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Éthique, droit et politique

Schopenhauer (EDP) : o lado assustador da vontade

Philosophie du droit

mardi 14 septembre 2021

Excerto de SCHOPENHAUER, Arthur. Éthique, droit et politique. « Parerga et Paralipomena » (1851). Tr. d’Auguste Dietrich, février 1908. Paris : Félix Alcan, 1908 (doc Word)

tradução

Os filósofos da antiguidade reuniram na mesma ideia? muitas coisas? absolutamente heterogêneas ; cada Diálogo? Platão? nos fornece provas em massa?. A confusão mais grave deste tipo? é aquela entre ética? e política?. O Estado? e o reino? de Deus?, ou a lei? moral?, são coisas tão diferentes que o primeiro é uma paródia do segundo, uma amarga zombaria da ausência? deste último?, uma muleta em lugar? de uma perna, uma autômato? no lugar de um? homem?.

Os pseudo-filósofos de nosso tempo? nos ensinam que o Estado se propõe a promover os fins morais do homem ; mas isso não? é verdade?, ao invés o contrário que é verdadeiro?. O fim? do homem - uma expressão? parabólica - não é que ele aja assim ou não, porque todas as óperas, todas as coisas feitas, são por si mesmas indiferentes?. Não, o fim é que a vontade?, da qual cada homem é um espécime completo, ou melhor, esta vontade mesma, se volte para onde deve se voltar ; que o homem (a união? do conhecimento? e da vontade) reconheça esta vontade, o lado assustador desta vontade, que ele se reflita em suas ações? e em seus horrores. O Estado, que não visa senão a felicidade? geral?, entrava as manifestações da má vontade, e em nada? a vontade ela mesma, o que seria impossível?. É por essa razão? que é muito raro que um homem veja toda a abominação de seus atos no espelho destes. Ou você realmente acredita que Robespierre, Bonaparte, o imperador de Marrocos, os assassinos que você vê atuando, sejam os únicos perversos entre todos os homens ? Você não entende que muitos agiriam absolutamente como eles, se pudessem ?

[...]

Bonaparte não era realmente pior do que muitos homens, para não dizer a maioria. Ele possuía o egoísmo? muito usual que busca sua felicidade às custas dos outros. O que o distingue é simplesmente a maior força? com a qual ele satisfazia esta vontade, a maior inteligência?, razão e coragem? e, finalmente, o campo? de ação? favorável que lhe abriu o destino?. Graças a todas estas vantagens, ele fez por seu egoísmo o que milhares de pessoas gostariam de fazer por conta própria, mas não podem. Qualquer garoto fraco que obtenha, por pequena perversidade, uma pequena vantagem em detrimento de outros, por menos grave que seja este detrimento, é tão perverso quanto Bonaparte.

Aqueles que são embalados pela ilusão? de que há uma recompensa após a morte? gostariam que Napoleão expiasse por torturas incontáveis os inúmeros males que ele causou. Mas ele não é mais culpado do que todos aqueles que, tendo a mesma vontade, não têm a mesma força. Pelo fato? que ele possuía esta força rara, ele revelou toda a maldade? da vontade humana ; e os sofrimentos de sua época?, como o reverso da medalha, revelam a miséria inseparável da má vontade, cuja aparência?, em seu conjunto, é o mundo? ele mesmo. Mas o fim e a meta do mundo é precisamente que se reconheça por que miséria inominável a vontade está ligada à vida? e, na realidade?, se faz uma com ela. A aparição de Bonaparte, portanto, contribui muito para este fim. Que o mundo seja um agradável país de Cocagne, esse? não é o objetivo? desta aparição ; seu objetivo, pelo contrário, é que seja um drama em que a vontade de viver se reconheça e se separe. Bonaparte é simplesmente um poderoso espelho da vontade humana de viver.

A diferença? entre aquele que causa? o sofrimento? e aquele que o suporta, está somente no fenômeno?. Tudo isto é uma vontade única de viver, idêntica a grandes sofrimento ; e o conhecimento destes pode desviar e fazer cessar esta vontade.

