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Gregorio Nissa Anabasis

terça-feira 29 de março de 2022

A narração conduz nossa consideração, uma vez mais, ao mais alto da virtude em uma contínua subida. Aquele que foi fortalecido pelo alimento, e mostrou sua força na luta corpo a corpo com os inimigos, e venceu seus oponentes, é levado agora àquele inefável conhecimento de Deus, àquela teognosia. A narração nos ensina com isto, quais e quantas coisas é necessário ter chegado a bom termo na vida para nos atrevermos a nos aproximar, com o pensamento, da montanha da teognosia, suportar o fragor das trombetas, penetrar nas trevas onde está Deus, gravar nas tábuas os divinos mandamentos e se, por causa do pecado, se quebrarem aquelas tábuas, apresentar de novo a Deus as tábuas polidas a mão, para que os caracteres que foram destruídos nas primeiras sejam desenhados novamente pelo dedo divino. Talvez seja melhor adaptar nosso conhecimento à interpretação espiritual, seguindo passo a passo a ordem da narração. Quem segue Moisés e a nuvem, pois ambos servem de guia aos que avançam na virtude, Moisés representaria aqui os preceitos da Lei, e a nuvem a interpretação espiritual da Lei que nos serve de guia, quem com mente purificada na passagem da água depois de haver matado e apartado de si o que era estrangeiro experimentou a água de Mara, isto é, a água da vida afastada dos prazeres, a qual primeiro parece amarga e sem sabor aos que a experimentam, porem regala com uma sensação doce a quem aceitou o lenho; quem depois disto se deleitou com a beleza das palmeiras e das fontes evangélicas e da água viva ( Jo 4, 11 ) que é a pedra; quem foi saciado recebendo em si mesmo o pão do céu ( Jo 6, 32 ) e lutou valentemente contra os estrangeiros, cuja vitória foi causada pelas mãos levantadas do Legislador que prefiguram o mistério da cruz, este é levado à contemplação da natureza que tudo transcende. O caminho que o conduz a este conhecimento é a limpeza, não só do corpo, purificado com algumas aspersões, mas também a das vestes, lavadas de toda mancha com água. Isto significa que é necessário que quem está a ponto de ascender à contemplação dos seres esteja completamente limpo, de forma que seja puro e sem mancha na alma e no corpo, havendo lavado as manchas igualmente de uma e de outro. Assim apareceremos puros a quem vê o secréto ( Mt 6, 4 ) e o decoro exterior estará de acordo com a disposição interna da alma. Por ordem de Deus, as vestes são lavadas antes de subir a montanha ( Ex 19, 10 ), indicando-nos com o simbolismo das vestimentas o decoro exterior da vida. Com efeito, ninguém diria que uma mancha exterior do vestido se converte em obstáculo para a subida de quem se aproxima de Deus, a menos que com vestido se aluda convenientemente - penso - ao exterior das ocupações desta vida. Feito isto, e havendo afastado da montanha o mais possível o rebanho dos irracionais, Moisés empreende a ascensão aos mais altos conhecimentos ( Ex 19, 13 ). O não ter permitido a nenhum ser irracional aparecer na montanha significa, a meu ver, que na contemplação das realidades espirituais se transcende o conhecimento que provem da sensibilidade. De fato, é próprio dos seres irracionais deixar-se guiar pelos sentidos sem refletir. O sentido da visão é o guia dos sentidos; muitas vezes o ouvido desperta o impulso para alguma coisa. Todas as coisas através das quais se ativa a sensibilidade, têm um amplo espaço nos irracionais. Ao contrário, a contemplação de Deus não tem lugar nem no âmbito do que se vê, nem no âmbito do que se ouve. Não se prende e nenhum dos conceitos habituais. Nem o olho viu, nem o ouvido ouviu. Não consiste em nenhuma das coisas que ordinariamente sobem até o coração do homem ( 1Co 2, 9 ). Quem tenta ascender ao conhecimento das coisas do alto, deve limpar previamente seus costumes de todo impulso sensível e irracional, purificar qualquer opinião proveniente de um preconceito anterior ao pensamento, e afastar-se da relação ordinária com a própria companheira, isto é, com a sensibilidade que, de certa forma, está unida a nossa natureza como esposa e companheira. E purificado dela, enfrentar assim a montanha. SOBRE A VIDA DE MOISÉS: SEGUNDA PARTE CAPÍTULO 22.

