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Diálogos de Platão

Platão (Parmênides 137c-142a) – O Uno é Uno (absoluto)

Segunda Parte

mercredi 21 avril 2021

PLATON Platão
Platon
Plato
Platón
Platão (grego Πλάτων, Platon) (427-348 aC)
. Parmênides Parmenides
Parménide
Parmênides
Parmênides de Eléia, pré-socrático pitagórico do século VI-V aC
. Tr. Carlos Alberto Nunes. Grupo Acrópolis (doc)

PLATON. Oeuvres complètes. Tr. Victor Cousin. Paris : Arvensa (ebook)

PLATO. The Dialogues of Plato. Tr. Benjamin Jowett. (ebook)

Nunes

Então, comecemos, teria dito. Se existe o Uno, esse uno não poderá ser múltiplo.

Como fora possível ?

Nem terá partes nem poderá ser um todo.

Por quê ?

É que a parte terá de ser parte de algum todo.

Certo.

E o todo ? Não é só o que nada lhe falta que poderá ser todo ?

Perfeitamente.

De um jeito ou de outro, o Uno teria de ser composto, ou o designemos como um todo ou como constituído de partes.

Necessariamente.

Em ambos os casos, pois, o Uno seria múltiplo, não um.

Sem dúvida.

Porém não deverá ser múltiplo, porém Uno.

Isso mesmo.

X - Logo, para que Uno seja um, não poderá ser um todo nem há de ter partes.

Não, de fato.

Ora, não sendo constituído de partes, não terá começo nem meio nem fim, pois tudo isso já seriam suas partes.

Certo.

E o começo e o fim, não são o limite de tudo ?

É evidente.

Logo, o Uno é ilimitado, visto não ter começo nem fim.

Sim, ilimitado.

E também carecerá de forma ; não participa nem do redondo nem do reto.

Por quê ?

Redondo não é o que tem todas as extremidades a igual distância do centro ?

Isso mesmo.

E reto, não é o que tem o meio na frente das duas extremidades ?

Certo.

Logo, o Uno teria partes e seria múltiplo, se participasse da forma reta ou da circular.

Perfeitamente.

Não é, por conseguinte, nem reto nem circular, visto não ser constituído de partes.

É justo.

Mais : sendo o que é, não está em parte alguma ; não poderá estar nem noutra coisa nem em si mesmo.

Como assim ?

Se estivesse em outro coisa, ficaria envolvido por aquilo em que se encontrasse, passando a ter, por conseguinte, inúmeros pontos de contacto com essa coisa. Ora, o que é uno e sem partes e não participa do círculo, de jeito nenhum poderá ter no seu contorno tantos pontos de contacto.

Impossível.

E também, se estivesse em si mesmo, só teria a si próprio como envoltório de si mesmo, pois só estaria em si mesmo, por não ser possível estar em algo sem ser envolvido.

Impossível, realmente.

Logo, uma coisa é o envolvente e outra o envolvido, pois, como tudo, não poderá atuar? ao mesmo tempo como agente e como paciente ; nessa hipótese, o Uno deixaria de ser um para ser dois.

Isso mesmo.

O Uno, por conseguinte, não está em parte alguma, nem em si mesmo nem no que quer que seja.

Não está, realmente.

XI - Considera agora se em tais condições ele se acha em repouso ou em movimento.

Por que não ?

Porque se se movimentasse, ou ele se deslocaria ou se alteraria, pois não há outras modalidades de movimento além dessas duas.

Certo.

Ora, vindo o Uno a alterar-se em si mesmo, não poderia continuar a ser um.

Impossível.

Logo, não sofre alteração nenhuma.

Não, evidentemente.

E porventura se desloca ?

Talvez.

Se o Uno mudasse de lugar , ou giraria em círculo em torno de si mesmo ou passaria de um ponto para outro.

Necessariamente.

Se se movimentasse em círculo, não seria forçoso possuir um centro, em torno do qual girariam suas partes ? Mas, de que jeito poderá movimentar-se em círculo o que não tem nem centro nem partes ?

Não é possível.

Se mudar de lugar, com o tempo terá de estar noutro ponto ; não é assim que ele se movimenta ?

Sim, se tiver de mover-se.

Porém já não vimos que não poderá estar no que quer que seja ?

Vimos.

E não é mais impossível, ainda, chegar até aí ?

Não compreendi.

Para o Uno alcançar alguma coisa, não será inevitável não achar-se ainda nessa coisa no processo de alcançá-la, nem inteiramente fora dela, visto estar prestes a alcançá-la ?

Forçosamente.

Se há o que seja susceptível disso, é o que for provido de partes uma das quais terá de estar dentro de algo diferente, enquanto a outro ainda estiver fora. Mas o que lhe faltar partes, de jeito nenhum poderá estar ao mesmo tempo inteiramente fora ou inteiramente dentro do que quer que seja.

É muito certo.

E o que nem é composto de partes nem é um todo, não lhe será mais impossível, ainda, chegar a qualquer ponto, já que não poderá fazê-lo nem por partes nem como um todo ?

Evidentemente.

Logo, nem pode deslocar-se nem atingir determinada meta de mudar de lugar, nem girar no mesmo ponto sem modificar-se.

Parece mesmo que não.

Então, o Uno não é movido por nenhuma modalidade de movimento.

Isso mesmo ; é imóvel.

Como também dissemos não lhe ser possível estar em qualquer coisa.

Dissemos.

Logo, nunca poderá estar sempre no mesmo lugar.

Como assim ?

Porque, nessa hipótese, teria de estar precisamente no mesmo lugar em que se encontra.

Perfeitamente.

Porém já vimos que ele não pode estar nem nele mesmo nem noutra coisa.

Não pode, com efeito.

O Uno, portanto, nunca está no mesmo lugar.

Não está, ao que parece.

Mas o que nunca se acha no mesmo lugar, não está em repouso nem fica estacionário.

É o que se dá, realmente.

Ao que parece, então, o Uno não está nem em repouso nem em movimento.

