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Wei Wu Wei (OS:34) – relação não-objetiva

sábado 3 de setembro de 2022

    

tradução

Auto-retrato

UMA RELAÇÃO NÃO-OBJETIVA consigo mesmo é não pensar   em si mesmo   como um objeto – não qualquer tipo de objeto, físico ou psíquico.

Saber que si mesmo não tem nenhuma qualidade   objetiva, não tem absolutamente nada de objetivo, é desprovido de qualquer traço de objetividade, é certamente saber o que se é, que, em termos metafísicos, é apenas a ausência   ela mesma, a própria ausência, da ausência, a total falta de qualquer caráter objetivo, natureza ou qualidade, ou seja, a ausência da ideia da ausência como da presença do perceptível e do concebível.

Retrato de você

Uma relação não objetiva com os outros, com todos os fenômenos sensíveis ou não, é deixar de considerá-los como objetos de si mesmo.

Sabendo que como objetos eles só podem ser aparição na consciência   – isto é, sem natureza ou qualidade em si (como fenômenos) – essa compreensão é apenas a eliminação do mal-entendido, do que é tecnicamente chamado de “ignorância”.

Sabemos também que nossos eus objetivos (aparentes) são igualmente desprovidos de natureza e qualidade, de modo que tanto o suposto sujeito   quanto seus supostos objetos são vistos instantaneamente como apenas aparição.

Percebemos então que o que todos nós somos não é diferente, e isso é a unicidade.

Não há “amor” nele – pois o amor é uma expressão   de separação – e essa forma grosseira de afetividade chamada “emoção” é substituída por afetividade pura, que é provavelmente o que se entende por karuna  , e que está intimamente associada ao que pode ser indicado pela palavra “deleite”. Não “amamos” os outros então: “somos” os outros e nossa relação fenomênica com “eles” é simples, direta, espontânea.

É imediatismo e sua única natureza é o deleite.

Original

Self-portrait

A NON-OBJECTIVE RELATION to oneself is not to think of oneself as an object—not any kind of object, physical or psychic.

To know that oneself has no objective quality whatever, has absolutely nothing objective about it, is devoid of any trace-element of objectivity, is surely to know what one is, which, in metaphysical terms, is just the absence itself, the very absence, of the absence, the total lack of any objective character, nature, or quality, that is the absence of the idea   of the absence as of the presence of the perceptible and the conceivable.

Portrait of You

A non-objective relation to others, to all phenomena sentient or non-sentient, is ceasing to regard them as the objects of oneself.

Knowing that as objects they can only be appearance in consciousness—that is, without nature or quality in themselves (as phenomena)—this understanding is merely the elimination of misunderstanding, of what is technically called “ignorance.”

We know also that our objective (apparent) selves are equally devoid of nature and quality, so that both supposed subject and its supposed objects are instantly seen to be appearance only.

We then realise that what we all are is not different, and that is at-one-ment.

There is no “love” in it—for love is an expression of separateness—and that crude form of affectivity called “emotion” is replaced by pure affectivity, which is probably what is meant by karuna, and which is closely associated with what may be indicated by the word “joy.” We do not then “love” others: we “are” others and our phenomenal relation with “them” is simple, direct, spontaneous.

It is immediacy and its sole nature is joy.


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