A montanha verdadeiramente escarpada e de difícil acesso designa o conhecimento de Deus: a teologia. A turba apenas alcança chegar trabalhosamente até sua base. Porem, se se trata de algum Moisés, talvez suba um grande trecho, suportando no ouvido o fragor das trombetas que, como diz o texto da narração, se faz mais forte quanto mais se avança ( Ex 19, 19 ). Efetivamente, a pregação em torno da natureza divina é trombeta que golpeia o ouvido; parece já forte no começo, se faz maior e mais forte para o ouvido nas etapas finais. A Lei e os profetas proclamaram o mistério divino da Encarnação, porem as primeiras vozes eram muito débeis para alcançar os ouvidos dos indóceis. Por esta razão, a dureza de ouvidos dos judeus não percebeu o som das trombetas. Ao avançar, as trombetas, como diz o relato, se fazem mais fortes. Os últimos sons, emitidos através das pregações evangélicas, golpeiam os ouvidos pois, através destes instrumentos, o Espírito ressoou com maior clareza para aqueles que vieram depois, e produziram um ruído mais vigoroso. Os instrumentos que clamam no Espírito são os profetas e os apóstolos. Como diz a salmodia, seu clamor chegou a toda a terra e suas palavras aos confins do mundo ( Sal 18, 5 ). Que a multidão não tenha podido suportar a voz que vinha do alto e tenha encarregado Moisés de conhecer por si mesmo os mistérios ocultos e comunicar ao povo a doutrina que houvesse aprendido através do ensinamento divino ( Ex 19, 23-24 ), também isto está entre as coisas praticadas na Igreja: nem todos se lançam à compreensão dos mistérios mas elegem entre eles quem possa perceber as coisas divinas, prestam-lhe ouvidos confiantemente e tomam como digno de fé tudo quanto ouçam aqueles que tiverem sido iniciados nos mistérios divinos. Não todos - diz - são apóstolos, nem todos profetas ( 1Co 12, 29 ). Isto não está sendo observado muito hoje nas igrejas. Muitos que têm necessidade de se purificar de ações passadas, sem lavar-se e ainda com manchas em torno de suas vidas, colocando ante si mesmos a irracionalidade do sensível, cometem a ousadia de tentar a divina ascensão. Daí serem apedrejados por seus próprios raciocínios. Com efeito, as opiniões heréticas são realmente pedras que matam o próprio inventor de doutrinas perversas. Que significa o fato de Moisés penetrar as trevas e nelas ver Deus? O que se narra aqui parece contrário à primeira teofania ( Ex 20, 21 ). Pois então a divindade foi vista na luz; agora, nas trevas. Não pensemos que isto destoa quanto à coerência com o que consideramos em nossa interpretação espiritual. Através disto, o texto nos ensina que o conhecimento da piedade, no começo, se faz luz em quem o recebe. De fato, concebemos como trevas o contrário da piedade, e o afastamento das trevas é produzido pela participação na luz. Mas a seguir a mente, avançando na compreensão do conhecimento dos seres mediante uma atenção sempre maior e mais perfeita, quanto mais avança na contemplação, tanto mais percebe que a natureza divina é invisível. Em conseqüência, abandonando tudo o que é visível, não só tudo o que está no campo da sensibilidade, mas também tudo quanto a inteligência parece ver, marcha sempre para o que está mais oculto, até penetrar, com o trabalho intenso da inteligência, no invisível e incompreensível, e ali vê Deus. Nisto consiste o verdadeiro conhecimento do que buscamos, em ver no não ver, pois o que buscamos transcende todo o conhecimento, totalmente circundado pela incompreensibilidade como por trevas. Por esta razão disse o elevado João que esteve nas trevas luminosas: A Deus nunca ninguém viu ( Jo 1, 18 ), definindo com esta negação que o conhecimento da essência divina é inacessível não só aos homens, senão também a toda natureza intelectual. SOBRE A VIDA DE MOISÉS: SEGUNDA PARTE CAPÍTULO 23.