É a conclusão que se impõe.

Mais, ainda : não poderá ser idêntico a si mesmo nem a outra coisa, como também não poderia ser diferente de outra coisa nem de si mesmo.

Como assim ?

Se fosse diferente de si mesmo, seria outro, com o que deixaria de ser um.

É muito certo.

Se fosse o mesmo que outro, seria esse outro, com o que não poderia ser ele mesmo. Desse modo, deixaria de ser o que é, a saber, Uno, para ser diferente de um.

Sem dúvida.

Logo, não terá de ser idêntico a outra coisa nem diferente de si mesmo.

Não, de fato.

E também não poderá ser diferente de outro, enquanto for um, pois não condiz com o um diferir do que quer que seja ; só os diferentes podem diferir entre si, mais nada.

Certo.

Não é por ser um que terá de ser outro. Ou achas que não ?

De forma alguma.

Se não o for por isso, não será por si mesmo, e se não for por si mesmo, também não será ele mesmo. Não sendo diferente de jeito nenhum, não poderá ser diferente do que quer seja.

Certo.

Como também não será idêntico a si mesmo.

Por que não ?

Porque o Uno e o idêntico são de naturezas diferentes.

Como assim ?

Porque quando uma coisa se torna idêntica a outra, não fica una.

E daí ?

Depois de tornado múltiplo, o idêntico será necessariamente múltiplo, não uno.

É muito certo.

Se o Uno e o idêntico não diferirem em nada, sempre que uma coisa ficasse idêntica a outra, ficaria una, e o inverso : quando se tornasse una, ficaria idêntica.

Perfeitamente.

Se o Uno tiver de ser idêntico a si mesmo, não será uno consigo mesmo, e assim ele, sendo um, deixaria de ser um, o que é de todo o ponto impossível. Logo, não é possível ao Uno ser diferente de outra coisa ou idêntico a sim mesmo.

Impossível.

Dessa maneira, o Uno não poderá ser nem diferente nem idêntico, tanto em relação consigo mesmo como com outra coisa.

Sem dúvida.

Por outro lado, não poderá ser nem semelhante nem dissemelhante a si mesmo ou ao que quer que seja.

Por quê ?

Porque semelhança comporta alguma identidade.

Certo.

Porém já vimos que a natureza? do idêntico difere da do Uno.

Vimos, realmente.

Ora, se com o Uno se passar algo diferente do seu próprio caráter, só por isso tornar-se-á mais do que um, o que não é possível.

Sem dúvida.

Logo, de nenhum jeito poderá o Uno ser idêntico a si mesmo nem a outra coisa.

De modo nenhum.

Como não poderá ser semelhante a si mesmo nem ao que quer que seja.

Parece mesmo que não pode.

Assim não poderá dar-se que o Uno fique diferente, pois nessa hipótese ele se tornaria mais do que um.

Tornar-se-ia, sem dúvida.

Ora, o que dica diferente de si mesmo ou de outra coisa, torna-se dissemelhante a si mesmo ou a outra coisa, visto ser semelhante o que recebe influência idêntica.

Certo.

Assim, o Uno, como parece, não sendo possível de nenhuma diferença, de jeito nenhum poderá ser dissemelhante nem de si mesmo nem de outra coisa.

Em absoluto?.

Não poderá ser, portanto, semelhante nem dissemelhante, nem com relação a si mesmo nem com relação a si mesmo nem com qualquer outra coisa.

Parece mesmo que não pode.

Pelo mesmo estilo, sendo o que é, não poderá ser nem igual nem desigual a si mesmo ou a outra coisa ?

Como ?

Sendo igual, teria de ter as mesmas medidas daquilo a que é igual.

Certo.

Para ser maior ou menor do que as coisas que lhe são comensuráveis, terá de ter medidas maiores do que as coisas menores, e o inverso : medidas menores do que as coisas maiores.

Certo.

Em confronto com as coisas não comensuráveis, terá de ter medidas menores do que umas e maiores do que outras.

É evidente.

Mas não é impossível que o que não participa absolutamente do idêntico seja idêntico a outra coisa, em relação a medidas ou ao que quer que seja ?

Impossível.

Como não poderá ser igual a si mesmo nem a outra coisa, visto não ter as mesmas medidas.

É evidente.

Porém quer tenha medidas maiores, quer menores, quantos medidas tiver, tantas serão as suas partes, deixando, por isso mesmo, de ser um, para ser múltiplo na mesma proporção daquelas medidas.

Certo.

Se só tivesse uma medida, seria igual a ela ; porém já vimos não lhe ser possível ser igual a coisa alguma.

Vimos, realmente.

E uma vez que não apresenta nenhuma medida, nem muitas nem poucas, e não participa de nenhum modo do idêntico, jamais poderá ser igual a si mesmo ou ao que quer que seja, como também não será maior nem menor do que ele próprio ou do que seja o que for.

Tudo se passa exatamente desse modo.

XII - E agora ? Concebes que o Uno possa ser mais moço ou mais velho do que outra coisa, ou ter a mesma idade ?

Por que não ?

Porque para ser da mesma idade que ele mesmo ou que outra coisa qualquer, terá de participar da igualdade ou da semelhança com relação ao tempo, o que já vimos não ser possível com o Uno, nem quanto à igualdade nem quanto à semelhança.

Já vimos, realmente.

Como também dissemos que não participa nem da dissemelhança nem da desigualdade.

Dissemos, realmente.

De que modo, então, se ele é desse jeito, poderá ser mais velho ou mais novo ou da mesma idade do que quer que seja.

Não é possível.

Logo, não poderá ser nem mais moo nem mais velho nem da mesma idade do que ele mesmo ou do que qualquer outra coisa.

É evidente.

Sendo assim constituído, é absolutamente impossível que o Uno esteja no tempo, pois não é de toda a necessidade?, se alguma coisa estiver no tempo, que fique cada vez mais velha do que ela mesma ?

Forçosamente.

