ela também é cognoscente – ‘cognoscente’ cognoscendo ‘cognoscer’?

É isso que tem cognição? O que mais poderia ser? E se fosse outra coisa, como eu poderia saber que é outra coisa, ou o que é isto? O que mais poderia haver para saber isto ou qualquer outra coisa?

Assim, ‘mente  ’ é o que cognosce, e o que é cognoscido é ‘mente’. E eles são “isto” – isto que cognosce e aquilo que é cognoscido.

Onde eu entro? Devo ser ‘isto e aquilo’, sujeito   e objeto! Evidentemente, inevitavelmente, devo ser esta “mente” que parece ser o cognoscedor, e esse champanhe que parece ser o cognoscido, o cognoscedor e o cognoscido, ambos e nenhum, tudo e nada.

‘Eu’ sou   Champagne Charlie!

Nota: O que você está dizendo? É vinho  , feito de uvas, dextrose e levulose transformadas por fermentos em álcool, ácido, gás carbônico, etc., etc.? É mesmo? E como você sabe disto? Memória? E o que é tudo isto? Conceitos. Resultados da cognição, o que é chamado de “conhecimento”. ‘Cognoscente’ cognoscendo ‘cognoscido’.

Original

This glass of champagne, I see its colour, I hear its sparkle, I inhale its bouquet, I taste its savour, I feel its coolness and formlessness, and I know its quality. In fact I completely cognise it.

What have I cognised? Champagne. But what is that? A concept, champagne-concept. What could that be apart from the cognising of it? Surely it is no thing whatever apart from the cognising of it? What else could there be for it to be? If it were something else, how could I know that it was something else, or what that was? Only by cognising. Have I any other way of knowing anything?

Then what cognised it? An indefinable concept called ‘mind’ cognised it. What is this indefinable concept? Being a concept, it too is cognising—-‘cognising’ cognising ‘cognising’?

It is this which cognises? What else could it be? And if it were something else, how could I ever know that it is something else, or what that is? What else could there be to know that or anything whatever?

So ‘mind’ is what cognises, and what is cognised is ‘mind’. And they are ‘this’—this which cognises and that which is cognised.

Where do I come in? I must be ‘this and that’, subject and object! Evidently, inevitably I must be this ‘mind’ which appears to be the cogniser, and that champagne which appears to be the cognised, the cogniser and the cognised, both and neither, all and no thing.

‘I’ am Champagne Charlie!

Note: What are you saying? It is wine, made from grapes, dextrose and levulose transformed by ferments into alcohol, acid, carbonic acid gas, etc., etc.? Is it indeed? And how do you know that? Memory? And what is all that? Concepts. Results of cognition  , what is termed ‘knowledge’. ‘Cognising’ cognising—‘cognising’.


Ver online : Wei Wu Wei – Tenth Man