Assim pois, quando Moisés cresce em conhecimento, confessa que vê Deus nas trevas, isto é, que agora sabe que a Divindade, por sua própria natureza, é algo que supera todo conhecimento e toda compreenção. Moisés - disse - entrou nas trevas, onde estava Deus ( Ex 20, 21 ). Que Deus? Aquele que fez das trevas seu esconderijo ( Sal 17, 12 ), como disse Davi, o qual foi iniciado nos mistérios secretos no mesmo santuário. Chegando ali, Moisés recebe de novo por meio da palavra os mandamentos que recebeu por meio das trevas, para que - assim creio -, nos confirmasse os ensinamentos sobre estas coisas com o testemunho da palavra divina. Pois em primeiro lugar, a palavra divina proíbe que os homens comparem a Divindade com alguma das coisas conhecidas, porque todo conceito, elaborado pelo entendimento com uma imagem sensível para conhecer e alcançar a natureza divina, dá uma imagem falsa de Deus, e não dá a conhecer o próprio Deus. A virtude da piedade tem dois aspectos: o que concerne a Deus e o que concerne à retidão dos costumes, pois a pureza de vida é uma parte da piedade. Moisés, ao aprender em primeiro lugar o que é necessário saber a respeito de Deus, que conhecê-lo consiste em não formar nenhuma idéia dEle a partir das coisas conhecidas segundo a forma humana de conhecer, entende também a outra face da virtude, ao aprender com que modo de viver se conduz retamente a vida virtuosa. Depois disto Moisés chega à tenda não feita por mão de homem. Quem o seguirá em seu caminhar através destas realidades e em seu elevar-se a tal altura com a mente, a ele, que subindo mais e mais, se eleva constantemente acima de si mesmo em ascensão às coisas mais altas? Primeiro abandonou a base da montanha, separando-se daqueles que careciam de forças para a ascensão. Depois, tendo chegado ao alto da subida, agüenta nos ouvidos o fragor das trombetas. Depois destas coisas, penetra no santuário secreto da teognose. Porem tampouco aqui permanece quieto, mas ascende até a tenda não feita por mão de homem ( Hb 9, 11 ). Pois quem se elevou com tais ascensões encontra aqui o término. Parece-me que a trombeta celeste, interpretada de outra forma, se converte, para quem a ouve, em guia do caminhar até o que não está feito por mão de homem. Pois a harmonia das maravilhas existentes no céu grita a sabedoria divina que resplandece no universo e proclama por meio das coisas visíveis a grande glória de Deus, conforme o que foi dito: os céus proclamam a glória de Deus ( Sal 18, 2 ). Esta, com a claridade e sonoridade de seu ensinamento, se converte em trombeta de grande voz, como disse um dos profetas: o céu fez soar a trombeta no alto ( Eclo 45, 20 ). Quem purificou o ouvido do coração e o tornou sensível, depois de acolher este som - refiro-me ao que se origina da contemplação dos seres e que leva ao conhecimento do poder divino -, é guiado por ele até penetrar com o pensamento ali onde está Deus. Isto é chamado trevas pela Escritura, para indicar, como dissemos, o incognoscível e o invisível; tendo chegado ali vê aquela tenda não feita por mão de homem e mediante uma imitação material a dá a conhecer aos que estão abaixo. SOBRE A VIDA DE MOISÉS: SEGUNDA PARTE CAPÍTULO 24.