E o mais velho, não é mais velho, sempre, do que algo mais moço.

Como não ?

Ora, ficar mais velho do que ele mesmo, será, a um só tempo, ficar mais moço do que ele mesmo, se tivermos de buscar algum ponto de referência para o que fica mais velho.

Que queres dizer com isso ?

É o seguinte : Se uma coisa é diferente de outra, não pode vir a ficar diferente do que já é diferente dela ; do que é diferente, ela difere ; do que ficou diferente, diferia, e do que vier a ficar diferente, diferirá. Mas, do que se torna diferente, poderá ter sido, nem é nem poderá vir a ser diferente ; torna-se diferente, nada mais.

Necessariamente.

Assim, também, o que se diz Mais velho, é uma diferença relativa a Mais moço ; nada mais.

Isso mesmo.

Logo, o que vai ficando mais velho do que ele mesmo, terá fatalmente de ir ficando mais moço com relação a si próprio.

Parece.

Mas nesse processo ele não poderá ficar nem mais tempo nem menos tempo do que ele mesmo ; de forma que será sempre no mesmo espaço de tempo que ele pode tornar-se ou ser ou ter sido ou vir a ser.

Isso também é inevitável.

É, por conseguinte, inevitável, como parece, que tudo o que se encontra no tempo e dele participa, tenha consigo a mesma idade e seja simultaneamente e mais velho e mais moço do que ele próprio.

Talvez.

Mas o Uno nunca participou de semelhantes contingências.

Nunca, realmente.

Não está, portanto, em nenhuma relação com o tempo ; não está em nenhum tempo.

Não, de fato, conforme o demonstra nosso argumento.

E então ? A expressões Era, Foi, Tornou-se, não parece significarem participação de um tempo pretérito ?

Sem dúvida.

E agora : Será, Tornar-se-á, Virá a ser feito, não apontam para o futuro, para um tempo por vir ?

Sim.

E esse É e esse Torna-se, não indicam o presente ?

Sem dúvida.

Logo, se o Uno não participa em absoluto de nenhum tempo, ele nunca foi no passado, nem era nem se tornou, como no presente nem é nem chega a ser nem se forma, e também não chegará a ser nem se formará nem será no futuro.

Nada mais verdadeiro.

Poderá haver participação do ser, fora dessas modalidades ?

Não pode.

Logo, o Uno não participa absolutamente do ser.

Parece mesmo que não participa.

Então, o Uno não é de jeito nenhum.

É o que se conclui.

Nem poderá ser de modo que pudesse ser um, pois então já seria algo que participasse da existência ; porém, como parece, o Uno nem é um nem é, simplesmente, a aceitarmos nosso argumento.

É bem possível.

Mas o que não é, poderá ter, como não sendo, alguma coisa dele mesmo ou para ele mesmo ?

Como o poderia ?

Logo, nem terá nome nem explicação, como não poderá ser conhecido nem percebido nem avaliado.

Parece mesmo que não pode.

Não será, pois, denominado nem expresso, nem julgado nem conhecido, como não haverá ser que chegue a percebê-lo.

Não, evidentemente.

Mas será possível que o Uno seja assim ?

Eu, pelo menos, acho que não.

Cousin

— C’est que tu entreprends, Socrate Socrate
Sokrates
Sócrates
Socrates
Socrate (Σωκράτης Sōkrátēs) século V aC
, de définir le beau, le juste, le bon [135d] et les autres idées avant [d]’être suffisamment exercé. Je m’en suis déjà aperçu dernièrement, lorsque je t’ai entendu t’entretenir avec Aristote Aristóteles
Aristote
Aristotle
Ἀριστοτέλης (384-322 aC)
, que voici. Elle est belle et divine, sache-le bien, cette ardeur qui t’anime pour les discussions philosophiques. Mais essaie tes forces et exerce-toi, tandis que tu es jeune encore, à ce qui semble inutile et paraît au vulgaire un pur verbiage ; sans quoi la vérité t’échappera.

— Et en quoi consiste donc cet exercice, Parménide Parmenides
Parménide
Parmênides
Parmênides de Eléia, pré-socrático pitagórico do século VI-V aC
 ?

— Zénon Zenão
Zénon
Zeno
Zenón
Zenão de Eléia (490-430 aC) pré-socrático, discípulo de Parmênides
t’en a donné l’exemple ; [135e] seulement j’ai été charmé de t’entendre lui dire que tu voudrais voir la discussion porter non sur des objets visibles, mais sur les choses que l’on saisit par la pensée seule, et qu’on peut regarder comme des idées.

— C’est qu’en effet il me semble que dans le premier point de vue il n’est pas difficile de démontrer que les mêmes choses sont semblables et dissemblables, et susceptibles de tous les contraires.

— Très bien, répondit Parménide. Cependant, pour te mieux exercer encore, il ne faut pas te contenter de supposer l’existence? de quelqu’une de ces idées dont tu parles, et [d]’examiner [136a] les conséquences de cette hypothèse ; il faut supposer aussi la non-existence de : cette même idée.

— Que veux-tu dire ?

— Par exemple, si tu veux reprendre l’hypothèse [d]’où partait Zénon, celle de l’existence de la pluralité, et examiner ce qui doit arriver tant a la pluralité elle-même relativement à elle-même et à l’unité, qu’à l’unité relativement à elle-même et à la pluralité ; de même aussi il te faudra considérer, ce qui arriverait s’il n’y avait point de pluralité ; à l’unité et à la pluralité, chacune relativement à elle-même [136b] et relativement à son contraire. Tu pourras pareillement supposer tour à tour l’existence et la non-existence de la ressemblance, et examiner ce qui doit arriver dans l’une et l’autre hypothèse, tant aux idées que tu auras supposées être ou ne pas être, qu’aux autres idées, les unes et les autres par rapport à elles-mêmes et par rapport les unes aux autres. Et de même pour le dissemblable, le mouvement et le repos, la naissance et la mort, l’être et le non-être eux-mêmes. En un mot, pour toute chose? que tu pourras supposer être ou ne pas être ou considérer comme affectée de tout autre attribut, [136c] il faut examiner ce qui lui arrivera, soit par rapport à elle-même, soit par rapport à toute autre chose qu’il te plaira de lui comparer, ou par rapport à plusieurs choses, ou par rapport à tout ; puis examiner à leur tour les autres choses, et par rapport à elles-mêmes et par rapport à toute autre dont tu voudras de préférence supposer l’existence ou la non-existence : voilà ce qu’il te faut faire si tu veux t’exercer complètement, afin de te rendre capable de discerner clairement la vérité.

