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La structure absolue

Abellio (SA) – A verdadeira estrutura sefirótica

CHAPITRE IX - L’impulsion christique et le couple Lucifer-Satan

dimanche 12 septembre 2021

ABELLIO, Raymond. La structure absolue. Paris : Gallimard, 1965, p. 350-351

§ XXXI. ÉMANATION ET FORMATION

A verdadeira estrutura sefirótica não é triangulação mas organização esférica em quadratura

Tradução

Dada a importância da estrutura sefirótica, não poderia insistir demais no fato que esta estrutura não explicita outra coisa que a dupla crucifixão. Em aparência, e segundo a disposição exotérica descrita pelo Zohar, as dez sephiroth são agrupadas em três triângulos planos superpostos mais um ponro. Compreendemos agora porque esta repartição não é senão um véu, e porque é preciso a organizar de outro modo para lhe fazer liberar seu sentido. Conforme às indicações da figura abaixo, é preciso reunir estes triângulos em quadrados enquadrando eles mesmo as duas esferas senários da emanação e da formação, das quais dissemos que se podia com efeito as considerar, como mundos completos ; e o conjunto, em sucessão, constitui o duodenário conjuminando visão e ato, ciência e gnose. Esta hierarquização de alto a baixo da emanação e da formação é evidentemente ainda uma vista inadequada ligada à temporalidade. Nesta visão totalmente exterior, o mundo? da criação é a « passagem » da a-temporalidade da emanação à temporalidade da formação, e inversamente o mundo da ação? é a « passagem » inversa da temporalidade da formação à a-temporalidade não mais da emanação mas da deidade mesma, presente no extremo-inferior como no extremo-superior. Disto resulta que as duas « passagens » indicadas acima não são simétricas, a primeira sendo intra-mundana, a segunda extra-mundana, e que a segunda amarra a manifestação na deidade enquanto a primeira não é senão um modo, uma amarra interior, em cada existente, deste mesma manifestação sobre ela mesma.

Original

Étant donné l’importance de la structure séphirotique, on ne saurait trop insister sur le fait que cette structure n’explicite pas autre chose? que la double crucifixion. En apparence, et selon la disposition exotérique décrite par le Zohar, les dix séphiroth sont groupées en trois triangles plans superposés plus un point. Nous comprenons maintenant pourquoi cette répartition n’est qu’un voile, et pourquoi il faut l’organiser autrement pour lui faire livrer son sens. Conformément aux indications de la figure ci-après, il faut rassembler ces triangles en carrés quadraturant eux-mêmes les deux sphères sénaires de l’émanation et de la formation, dont nous avons dit qu’on pouvait en effet les considérer, chacune en leur sens, comme des mondes [351] complets ; et l’ensemble, en succession, constitue le duodénaire conjoignant vision et acte, science et gnose. Cette hiérarchisation haut-bas de l’émanation et de la formation est évidemment encore une vue inadéquate liée à la temporalité. Dans cette vision tout extérieure, le monde de la création est le « passage » de l’a-temporalité de l’émanation à la temporalité de la formation, et inversement le monde de l’action est le « passage » inverse de la temporalité de la formation à l’a-temporalité non plus de l’émanation mais de la déité même, présente à Γ extrême-bas comme à l’extrême-haut. Il en résulte que les deux « passages » indiqués ci-dessus ne sont pas symétriques, le premier étant intra-mondain, le second extra-mondain, et que le second boucle la manifestation sur la déité tandis que le premier n’est qu’un mode, un bouclage intérieur, dans chaque existant, de cette même manifestation sur elle-même.