Afirma-se que a Divindade é o Bem essencial. Pois bem, o que tem uma natureza distinta do bem é alheio ao bem, e o que é alheio ao bem pertence à natureza do mal. Demonstra-se que o continente é maior que o contido. Segue-se necessariamente que os que julgam que a Divindade está contida em um limite, devem admitir também que está abarcada pelo mal. Sendo evidentemente menor a natureza do contido que a do continente, segue-se a superioridade do mais vasto. Portanto quem encerra a Divindade em um limite estabelece que o bem está dominada por seu contrário. Porem isto é absurdo. Não se pensará, pois, em nenhum limite da natureza infinita. O que não está limitado não tem uma natureza que possa ser compreendida. Eis aqui porque todo o desejo do bem, que atrai para aquela ascensão, cresce constantemente junto com a trajetória de quem se apressa para o bem. Isto é ver realmente a Deus: não encontrar jamais a saciedade do desejo. É totalmente inevitável que quem vir se inflame em desejos de ver ainda mais, precisamente por causa daquelas coisas que é possível ver. E desta forma nenhum limite interromperá o progresso na ascensão a Deus, por não haver limite no bm, nem ser interrompido por nenhuma fartura o aumento do desejo do bem. Qual é aquele lugar perto de Deus? Que é a pedra? E qual é novamente a fenda na pedra? Que é a mão de Deus que tapa a fenda da pedra? Que é a passagem de Deus? Que são suas costas, cuja visão promete Deus a Moisés quando pedia para ver sua face? É necessário que cada um destes dons seja verdadeiramente grande e digno da magnificência do doador, ao ponto de julgar uma promessa mais esplêndida e elevada que todas as teofanias outorgadas já ao grande servidor. Porem, como pode alguém deduzir destas palavras acima com que Moisés pede subir depois de tantas ascensões, e a cuja subida Aquele que faz cooperar todas as coisas para o bem de quem ama a Deus ( Rm 8, 28 ) conduz dizendo: Eis aqui um lugar junto de mim ( Ex 33, 21 )? Eis aqui uma interpretação que se harmoniza facilmente com as coisas que já consideramos. Ao falar do lugar, não delimita quantitativamente o que lhe mostra, pois não existe medida do que carece de quantidade, mas conduz o ouvinte ao infinito ilimitado por meio da consideração do limitado por uma medida. O relato parece significar isto: Posto que o desejo te lança ao que está adiante e não tens nenhuma fartura em tua corrida, e o bem não tem limite algum, mas o desejo se orienta sempre àquilo que é ainda maior, há tanto lugar junto a mim, que quem corre nele jamais poderá alcançar o final da corrida. Porem, de outro ponto de vista, a corrida é quietude. Coloca-te - diz - sobre a fenda ( Ex 33, 21 ). SOBRE A VIDA DE MOISÉS: SEGUNDA PARTE CAPÍTULO 38.