— Tu me parles-là, Parménide, dit Socrate, [d]’un travail bien ardu ; au reste, je ne comprends pas encore très bien, Mais pourquoi n’entreprends-tu pas toi-même de développer les conséquences de quelque hypothèse, afin que je t’entende mieux ? [136d]

— Tu me demandes, Socrate, une entreprise pénible à mon âge.

— Et toi, Zénon, reprit Socrate, pourquoi ne te charges-tu pas toi-même de développer quelque hypothèse ?

— Alors Zénon dit en riant : Socrate, prions-en Parménide lui-même. Ce n’est pas une petite affaire que cet exercice dont il parle ; et peut-être ne vois-tu pas quelle tâche tu lui imposes. Si notre réunion était plus nombreuse, il ne siérait pas de lui adresser cette prière, parce qu’il n’est pas convenable, surtout pour un vieillard comme lui, de traiter de pareils sujets en présence de beaucoup de monde? ; [136e] car la foule ignore qu’il est impossible [d]’atteindre la vérité sans ces recherches et sans ces voyages à travers toutes choses. Maintenant, Parménide, je me joins aux prières de Socrate pour t’entendre encore une fois, après si longtemps.

A ces mots, nous dit Antiphon [d]’après le récit de Pythodore, celui-ci, ainsi qu’Aristote et les autres, se mirent à prier Parménide de ne pas se refuser à donner un exemple de ce qu’il venait de dire.

— Allons, dit Parménide, il faut obéir, quoiqu’il m’arrive la même chose qu’au cheval [d]’Ibycus, [137a] vieux coursier souvent victorieux autrefois, qu’on allait encore atteler au char, et à qui son expérience faisait redouter l’événement. Le vieux poète se désignait par là lui-même pour montrer que [c]’était bien à contrecœur qu’à son âge il subit le joug de l’amour (16). Et moi aussi je tremble quand je songe, moi, vieillard, quelle foule de discussions j’ai à traverser. Cependant il faut vous complaire, puisque Zénon le veut aussi ; et du reste, nous sommes entre nous. Par où donc [137b] commencerons-nous ? Quelle hypothèse établirons-nous [d]’abord ? Voulez-vous, puisqu’il faut jouer ce jeu pénible, que je commence par moi et ma thèse sur l’unité, en examinant quelles seront les conséquences de l’existence ou de la non-existence de l’unité ?

— Fort bien, dit Zénon.

— Maintenant, reprit Parménide, qui est-ce qui me répondra ? Le plus jeune ? oui ; [c]’est celui qui élèvera le moins de difficultés, et qui me répondra le plus sincèrement ce qu’il pense ; et en même temps ses réponses ne me fatigueront pas. [137c]

— Me voilà prêt, Parménide, dit alors Aristote ; car [c]’est moi que tu désignes, quand tu parles du plus jeune. Ainsi, interroge-moi, je te répondrai.

— Soit. Si l’un existe, il n’est pas multiple ?

— Comment en serait-il autrement ?

— Il n’a donc pas de parties, et n’est pas un tout ?

— Eh bien !

— La partie est une partie [d]’un tout.

— D’accord.

— Or, le tout n’est-il pas ce dont aucune partie ne manque ?

— Évidemment.

— Donc, de l’une et de l’autre manière, comme tout et comme ayant des parties, l’un serait formé de parties ?

— Nécessairement.

— Ainsi, de l’une et de l’autre manière, [137d] l’un serait multiple et non un.

— En effet.

— Or, il faut que l’un soit un et non pas multiple.

— Il le faut.

— Si l’un est un, il ne peut donc pas être un tout, ni avoir des parties.

— Non.

— Si donc l’un n’a pas de parties, il n’aura non plus ni commencement, ni fin, ni milieu, car ce seraient là des parties.

— C’est juste.

— Le commencement et la fin sont les limites [d]’une chose.

— Certainement.

— L’un est donc illimité, s’il n’a ni commencement ni fin.

— Il est illimité.

— Et il n’a point de figure, [137e] puisqu’il n’est ni rond ni droit.

— Et pourquoi ?

— N’appelle-t-on pas rond ce dont les extrémités sont partout à égale distance du milieu ?

— Oui.

— Et droit, ce dont le milieu est en avant de chacune des deux extrémités ?

— Oui.

— Ainsi l’un aurait des parties et serait multiple, s’il était de figure ronde ou droite.

— Incontestablement.

— II n’est donc ni droit [138a] ni rond, puisqu’il n’a pas de parties.

— Sans doute.

— Cela étant, il ne sera nulle part, car il ne peut être ni en lui-même ni en aucune autre chose.

— Comment cela ?

— S’il était en une autre chose que lui-même, il en serait entouré comme en cercle, et la toucherait par beaucoup [d]’endroits. Or, ce qui est un, indivisible, et ne participant aucunement de la forme du cercle, ne peut pas être touché en plusieurs endroits circulairement.

— C’est impossible.

— S’il est en lui-même, il s’entourera lui-même, sans être pourtant autre que lui-même, si [c]’est en [138b] lui-même qu’il est ; car on ne peut être en une chose qu’on n’en soit entouré

— Impossible.

— Par conséquent, ce qui entoure sera autre que ce qui est entouré ; car une seule et même chose ne peut pas faire et souffrir tout entière en même temps la même chose : l’un ne serait plus un, mais deux.

— Nécessairement.

