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Gregorio Palamas

terça-feira 29 de março de 2022

    

Biografia e bibliografia
Segundo a apresentação da versão francesa Gregório Palamas foi iniciado por Teoleptos da Filadelfia   - Teoleptos e Niceforo o Solitario - Nicéforo, sendo então apenas um monge   como todos os hesicastas consagrado ao silêncio  , á solidão  , à edificação, a inteligência   toda absorvida na Kyrie Eleison   - oração   do coração   e na compaixão. Mas o hesicasmo foi atacado em sua linha de frente (Constantinopla, Monte Athos, e Tessalônica) pelos defensores de uma abordagem intelectual que rompia com a rede muito densa de referências e de reflexões tecida por dez   séculos de tradição   teológica e de exercício monástico. Gregório Palamas foi chamado a fazer face  , na adversidade   e na perseguição, como no reconhecimento e na responsabilidade   eclesiais. Sua obra foi assim marcada em grande parte por uma controvérsia crucial sobre a relação do incriado e do criado, sobre o sentido da inteligência, sobre a compreensão de Deus  , sobre o conhecimento do mundo, e finalmente sobre o curso e a finalidade da civilização: um debate   críptico, mas fundamental, na aurora   dos tempos modernos.

A Philokalia   nos dá desta obra considerável uma mistura de textos onde se cruzam a edificação e a controvérsia.

Na Internet:

Decálogo das leis que deu o Cristo  :
Faz remontar os mandamentos de Deus ao amor e à liberdade evangélicas. As leis de Moisés têm todas como primeiro mandamento  : «Amarás o Senhor teu Deus». Ora o Senhor é o Cristo. As interdições da lei só fazem portanto balizar a via estreita que leva a porta   estreita: as leis têm seu fim no Cristo. Assim sendo a conduta cristã é menos guiada pela observância que pela «imantação». A lei só foi dada para ser realizada no estado de graça  . A exigência evangélica a leva assim além de seus próprios limites, aí onde ela não tem mais lugar de se impôr à vida. É a vida que por conseguinte toda consagrada a Deus na pessoa do Cristo. «Guarde os preceitos, diz Gregório, para depôr na alma   os tesouros da piedade».

Sobre os santos hesicastas:
Escrito por volta de 1338, trata do exercício da inteligência. Está no coração do debate entre Gregório e Barlaam. A inteligência humana se une à inteligência divina, à inteligência anterior  , sem outro conhecimento que aquele do fogo  , o qual Gregório diz ser o «retorno à origem».

Sobre a oração e a pureza do coração:
As condições desta oração e desta pureza são a humildade e a compunção.

150 capítulos físicos, teológicos, éticos e práticos:
Redigido por volta de 1350 é a obra maior juntamente com as «Tríades para a defesa dos santos hesicastas». Primeiros capítulos (1-33) consagrados ao conhecimento do mundo natural criado, conhecimento «parcial», que passa pelo homem   e finaliza no homem. O homem é assim chamado a se conhecer a si mesmo  . Em seguida o homem é votado ao conhecimento de Deus, à teologia, e a sua consagração pessoal a Deus pela ética e a ascese   (capítulos 34-63). No final da obra (capítulos 64-150) repreende palavra por palavra as controvérsias anteriores com Barlaam e outros adversários.

Tomo hagiorítico dobre os santos hesicastas:
Resposta   às acusações de Barlaam, defendendo a posição   dos hesicastas e o bem fundamentado da doutrina   ortodoxa da osmose humana do incriado e do criado.


Excertos:

Ver online : Philokalia