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I AM THAT

Nisargadatta : testemunha enredada em percepção é pessoa

O QUE É PURO, IMACULADO E INDEPENDENTE É REAL

dimanche 26 janvier 2020

Excerto do Capítulo 72

Saliba & Marazzi

P : A testemunha poderia existir sem coisas a testemunhar ?

M : Sempre há alguma coisa a testemunhar. Se não uma coisa, então sua ausência ausência
Abwesenheit
Abwesung
absence
ausência
apousia
ἀποὐσία
. Testemunhar é natural e não um problema. O problema é o interesse excessivo que leva à autoidentificação. Você toma por real qualquer coisa na qual esteja absorvido.

P : O ’eu sou?’ é real ou irreal ? O ‘eu sou’ é a testemunha ? A testemunha é real ou irreal ?

M : O que é puro, imaculado e independente é real. O que é corrompido. confuso, dependente e transitório é irreal. Não seja enganado pelas palavras - uma palavra pode transmitir diversos, e mesmo contraditórios, significados. O ‘eu sou’ que persegue o prazeroso e evita o desagradável é falso : o ‘eu sou’ que vê o prazer e a dor como inseparáveis vê corretamente. A testemunha que está enredada no que ela percebe é a pessoa ; a testemunha que permanece distante, impassível e intacta, é a torre de observação do real, o ponto no qual a Consciência, inerente no imanifestado. contata o manifestado. Não pode existir nenhum universo sem a testemunha, não pode existir nenhuma testemunha sem o universo.

P : O tempo consome o mundo?. Quem é a testemunha do tempo ?

M : Aquele que está além do tempo - o Inominado. Uma brasa incandescente, movida rapidamente em círculo, parece um círculo incandescente. Quando o movimento cessa, a brasa permanece. Similarmente, o ‘eu sou’ em movimento cria o mundo. O ‘eu sou’ em paz torna-se o Absoluto?. Você é como um homem? com uma lanterna caminhando através de uma galeria. Você só pode ver apenas o que está dentro do feixe de luz?. O resto está na escuridão.

P : Se eu projeto o mundo, devo ser capaz de mudá-lo.

M : Certamente, você pode. Mas você deve deixar de identificar-se com ele e ir além.

Então, você terá o poder para destruir e recriar.

P : Tudo o que quero é ser livre.

M : Você deve saber duas coisas : do que vai se libertar e o que o mantém atado.

P : Por que você quer aniquilar o universo ?

M : Não estou interessado no universo. Deixe-o ser ou não ser. Basta que me conheça.

P : Se você está além do mundo, então você não é de nenhuma utilidade para ele.

M : Tenha piedade do eu que é. não do mundo que não é ! Absorvido no sonho, você esqueceu seu verdadeiro eu.

P : Sem o mundo não há nenhum lugar para o amor.

M : Assim é. Todos esses atributos, ser, consciência, amor e beleza, são reflexos do real no mundo. Sem o real, não há reflexo.

Original

Q : Can the witness be without the things to witness ?

M : There is always something to witness. If not a thing, then its absence?. Witnessing is natural and no problem. The problem is excessive interest, leading to self-identification. Whatever you are engrossed in you take to be real.

Q : Is the ’I am’ real or unreal ? Is the ’I am’ the witness ? Is the witness real or unreal ?

M : What is pure, unalloyed, unattached, is real. What is tainted, mixed up, dependent and transient is unreal. Do not be misled by words — one word may convey several and even contradictory meanings. The ’I am’ that pursues the pleasant and shuns the unpleasant is false ; the ’I am’ that sees pleasure and pain as inseparable sees rightly. The witness that is enmeshed in what he perceives is the person ; the witness who stands aloof, unmoved and untouched, is the watch-tower of the real, the point at which awareness, inherent in the unmanifested, contacts the manifested. There can be no universe without the witness, there can be no witness without the universe.

Q : Time consumes the world. Who is the witness of time ?

M : He who is beyond time — the Un-nameable. A glowing ember, moved round and round quickly enough, appears as a glowing circle. When the movement ceases, the ember remains. Similarly, the ’I am’ in movement creates the world. The ’I am’ at peace becomes the Absolute. You are like a man with an electric torch walking through a gallery. You can see only what is within the beam. The rest is in darkness.

Q : If I project the world, I should be able to change it.

M : Of course, you can. But you must cease identifying yourself with it and go beyond. Then you have the power to destroy and re-create.

Q : All I want is to be free.

M : You must know two things : What are you to be free from and what keeps you bound.

Q : Why do you want to annihilate the universe ?

M : I am not concerned with the universe. Let it be or not be. It is enough if I know myself.

Q : If you are beyond the world, then you are of no use to the world.

M : Pity the self that is, not the world that is not ! Engrossed in a dream you have forgotten your true self.

Q : Without the world there is no place for love.

M : Quite so. All these attributes ; being, consciousness, love and beauty are reflections of the real in the world. No real — no reflection.


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