— L’un n’est donc nulle part, et il n’est ni dans lui-même ni dans aucune autre chose.

— Non.

— Cela étant, vois s’il est possible que l’un soit en repos ou en mouvement.

— Pourquoi ?

— Parce que, s’il est en mouvement, ou [138c] il changé de lieu ou il s’altère, car il n’y a que ces deux mouvements.

— Eh bien !

— Si l’un est altéré dans sa nature, il est impossible qu’il soit encore un.

— Oui.

— Donc il ne se meut pas par altération.

— Cela est évident.

— Ce serait donc par changement de lieu ?

— Peut-être.

— Dans ce cas, ou l’un tournerait sur un même lieu en cercle autour de lui-même, ou il changerait successivement de place.

— Nécessairement.

— Or, ce qui tourne en cercle autour de soi-même doit s’appuyer sur son milieu, et avoir des parties différentes de lui-même et qui se meuvent autour du milieu ; [138d] car, comment ce qui n’a ni milieu ni parties pourrait-il se mouvoir en cercle autour de son milieu ?

— Cela ne serait pas possible.

— Mais s’il change de place, il arrive successivement dans différents lieux, et [c]’est de cette manière qu’il se meut.

— Dans ce cas, oui.

— Or, n’avons-nous pas vu qu’il est impossible que l’un soit contenu quelque part dans aucune chose ?

— Oui.

— Et à plus forte raison, est-il impossible qu’il vienne à entrer dans aucune chose.

— Je ne vois pas comment.

— Lorsqu’une chose arrive dans une autre, n’est-ce pas une nécessité qu’elle n’y soit pas encore tandis qu’elle arrive, et qu’elle n’en soit pas entièrement dehors, si elle y arrive déjà ?

— C’est une nécessité.

— Or, [138e] [c]’est ce qui ne peut arriver qu’à une chose qui ait des parties ; car il n’y a qu’une pareille chose qui puisse avoir quelque chose [d]’elle-même dedans et quelque chose dehors. Mais ce qui n’a pas de parties, ne peut en aucune manière se trouver à la fois tout entier ni en dehors ni en dedans [d]’une autre chose.

— C’est vrai.

— Mais, n’est-il pas encore bien plus impossible que ce qui n’a pas de parties et qui n’est pas un tout, arrive quelque part, soit par parties soit en totalité ?

— C’est évident.

— L’un ne change donc pas de place, ni en allant quelque part [139a] et en arrivant en quelque chose, ni en tournant en un même lieu, ni en changeant de nature.

— Il semble.

— L’un est donc absolument immobile.

— Oui.

— De plus, nous soutenons. qu’il ne peut être en rien.

— Nous le soutenons.

— Il n’est donc jamais dans le même lieu.

— Comment ?

— Parce qu’alors il demeurerait dans un lieu.

— D’accord.

— Or, il ne peut être, comme nous avons vu, ni dans lui-même ni dans rien autre.

— Oui. — L’un n’est donc jamais au même lieu.

— Il semble. [139b]

— Mais, ce qui n’est jamais dans le même lieu n’est point en repos ni ne s’arrête.

— Non.

— Donc, l’un n’est ni en repos ni en mouvement.

— Cela est manifeste.

— Il n’est donc pas non plus identique ni à un autre ni à lui-même, et il n’est pas autre non plus ni que lui-même ni qu’aucun autre.

— Comment cela ?

— S’il était autre que lui-même, il serait autre que l’un et ne serait pas un.

— C’est vrai.

— Et s’il était le même qu’un autre, il serait cet autre [139c] et ne serait plus lui-même ; en sorte que, dans ce cas aussi, il ne serait plus ce qu’il est, à savoir l’un, mais autre que l’un.

— Sans doute.

— Donc il ne peut être le même qu’un autre, ni autre que lui-même.

— Tu as raison.

— Mais il ne sera pas autre qu’un autre tant qu’il sera un ; car ce n’est pas l’un qui peut être autre que quoi que ce soit, mais bien l’autre seulement et rien autre chose.

— Bien.

— Ainsi, il ne peut pas être autre, en tant qu’il est un ; n’est-ce pas ton avis ?

— Oui.

— Or, s’il n’est pas autre par là, il ne l’est pas par lui-même ; et s’il ne l’est pas par lui-même, il ne l’est pas lui-même ; n’étant donc lui-même autre en aucune façon, il ne sera autre [139d] que rien.

— Fort bien.

— Et il ne sera pas non plus le même que lui-même.

— Comment ?

— Parce que la nature de l’un n’est pas celle du même.

— Eh bien !

— Parce que ce qui est devenu le même qu’un autre ne devient pas pour cela un.

— Comment ?

— Ce qui est devenu le même que plusieurs choses, doit être plusieurs et non pas un.

— C’est vrai.

— Mais si l’un et le même ne différaient en rien, toutes les fois qu’une chose deviendrait la même, elle deviendrait une, et ce qui deviendrait un deviendrait toujours le même. [139e]

— C’est cela.

— Si donc l’un est le même que lui-même, il ne sera pas un avec lui-même ; de sorte que, tout en étant un, il ne sera pas un.

— Mais cela est impossible.

— Donc il est impossible que l’un soit ni autre qu’un autre, ni le même que soi-même.

— Impossible.

— Ainsi l’un ne peut être ni autre, ni le même, ni qu’aucune autre chose ni que soi-même.

— Non.

— Mais l’un ne sera pas non plus semblable ni dissemblable ni à lui-même ni à un autre.

— Comment ?

— Parce que le semblable participe en quelque manière du même.

— Oui.

— Or, nous avons vu que le même est étranger par nature à l’un. [140a]

— Nous l’avons vu.

— Mais si l’un participait encore à une autre manière [d]’être que celle [d]’être un, il serait plus qu’un ; ce qui est impossible.

— Oui.

— Ainsi l’un ne peut être le même ni qu’autre chose ni que lui-même.

— Il paraîtrait.

— Donc, il ne peut être semblable ni à rien autre ni à lui-même.

