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BLISSTEARS

Karl Renz (Blissters) : compaixão e pena

dimanche 14 juin 2020

tradução

Q [Outro visitante] : é muito devastador ..

K : Ninguém pode controlar que um dia se vá. Que o que quer que seja se vá. Que mesmo a humanidade é apenas uma doença, veio e se foi. Todos os gurus e todos os Upanixades e todos os Vedas ... já se foram.

Q : É devastador ...

K : Não é devastador, é divertido. É contentamento? que nada seja permanente. Mesmo o mais precioso e o mais alto e o mais baixo e o verdadeiro e todas estas ideias ... se foram. Em primeiro lugar, elas nem sequer existiram. A Bíblia, os Vedas, os Upanixades e o Yoga-Fascista [trocadilho com Yoga Vasistha]. Imagine ! Puff ... Um pequeno boquete da existência? e se foi. Todos estes pequenos problemas vêm e vão e achas que meu pequeno problema é o pior de todos os tempos. Fiques feliz que tudo isto seja uma besteira passageira, que tudo seja uma sombra.

Q : Ainda não atingi essa felicidade ...

K : É a felicidade que não precisa ser feliz, esta é a natureza? da felicidade. Mas queres possuir a felicidade. Queres torná-la tua felicidade e com isso sofres e deves sofrer mais severamente, sabes disto ... tentando possuir a porra da felicidade. [Risos] Apenas digo como é, quanto mais queres felicidade, a felicidade foge de ti, graças a Deus ! Porque a felicidade nunca poderia ser possuída por ninguém. "Minha" realidade ! Caramba ! "Meu" contentamento. Cuidado se houver contentamento ; não estarás aí.

Q : E como é isto ?

K : É bastante contentar. É pleno de contentamento quando não há ninguém que está se contentando. Isso é chamado de contentamento do silêncio. Não há posse, não há meu contentamento, nenhum contentamento maior, nenhum contentamento menor, nenhuma graça ou algo. Se queres graça [bliss], tens bolhas [blissters] no cérebro, sabes disto. Então dizem : como podes falar assim ? O que posso fazer ? [Rindo] Então perguntam, não gostas dos humanos ? Se houvesse um humano?, eu o mataria. Empatia, ó meu Deus. Quando há compaixão, não há ninguém tendo compaixão. Então és isto que é Isso ... isto é compaixão e não alguém que tem compaixão, que é apenas pena ... autopiedade. Graças a Deus ninguém jamais poderia ter compaixão. É por isso que os budistas tentam e falham e, em falhando em ter compaixão, talvez o proprietário desapareça. Todos os debates intelectuais que têm no budismo são apenas para que possas falhar. Ninguém pode ter compaixão por ninguém. Na compaixão, não há outros. Não há dois. Como pode haver alguém que tenha compaixão de outra pessoa ? Como pode haver alguém que tenha empatia ? O que podes sentir é pena ... coitado de ti. E então já te sentes mais alto colocando alguém para baixo.

Original

Q [Another visitor] : It’s very devastating..

K : No one can control that one day it will be gone. That whatever is will be gone. That even humanity is just a disease, it came and it will be gone. All the gurus and all the Upanishads and all the Vedas... already gone.

Q : It’s devastating...

K : It’s not devastating, it’s fun. That’s joy that nothing is permanent.Even the most precious and the highest and the lowest and truth and all those ideas... are gone. They didn’t even exist in the first place. The Bible, the Vedas, the Upanishads and Yoga-Fascista. Imagine ! Puff... A little blow job of existence and it’s gone. All these little problems come and go and you think my little problem is the worst ever. Be happy that it’s all a fleeting bullshit, that it’s all a shadow.

Q : I haven’t hit that happiness yet...

K : It’s the happiness that doesn’t need to be happy, that’s the nature of happiness. But you want to own happiness. You want to make it ‘your’ happiness and by that you suffer and you should suffer more severely, you know that... by trying to own bloody happiness. [Laughter] I just say it as it is, the more you want happiness, happiness runs away from you, thank God ! Because happiness could never be owned by anyone. ‘My’ reality ! Come on ! ‘My’ joy. Watch out if there’s joy ; you will not be there.

Q : And how’s that ?

K : It’s quite joyful. It’s full of joy when there’s no one who’s enjoying it. That’s called the joy of silence. There’s no ownership in it, there’s no my joy, no higher joy, no lower joy, no bliss or anything. If you want bliss you get blisters in your brain, you know that. Then they all say, how can you talk like that ? What can I do ? [Laughing] Then they ask, don’t you like humans ? If there would be a human, I’d kill him. Empathy, oh my goodness. When there’s compassion, there’s no one having compassion. Then you are that what is That… that’s compassion and not one who has compassion. That’s just pity… self-pity. Thank God no one could ever reach compassion. That’s why the Buddhists try and fail and in failing to have compassion maybe the owner disappears. All the intellectual debates that they have in Buddhism is only so that you can fail. No one can ever have compassion for anyone. In compassion, there are no others. There’s no two. How can there be one who has compassion with someone else ? How can there be someone who has empathy ? What you can feel is pity… poor you. And then you already feel higher by putting someone else down.


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