O Senhor no Evangelho, com sua própria voz, para que nos mantivéssemos afastados deste mal, cortou o caminho, como raiz da paixão, da concupiscência que nasce do olhar, quando ensina que quem admite a paixão com a vista, abre, contra si mesmo, a porta da enfermidade ( Mt 5, 28 ). As paixões perversas, como a peste, uma vez que tiverem dominado os pontos chaves, só cessam com a morte. Penso que não é necessário alargar o discurso apresentando ao leitor toda a vida de Moisés como exemplo de virtude. Com efeito, para quem se esforça por uma vida mais elevada, as coisas que já foram ditas servirão de não pequeno alimento para a verdadeira filosofia, enquanto que quem se encontra sem forças para os trabalhos da virtude não obteriam maior proveito com um escrito mais prolixo. Sem dúvida, para que não se esqueça a definição dada no começo na qual se baseava nosso discurso - que a vida perfeita é aquela à qual nenhum limite impede avançar, e que o constante progresso da vida ao melhor é para a alma o caminho para a perfeição - talvez seja bom que, levando o discurso até o final da vida de Moisés, se demonstre que a definição de perfeição que foi dada está certa. Com efeito, Moisés havendo se elevado durante toda a vida com estas ascensões, não duvidou em elevar-se sempre sobre si mesmo, de forma - penso - que sua vida perece em todas as coisas com a da águia, mais celestial e elevada que as nuvens, voando em círculos na abóbada celeste da ascensão espiritual. Nasceu quando entre os egípcios se tinha como um delito que nascesse um hebreu. Como o tirano castigasse então com a lei, ele foi superior à lei que dava morte, pois foi salvo primeiro por seus progenitores e, depois, pelos que haviam estabelecido a lei. E aqueles que haviam procurado sua morte com a lei, esses não só tomaram sobre si o cuidado de sua vida mas também o de uma educação bem planejada, conduzindo o menino através de toda a sabedoria. Depois disto, faz-se superior à honra humana e mais elevado que a dignidade régia, julgando que era mais forte e mais régio ter, em vez de servidores e da pompa real, a guarda da virtude e adornar-se com sua beleza. Depois disto, salva seu compatriota e fere com um golpe o egípcio, os quais, considerando-os à luz da interpretação espiritual, entendemos como o inimigo e o amigo da alma. Imediatamente faz do silêncio mestre de elevados ensinamentos, e desta forma ilumina seu espírito com a luz que resplandece da sarça. E então se apressa por fazer seus compatriotas partícipes dos bens que lhe foram dados por Deus. Com isto deu uma mostra dupla de sua virtude: com golpes variados e sucessivos mostrou, frente aos inimigos, sua força defensiva e, a seus compatriotas, sua força benfazeja. Conduz a pé através do mar este povo, sem haver preparado para si uma frota de navios, mas aprovisionando-os para a navegação com a fé como se fosse um navio; faz do abismo terra firme para os hebreus, e da terra firme, mar para os egípcios. Então os cantos de vitória. É guiado pela coluna de nuvem. É iluminado pelo fogo do céu. Prepara uma mesa com alimentos do alto. Sacia a sede com água da rocha. Eleva as mãos para a destruição dos amalecitas. Sobe à montanha. Entra nas trevas. Ouve a trombeta. Aproxima-se da natureza divina. Entra dentro do tabernáculo divino. Organiza o sacerdócio. Constrói a tenda. Regula a vida com leis  . Leva a bom termo as últimas lutas da forma que explicamos. Para culminar suas obras retas, castigou a impureza por meio do sacerdócio: isto é o que significa a cólera que, através de Finéias, se levantou contra a paixão. Depois destas coisas, se aproxima da montanha do descanso. Não caminha da terra daqui de baixo até a que, em razão da promessa, olha todo o povo. Ele, que se esforçou por viver do alimento que mana do céu, não experimenta mais um alimento terreno, mas elevado ao alto, acima mesmo da montanha, como um hábil escultor que trabalha a estátua inteira de sua vida, ao término de seu trabalho, pôs fim, sem coroa, à obra. Que diz o relato sobre isto? Que Moisés morreu, servo do Senhor segundo a palavra de Deus, e que ninguém conheceu seu sepulcro; que seus olhos não se apagaram, nem seu rosto se corrompeu ( Dt 34, 5-7 ). Aprendemos que, depois de haver passado por tantos trabalhos, é considerado digno deste nome sublime, a ponto de ser chamado servidor de Deus, que é o mesmo que dizer que foi superior a tudo. Com efeito, nada serviria a Deus se não houvesse chegado a ser superior a tudo o que está no mundo. Para ele, este é o final da vida virtuosa dirigida pela palavra de Deus. A história a chama morte, morte vivente, que o sepulcro não é capaz de conter, sobre a qual não se levanta um túmulo, que não leva a cegueira aos olhos, nem a corrupção ao rosto. SOBRE A VIDA DE MOISÉS: SEGUNDA PARTE CAPÍTULO 47.


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