— Il y a apparence.

— Mais l’un ne peut pas non plus participer de la différence ; car, de cette façon encore, il se trouverait participer de plusieurs manières [d]’être, et non pas seulement de l’unité.

— En effet.

— Or, ce qui participe de la différence soit envers soi-même, soit envers une autre chose, est dissemblable ou à soi-même ou à autre chose, [140b] si le semblable est ce qui participe du même.

— C’est juste.

— Par conséquent, l’un ne participant en aucune manière de la différence, n’est dissemblable en aucune manière ni à soi-même ni à aucune autre chose.

— D’accord.

— Donc, l’un n’est semblable, de même qu’il n’est dissemblable, ni à lui-même ni à rien autre.

— Cela paraît évident.

— Cela étant, il ne sera égal ni à lui-même ni à rien autre.

— Comment ?

— S’il est égal à une autre chose, il sera de même mesure que la chose à laquelle il est égal.

— Oui.

— S’il est plus grand [140c] ou plus petit, et commensurable avec les choses relativement auxquelles il est plus grand où plus petit, il contiendra plus de fois la mesure commune que celles qui sont plus petites que lui, et moins de fois que celles qui sont plus grandes.

— Oui.

— S’il n’est pas commensurable avec elles, il contiendra des mesures plus grandes ou plus petites que celles des choses plus petites ou plus grandes que lui.

— Sans doute.

— Or, n’est-il pas impossible que ce qui ne participe pas du même, ait la même mesure ou quoi que ce soit de même que quelque chose que ce soit ?

— C’est impossible.

— L’un n’est donc égal ni à lui-même ni à rien autre, s’il n’est pas de même mesure.

— Évidemment.

— Mais soit qu’il contînt plus de mesures ou des mesures plus petites ou plus grandes, autant il en contiendrait, autant il aurait de parties, [140d] et alors il ne serait plus un ; il serait autant de choses qu’il aurait de parties.

— C’est juste.

— Et s’il ne contenait qu’une seule mesure, il serait égal à la mesure ; or, nous avons vu qu’il était impossible qu’il fût égal à rien.

— Nous l’avons vu.

— Par conséquent l’un ne participant pas [d]’une seule mesure, ni [d]’un plus grand nombre, ni [d]’un moins grand nombre, en un mot ne participant aucunement du même, l’un, dis-je, ne sera égal ni à lui-même ni à aucune autre chose, de même qu’il ne sera ni plus grand ni plus petit que lui-même ni qu’aucune autre chose.

— Assurément. [140e]

— Mais quoi ! penses-tu que l’un puisse être plus vieux ou plus jeune, ou du même âge qu’aucune autre chose ?

— Pourquoi pas ?

— C’est que s’il a le même âge que lui-même ou que telle autre chose, il participera de l’égalité et de la ressemblance relativement au temps, et que nous avons dit que ni la ressemblance ni l’égalité ne conviennent à ce qui est un.

— Nous l’avons dit.

— Et nous avons dit aussi que l’un ne participe ni de la dissemblance ni de l’inégalité.

— Oui.

— Cela étant, comment [141a] se pourrait-il qu’il fût plus jeune ou plus vieux ou du même âge que quoi que ce soit ?

— Cela ne se peut.

— Ainsi donc, l’un ne sera ni plus jeune ni plus vieux ni du même âge que lui-même, ni qu’aucune autre chose.

— Cela est évident.

— Mais si telle est la nature de l’un, il ne peut être dans le temps ; car n’est-ce pas une nécessité que ce qui est dans le temps devienne toujours plus vieux que soi-même ?

— Cela est nécessaire.

— Et ce qui est plus vieux n’est-il pas toujours plus vieux que quelque chose de plus jeune ? — Sans doute.

— [141b] Ce qui devient plus vieux que soi-même, devient donc aussi plus jeune que soi-même, puisqu’il doit toujours y avoir quelque chose par rapport à quoi il devienne plus vieux.

— Que veux-tu dire ?

— Le voici : une chose ne peut devenir différente [d]’une autre qui est déjà différente [d]’elle ; une chose est différente [d]’une autre chose qui est actuellement différente [d]’elle ; une chose est devenue ou deviendra différente [d]’une chose qui est déjà devenue ou qui deviendra différente [d]’elle ; mais une chose n’est pas devenue, ni ne deviendra, ni n’est actuellement différente de ce qui devient différent [d]’elle ; elle en devient seulement différente : or plus vieux est une différence par rapport à plus jeune, [141c] et à rien autre chose.

— Oui.

— Donc, ce qui devient plus vieux que soi-même devient nécessairement en même temps plus jeune que soi-même.

— Il paraît.

— Et toute chose qui devient, qui est, qui est devenue, ou qui deviendra, devient, est, est devenue, ou deviendra dans un temps, non pas plus grande ou plus petite qu’elle-même, mais égale à elle-même.

— Cela est encore nécessaire.

— Il est donc nécessaire, à ce qu’il paraît, que tout ce qui est dans le temps, [141d] et ce qui participe de cette manière [d]’être, ait toujours le même âge que soi, et devienne à la fois et plus vieux et plus jeune que soi-même.

— Il y a apparence.

— Or, nous avons vu que rien de tout cela ne convient à l’un.

— Rien de tout cela.

— Il n’a donc aucun rapport avec le temps, et n’est dans aucun temps.

— Assurément ; nous venons [d]’en voir la démonstration.

— Mais, dis-moi, ces mots : il était, il devient, il est devenu, ne semblent-ils pas signifier, dans ce qui est devenu, une participation à un temps passé ?

— Certainement. [141e]

— Et ces autres mots : il sera, il deviendra, il sera devenu ne signifient-ils pas une participation à un temps à venir ?

— Oui.

— Et il est, il devient, une participation à un temps présent ?

— Tout-à-fait.

— Si donc l’un ne participe absolument [d]’aucun temps, il ne devient jamais, ni ne devenait, ni n’était jamais ; il n’est devenu, ni ne devient, ni n’est à présent ; il ne deviendra, ni ne sera devenu, ni ne sera jamais par la suite.

