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EU SOU ISSO

Nisargadatta (Eu Sou:2) – o foco certo

YO SOY ESO

sábado 10 de setembro de 2022, por Cardoso de Castro

    

M: Vejo o que você também pode ver, aqui e agora, exceto pelo foco errado de sua atenção. Você não dá atenção a si mesmo  .

    

Jorge Luiz Saliba

P: Ainda assim, você é diferente. Sua mente   parece estar sempre calma   e feliz. E ocorrem milagres a seu redor.

M: Eu não sei nada de milagres e me pergunto se a natureza admite exceções a suas leis. A menos que concordemos que tudo seja um milagre  . No que diz respeito à minha mente  , tal coisa não existe. Existe a conscientidade   na qual ocorrem todas as coisas. É bastante óbvio e dentro da experiência de todos. Simplesmente você não olha com suficiente cuidado  . Olhe bem e verá o que eu vejo.

P: O que você vê?

M: Vejo o que você também pode ver, aqui e agora, exceto pelo foco errado de sua atenção. Você não dá atenção a si mesmo  . Sua mente está apenas com coisas, pessoas e ideias, nunca consigo mesmo. Foque a si mesmo, torne-se consciente de sua própria existência. Veja como você funciona, observe os motivos e os resultados de suas ações. Estude a prisão que construiu a seu redor, por inadvertência. Por conhecer o que você não é, chegará a conhecer-se. O caminho   de regresso a si mesmo passa pela recusa e rejeição. Uma coisa é certa: o real não é imaginário, não é um produto da mente. Mesmo o sentido de ‘eu sou  ’ não é contínuo  , embora seja um indicador útil  ; mostra onde buscar, mas não o que buscar. Somente olhe bem para isto. Uma vez convencido que verdadeiramente não pode dizer sobre si mesmo nada exceto ‘eu sou’, e de que nada que possa ser apontado pode ser seu si mesmo, a necessidade   do ‘eu sou’ acaba — você já não tende a verbalizar o que você é. Tudo o que você necessita é desfazer-se da tendência de definir   seu si mesmo. Todas as definições dizem respeito somente a seu corpo e suas expressões. Uma vez que perca esta obsessão com o corpo, você reverterá a seu estado   natural, espontaneamente e sem esforço. A única diferença   entre nós é que eu estou consciente de meu estado natural, enquanto você está confuso. Do mesmo modo que o ouro   convertido em ornamentos não tem nenhuma vantagem sobre o ouro em pó, exceto para a mente, assim nós somos um no ser — diferimos apenas na aparição. Descobrimos isto sendo sérios, através da busca, averiguando, questionando diariamente e a cada instante  , entregando a própria vida a esta descoberta.

Original

Q: Still, you are different. Your mind seems to be always quiet and happy. And miracles happen   round you. — M: I know nothing about miracles, and I wonder whether nature admits exceptions to her laws, unless we agree that everything is a miracle. As to my mind, there is no such thing. There is consciousness in which everything happens. It is quite obvious and within the experience of everybody. You just do not look carefully enough. Look well  , and see what I see.

I see what you too could see, here and now, but for the wrong focus of your attention. You give no attention to your self. Your mind is all with things, people and ideas, never with your self. Bring your self into focus, become aware of your own existence. See how you function, watch the motives and the results of your actions. Study the prison you have built around yourself, by inadvertence. By knowing what you are not, you come to know your self. The way back to your self is through refusal and rejection. One thing is certain: the real is not imaginary, it is not a product of the mind. Even the sense   ‘I am’ is not continuous, though it is a useful pointer; it shows where to seek, but not what to seek. Just have a good look at it. Once you are convinced that you cannot say truthfully about your self anything except ‘I am’, and that nothing that can be pointed at, can be your self, the need for the ‘I am’ is over — you are no longer intent on verbalizing what you are. All you need is to get rid of the tendency to define your self. All definitions apply to your body only and to its expressions. Once this obsession with the body goes  , you will revert to your natural state, spontaneously and effortlessly. The only difference between us is that I am aware of my natural state, while you are bemused. Just like gold made into ornaments has no advantage over gold dust, except when the mind makes it so, so are we one in being — we differ only in appearance. We discover it by being earnest, by searching, enquiring, questioning daily and hourly, by giving one’s life to this discovery.


Ver online : Nisargadatta Maharaj