Original

Les philosophes de l’antiquité ont réuni dans la même idée beaucoup de choses absolument hétérogènes ; chaque Dialogue de Platon nous en fournit des preuves en masse. La plus grave confusion de ce genre est celle entre l’éthique et la politique. L’État et le royaume de Dieu, ou la loi morale, sont choses tellement différentes, que le premier est une parodie du second, une amère moquerie de l’absence de celui-ci, une béquille au lieu d’une jambe, un automate au lieu d’un homme.

Les pseudo-philosophes de notre temps nous enseignent que l’État se propose de promouvoir les fins morales de l’homme ; mais cela n’est pas vrai, c’est plutôt le contraire qui est vrai. La fin de l’homme - expression parabolique - n’est pas qu’il agisse ainsi ou autrement, car toutes les opéra operata, toutes les choses faites, sont en elles-mêmes indifférentes. Non, la fin est que la volonté, dont chaque homme est un complet spécimen, ou plutôt cette volonté même, se tourne où elle doit se tourner ; que l’homme (l’union de la connaissance et de la volonté) reconnaisse cette volonté, le côté effrayant de cette volonté, qu’il se reflète dans ses actions et dans leurs horreurs. L’État, qui ne vise qu’au bonheur général, entrave les manifestations de la volonté mauvaise, nullement la volonté elle-même, ce qui serait impossible. C’est pour cette raison qu’il est très rare qu’un homme aperçoive toute l’abomination de ses actes dans le miroir de ceux-ci. Ou croyez-vous vraiment que Robespierre, Bonaparte, l’empereur du Maroc, les assassins que vous voyez rouer, soient seuls si méchants parmi tous les hommes ? Ne comprenez-vous pas que beaucoup agiraient absolument comme eux, s’ils le pouvaient ?

[...]

Bonaparte n’était réellement pas pire que beaucoup d’hommes, pour ne pas dire la plupart. Il était possédé du très habituel égoïsme qui cherche son bonheur aux dépens d’autrui. Ce qui le distingue, c’est simplement la force plus grande avec laquelle il satisfaisait à cette volonté, l’intelligence, la raison et le courage plus grands, et enfin le champ d’action favorable que lui ouvrit le destin. Grâce à tous ces avantages, il fit pour son égoïsme ce que des milliers de gens voudraient bien faire pour le leur, mais ne peuvent pas. Tout faible garçon qui se procure, par de petites méchancetés, un mince avantage au détriment des autres, si peu grave que soit ce détriment, est aussi méchant que Bonaparte.

Ceux qui se bercent de l’illusion? qu’il y a une récompense après la mort, voudraient que Napoléon expiât par des tortures indicibles les maux innombrables qu’il a causés. Mais il n’est pas plus coupable que tous ceux qui, ayant la même volonté, n’ont pas la même force. Par le fait qu’il possédait cette force rare, il a révélé toute la méchanceté de la volonté humaine ; et les souffrances de son époque, comme le revers de la médaille, révèlent la misère inséparable de la volonté mauvaise, dont l’apparition, dans son ensemble, est le monde lui-même. Mais la fin et le but du monde, c’est précisément qu’on? reconnaisse par quelle misère innommable la volonté est liée à la vie, et ne fait en réalité? qu’une avec elle. L’apparition de Bonaparte contribue donc beaucoup à cette fin. Que le monde soit un fade pays de Cocagne, ce n’est pas le but de cette apparition ; son but, au contraire, c’est qu’il soit un drame où la volonté de vivre se reconnaisse et s’écarte. Bonaparte est simplement un puissant miroir de la volonté humaine de vivre.

La différence entre celui qui cause la souffrance, et celui qui la subit, est seulement dans le phénomène. Tout cela est une seule volonté de vivre, identique à de grandes souffrances ; et la connaissance de celles-ci peut détourner et faire cesser cette volonté.


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