— Cela est très vrai.

— Or, peut-on participer de l’être autrement qu’en quelqu’une de ces manières ?

— Non.

— Donc, l’un ne participe aucunement de l’être.

— Selon toute apparence.

— L’un n’est donc [d]’aucune manière ?

— Il paraîtrait.

— Il n’est donc pas non plus tel qu’il soit un, puisque alors il serait un être, et participerait de l’être. Par conséquent, si nous devons nous fier à cette démonstration, [142a] l’un n’est pas un et n’est pas.

— Je le crains.

— Et ce qui n’est pas, peut-il y avoir quelque chose qui soit à lui ou de lui ?

— Comment serait-ce possible ?

— Il n’a donc pas de nom, et on n’en peut avoir ni idée, ni science, ni sensation, ni opinion. — Évidemment.

— Il ne peut donc être ni nommé ni exprimé ; on ne peut s’en former [d]’opinion ni de connaissance?, et aucun être ne peut le sentir.

— Il n’y a pas [d]’apparence.

— Mais est-il donc possible qu’il en soit ainsi de l’un ?

Jowett

i. a. If the one is, it cannot be many, and therefore cannot have parts, or be a whole, because a whole is made up of parts ;

Parmenides proceeded : i. a. If one is, he said, the one cannot be many ?

Impossible.

Then the one cannot have parts, and cannot be a whole ?

Why not ?

Because every part is part of a whole ; is it not ?

Yes.

And what is a whole ? would not that of which no part is wanting be a whole ?

Certainly.

Then, in either case, the one would be made up of parts ; both as being a whole, and also as having parts ?

To be sure.

And in either case, the one would be many, and not one ?

True.

But, surely, it ought to be one and not many ?

It ought.

Then, if the one is to remain one, it will not be a whole, and will not have parts ?

Parmenides, Aristoteles.

No.

and having no parts it cannot have a beginning, middle, and end ; nor any limit or form.

But if it has no parts, it will have neither beginning, middle, nor end ; for these would of course be parts of it.

Right.

But then, again, a beginning and an end are the limits of everything ?

Certainly.

Then the one, having neither beginning nor end, is unlimited ?

Yes, unlimited.

And therefore formless ; for it cannot partake either of round or straight.

But why ?

It is neither circular nor straight ;

Why, because the round is that of which all the extreme points are equidistant from the centre ?

Yes.

And the straight is that of which the centre intercepts the view of the extremes ?

True.

138Then the one would have parts and would be many, if it partook either of a straight or of a circular form ?

Assuredly.

But having no parts, it will be neither straight nor round ?

Right.

it does not exist in any place ;

And, being of such a nature, it cannot be in any place, for it cannot be either in another or in itself.

How so ?

Because if it were in another, it would be encircled by that in which it was, and would touch it at many places and with many parts ; but that which is one and indivisible, and does not partake of a circular nature, cannot be touched all round in many places.

Certainly not.

But if, on the other hand, one were in itself, it would also be contained by nothing else but itself ; that is to say, if it were really in itself ; for nothing can be in anything which does not contain it.

Impossible.

But then, that which contains must be other than that which is contained ? for the same whole cannot do and suffer both at once ; and if so, one will be no longer one, but two ?

True.

Then one cannot be anywhere, either in itself or in another ?

No.

it has neither rest nor motion.

Further consider, whether that which is of such a nature can have either rest or motion.

Why not ?

Two forms of motion—(1) change of nature ; (2) locomotion.

Why, because the one, if it were moved, would be either moved in place or changed in nature ; for these are the only kinds of motion.

Yes.

And the one, when it changes and ceases to be itself, cannot be any longer one.

It cannot.

It cannot therefore experience the sort of motion which is change of nature ?

Clearly not.

Then can the motion of the one be in place ?

Perhaps.

Two forms of locomotion—(a) in a place ; (b) from one place to another.

But if the one moved in place, must it not either move round and round in the same place, or from one place to another ?

It must.

And that which moves in a circle must rest upon a centre ; and that which goes round upon a centre must have parts which are different from the centre ; but that which has no centre and no parts cannot possibly be carried round upon a centre ?

Impossible.

But perhaps the motion of the one consists in change of place ?

Perhaps so, if it moves at all.

The one does not admit of change of nature, nor of either form of locomotion ;

And have we not already shown that it cannot be in anything ?

Yes.

Then its coming into being in anything is still more impossible ; is it not ?

I do not see why.

Why, because anything which comes into being in anything, can neither as yet be in that other thing while still coming into being, nor be altogether out of it, if already coming into being in it.

Certainly not.

And therefore whatever comes into being in another must have parts, and then one part may be in, and another part out of that other ; but that which has no parts can never be at one and the same time neither wholly within nor wholly without anything.

True.

And is there not a still greater impossibility in that which has no parts, and is not a whole, coming into being anywhere, 139since it cannot come into being either as a part or as a whole ?

Clearly.

Then it does not change place by revolving in the same spot, nor by going somewhere and coming into being in something ; nor again, by change in itself ?

Very true.

Then in respect of any kind of motion the one is immoveable ?

Immoveable.

Again, the one is never in the same any more than in the other, and is therefore in no place and therefore incapable of rest.

But neither can the one be in anything, as we affirm ?

Yes, we said so.

Then it is never in the same ?

Why not ?

Because if it were in the same it would be in something.

Certainly.

And we said that it could not be in itself, and could not be in other ?

True.

Then one is never in the same place ?

It would seem not.

But that which is never in the same place is never quiet or at rest ?

Never.

One then, as would seem, is neither at rest nor in motion ?

It certainly appears so.

Neither will it be the same with itself or other ; nor again, other than itself or other.

How is that ?

If other than itself it would be other than one, and would not be one.

True.

Neither otherness nor sameness can be attributed to the one, in reference to itself or other ;

And if the same with other, it would be that other, and not itself ; so that upon this supposition too, it would not have the nature of one, but would be other than one ?

