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Schopenhauer (MVR1:184-185) – o infundado de cada coisa na natureza

Livro II §24

mardi 14 septembre 2021

Excerto de SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e como representação. Primeiro Tomo. Tr. Jair Barboza. São Paulo : Editora UNESP, 2005. p. 184-185

— Pois em cada coisa? na natureza? há algo a que jamais pode ser? atribuído um? fundamento?, para o qual [I 148] nenhuma explanação é possível?, nem causa? ulterior pode ser investigada. Trata-se do modo? específico de seu atuar?, ou seja, justamente a [184] espécie? de sua existência?, sua essência?. Para cada efeito? isolado de uma coisa pode-se demonstrar a causa da qual se segue e que lhe permite o fazer-efeito exatamente agora?, exatamente aqui, mas nunca se pode demonstrar por que essa coisa em geral? atua e exatamente assim. Mesmo que não? possua outras qualidades e se trate apenas de uma partícula de poeira, ainda assim revelará aquele algo infundado, ao menos como gravidade e impenetrabilidade?. Esse? infundado, digo, é-lhe aquilo que no homem? é sua VONTADE? e, tanto quanto esta, conforme sua essência íntima, não está submetido à explanação, sim, é em si idêntico? à Vontade. Para cada exteriorização? da Vontade, para cada ato? isolado seu neste tempo?, neste lugar?, é possível demonstrar um motivo? do qual este ato, sob a pressuposição? do caráter? do homem, tinha de se seguir necessariamente. Mas que ele tenha tal caráter, que ele queira em geral, que dentre tantos motivos exatamente este e não outro?, sim, que algum tipo? de motivo movimente a Vontade, eis aí algo ao qual não se pode fornecer fundamento algum. Aquilo que para cada homem é seu caráter infundado, pressuposto? em qualquer explanação de seus atos a partir de motivos, é para cada corpo? orgânico? precisamente sua qualidade? essencial?, seu modo de atuar, cujas exteriorizações são ocasionadas por ação vinda de fora, enquanto a qualidade essencial mesma, ao contrário, não é determinada por coisa alguma externa a si, portanto é inexplanável. Suas exteriorizações isoladas, únicas pelas quais se torna visível, estão submetidas ao princípio? de razão? ; ela mesma, no entanto, é sem-fundamento. Em essência isso foi corretamente reconhecido pelos escolásticos, que a designaram forma? substantialis (Cf. Suarez?, Disput, metaph., disp. XV, sect. 1).


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