It would.

Then it will not be the same with other, or other than itself ?

It will not.

Neither will it be other than other, while it remains one ; for not one, but only other, can be other than other, and nothing else.

True.

Then not by virtue of being one will it be other ?

Certainly not.

But if not by virtue of being one, not by virtue of itself ; and if not by virtue of itself, not itself, and itself not being other at all, will not be other than anything ?

Right.

Neither will one be the same with itself.

How not ?

Surely the nature of the one is not the nature of the same.

Why not ?

It is not when anything becomes the same with anything that it becomes one.

What of that ?

Anything which becomes the same with the many, necessarily becomes many and not one.

True.

But, if there were no difference between the one and the same, when a thing became the same, it would always become one ; and when it became one, the same ?

Certainly.

And, therefore, if one be the same with itself, it is not one with itself, and will therefore be one and also not one.

Surely that is impossible.

And therefore the one can neither be other than other, nor the same with itself.

Impossible.

And thus the one can neither be the same, nor other, either in relation to itself or other ?

No.

nor yet likeness, which is sameness of affections ; nor unlikeness,

Neither will the one be like anything or unlike itself or other.

Why not ?

Because likeness is sameness of affections.

Yes.

And sameness has been shown to be of a nature distinct from oneness ?

That has been shown.

140But if the one had any other affection than that of being one, it would be affected in such a way as to be more than one ; which is impossible.

True.

Then the one can never be so affected as to be the same either with another or with itself ?

Clearly not.

Then it cannot be like another, or like itself ?

No.

Nor can it be affected so as to be other, for then it would be affected in such a way as to be more than one.

It would.

That which is affected otherwise than itself or another, will be unlike itself or another, for sameness of affections is likeness.

True.

But the one, as appears, never being affected otherwise, is never unlike itself or other ?

Never.

Then the one will never be either like or unlike itself or other ?

Plainly not.

nor equality, nor inequality of size ;

Again, being of this nature, it can neither be equal nor unequal either to itself or to other.

How is that ?

Why, because the one if equal must be of the same measures as that to which it is equal.

True.

And if greater or less than things which are commensurable with it, the one will have more measures than that which is less, and fewer than that which is greater ?

Yes.

And so of things which are not commensurate with it, the one will have greater measures than that which is less and smaller than that which is greater.

Certainly.

But how can that which does not partake of sameness, have either the same measures or have anything else the same ?

Impossible.

And not having the same measures, the one cannot be equal either with itself or with another ?

It appears so.

But again, whether it have fewer or more measures, it will have as many parts as it has measures ; and thus again the one will be no longer one but will have as many parts as measures.

Right.

And if it were of one measure, it would be equal to that measure ; yet it has been shown to be incapable of equality.

It has.

Then it will neither partake of one measure, nor of many, nor of few, nor of the same at all, nor be equal to itself or another ; nor be greater or less than itself, or other ?

Certainly.

nor equality or inequality of age ;

Well, and do we suppose that one can be older, or younger than anything, or of the same age with it ?

Why not ?

Why, because that which is of the same age with itself or other, must partake of equality or likeness of time ; and we said that the one did not partake either of equality or of likeness ?

We did say so.

And we also said, that it did not partake of inequality or unlikeness.

Very true. 141

How then can one, being of this nature, be either older or younger than anything, or have the same age with it ?

In no way.

Then one cannot be older or younger, or of the same age, either with itself or with another ?

Clearly not.

nor time,

Then the one, being of this nature, cannot be in time at all ; for must not that which is in time, be always growing older than itself ?

Certainly.

And that which is older, must always be older than something which is younger ?

True.

Then, that which becomes older than itself, also becomes at the same time younger than itself, if it is to have something to become older than.

What do you mean ?

I mean this :—A thing does not need to become different from another thing which is already different ; it is different, and if its different has become, it has become different ; if its different will be, it will be different ; but of that which is becoming different, there cannot have been, or be about to be, or yet be, a different—the only different possible is one which is becoming.

That is inevitable.

But, surely, the elder is a difference relative to the younger, and to nothng else.

True.

Then that which becomes older than itself must also, at the same time, become younger than itself ?

Yes.

But again, it is true that it cannot become for a longer or for a shorter time than itself, but it must become, and be, and have become, and be about to be, for the same time with itself ?

That again is inevitable.

Then things which are in time, and partake of time, must in every case, I suppose, be of the same age with themselves ; and must also become at once older and younger than themselves ?

Yes.

But the one did not partake of those affections ?

Not at all.

Then it does not partake of time, and is not in any time ?

So the argument shows.

Well, but do not the expressions ‘was,’ and ‘has become,’ and ‘was becoming,’ signify a participation of past time ?

nor modes of time.

Certainly.

And do not ‘will be,’ ‘will become,’ ‘will have become,’ signify a participation of future time ?

Yes.

And ‘is,’ or ‘becomes,’ signifies a participation of present time ?

Certainly.

And if the one is absolutely without participation in time, it never had become, or was becoming, or was at any time, or is now become or is becoming, or is, or will become, or will have become, or will be, hereafter.

Most true.

But these are the only modes of partaking of being, and if they are all denied of it, then the one is not, and has therefore no attribute or relation, etc.

But are there any modes of partaking of being other than these ?

There are none.

Then the one cannot possibly partake of being ?

That is the inference.

Then the one is not at all ?

Clearly not.

Then the one does not exist in such way as to be one ; for if it were and partook of being, it would already be ; but if the argument is to be trusted, the one neither is nor is one ?

True. 142

But that which is not admits of no attribute or relation ?

Of course not.

Then there is no name, nor expression, nor perception, nor opinion, nor knowledge of it ?

Clearly not.

Then it is neither named, nor expressed, nor opined, nor known, nor does anything that is perceive it.

So we must infer.

The conclusion is unsatisfactory.

But can all this be true about the one ?

I think not.


Voir en ligne : PARMÊNIDES